No reino dos excêntricos, há um novo campeão: o artista conceitual e escritor norte-americano Jonathon Keats, de 36 anos. Ele está vendendo seus seis bilhões de neurônios, a dez dólares cada milhão.
Keats disse que já levantou algum dinheiro, mas pretende arrecadar no total 60 mil dólares, que, segundo ele, serão “investidos na valorização de meu cérebro, com a criação de novas e brilhantes idéias”.
Para lançar-se no mercado de ações, Keats primeiro registrou um pedido de aquisição dos direitos autorais de sua cuca, que ficam valendo até 70 anos depois de sua morte, segundo a legislação vigente.
Depois, fez exames de ressonância magnética no Centro de Estudo da Memória e Envelhecimento, em São Francisco, Na Calufórnia, enquanto “pensava em arte, beleza e verdade”.
“As imagens obtidas indicam que meu cérebro está perfeitamente em ordem, informação importante para quem pretende comprá-lo”, ele diz.
O que os prováveis investidores podem fazer com uma “mercadoria” tão incomum, ninguém sabe dizer. Muita gente acha que tudo não passa de uma tremenda maluquice ou de um golpe bobo.
Mas Keats garante que a coisa é séria. Por sinal, ele define seu cérebro como uma escultura:
“Eu o moldei, pensamento por pensamento”.
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