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Tópico: Angola afasta-se do Irão devido às sanções internacionais

      
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    Angola afasta-se do Irão devido às sanções internacionais



    A petrolífera angolana Sonangol já avisou o Irão que vai abandonar todas as operações que mantém naquele país devido às sanções internacionais em vigor contra o programa nuclear iraniano, anunciou hoje em Luanda Mateus de Brito, administrador da empresa.

    «Vamos sair do Irão devido às sanções internacionais impostas pelas Nações Unidas», disse aquele membro da direcção da petrolífera angolana, que mantinha no Irão uma participação de 20 por cento num para a exploração de gás natural.

    O anúncio foi feito durante uma conferência de imprensa que serviu para a apresentação do exercício de 2011, em que o novo «homem forte» da empresa, Francisco de Lemos, anunciou proventos no valor de 33,7 mil milhões de dólares (cerca de 25 mil milhões de euros) e lucros de 3,3 mil milhões de dólares (2,4 mil milhões de euros).

    Francisco de Lemos substituiu há cerca de um mês Manuel Vicente na Presidência do Conselho de Administração da Sonangol, com a nomeação deste para o cargo de ministro de Estado e da Coordenação Económica.

    Na apresentação dos resultados de 2011, Francisco de Lemos disse ainda que a empresa recebeu do Estado angolano 7,1 mil milhões de dólares (cerca de 5,2 mil milhões de euros) a título de subvenção dos preços dos combustíveis.

    No período de perguntas e respostas, a administradora Anabela Fonseca anunciou que até 15 de Abril próximo deverá estar concluído o estudo de viabilidade económica da refinaria do Lobito, a partir do qual a Sonangol decidirá qual o parceiro para a exploração daquela unidade.

    A Sonangol pretende ficar com 50 por cento da empresa que vier a ser criada para gerir a refinaria.

    A empresa italiana ENI já comunicou à Sonangol o seu interesse em ficar com os restantes 50 por cento, bem como a BP, que também manifestou interesse.

    À questão sobre qual é o principal cliente do petróleo comercializado pela Sonangol, Anabela Fonseca precisou que a China tem atualmente uma quota de 36 por cento e em segundo lugar vêm os Estados Unidos, com 17 por cento.

    No final, Francisco de Lemos destacou o projecto de gás natural que a Sonangol está a explorar no Soyo, norte do país, como a «prioridade máxima» da empresa, e acrescentou que a primeira exportação deste hidrocarboneto deverá sair do Soyo já em Maio.


    Lusa/SOL

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