Dois em cada três adolescentes portugueses já foi contactado por estranhos através da Internet e metade respondeu por curiosidade, segundo um estudo europeu realizado pela Microsoft.

Divulgado por ocasião do Dia Europeu da Segurança na Internet, que se assinala terça-feira, o estudo, realizado a nível europeu, indica que metade dos adolescentes portugueses já respondeu ou contactou um estranho on-line ou através de sites de redes sociais, uma percentagem ligeiramente superior à média europeia.

A amostra, que abrangeu um total de 525 respostas recolhidas através de um inquérito on-line realizado no portal MSN (rede social) a jovens portugueses entre os 14 e os 18 anos, revela que 39 por cento acredita que é seguro partilhar informações pessoais em sites de redes sociais e quase um quarto permite o acesso às suas informações por qualquer utilizador da Internet.

De acordo com o inquérito, dois em cada três adolescentes portugueses usa activamente sites das redes sociais, 39 por cento sente-se seguro para publicar informações pessoais on-line e quase um quatro (23 por cento) afirma revelar o nome da sua escola no perfil.

Mais de metade dos jovens (58 por cento) publica fotografias e vídeos de si próprios e dos amigos em sites de redes sociais e 20 por cento fornece dados pessoais, como moradas de residência, refere o documento, que conclui também que 41 por cento partilha os seus endereços electrónicos e de mensagens instantâneas.

A amostra diz, igualmente, que dois terços dos adolescentes afirmam que os seus pais não fazem nada para limitar ou controlar a sua utilização na Internet e 39 por cento dos pais em toda a Europa admite que não supervisiona as actividades dos seus filhos on-line, nem o que publicam na Internet.

Segundo o estudo, 61 por cento dos jovens navegam na Internet sem qualquer supervisão paternal e quase metade dos pais (45 por cento) tem conhecimentos «parcos» ou «quase nulos» das temáticas ligadas à web.

O inquérito mostra ainda que metade (52 por cento) dos pais portugueses admite vigiar a utilização que os seus filhos fazem da Internet, embora 69 por cento manifeste confiança de que os filhos estão seguros e sabem como se proteger.

O estudo contou com a participação de 14 181 pessoas, 60 por cento pais e restantes jovens com idades entre os 14 e ao 18 anos, do Reino Unido, Benelux, Dinamarca, Finlândia, Grécia, Itália, Holanda, Portugal, Suécia, Espanha e Irlanda.

SOL