O governo angolano quer relançar várias fábricas e diminuir importações. A ideia foi defendida pelo ministro da Geologia e Minas, Joaquim David, na cerimónia de cumprimentos do ano novo: «O financiamento que o Estado colocou em benefício do sector privado, para o relançamento destas indústrias é superior a um bilião de dólares. Estamos a falar de indústrias de uma actividade que terá uma intensidade clara também em termos de capital».
Segundo o ministro, neste momento estão em fase de preparação, análise e discussão vários acordos financeiros para o relançamento da África Têxtil em Benguela, da Satec, no Dondo e da indústria de descaroçamento de algodão em Malange.
A empresa textang 2, em Luanda, também será relançada com equipamentos tecnológicos modernos de modo a melhorar a qualidade da produção.
Para o ministro estes projectos de elevada tecnologia vão traduzir-se na criação de milhares de postos de trabalhos.
O governo também está a trabalhar no sentido de cobrir as lacunas existentes no sector habitacional e, por isso, estão a ser construídas fábricas de cimento em várias províncias de Angola como Luanda, Benguela e Kuanza sul.
Esse investimento vai levar, nas palavras do ministro, «a uma suficiência na oferta de cimento, a partir de 2014/2015. E se os esforços continuarem, dentro de dois a três anos, estaremos em condições de ser exportadores de cimento ao contrário da situação actual em que importamos todo o cimento que consumimos», disse Joaquim David.
O relançamento da indústria de açúcar, a criação de pólos de desenvolvimento industrial e uma fábrica de fertilizantes no município do Soyo, província do Zaire, também fazem parte dos projectos do executivo angolano.
O conselho de ministros decidiu também relançar o Complexo de Cassinga, a actividade de exploração do ferro, o manganês, a exploração e produção do cobre bem como a refinação do alumínio.
«Em todos estes projectos, nós faremos os possíveis para acrescentar valor à produção do mineral em bruto», frisou.
A construção de uma siderurgia na província do Namibe e da Huíla para o aproveitamento da produção do ferro, a partir de Cassinga, também foi salientada pelo ministro.
SOL


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