As reservas de moeda estrangeira que Angola detém cresceram 5,1% para 22,6 mil milhões de dólares, refere a Bloomberg que cita um documento do Banco Nacional de Angola.
«Um aumento que poderá facilitar o pagamento de dívidas às construtoras», segundo a analista Susasna Santos do BPI. A notícia surge depois de o país, ter adiado a sua primeira emissão de dívida nos mercados internacionais por não ter «dificuldades de tesouraria», disse o ministro de Estado, Carlos Feijó, no dia 27 de Julho, citado pela agência noticiosa norte-americana.
No passado, o país que é o segundo maior produtor petrolífero da África subsariana, foi lento a liquidar dívidas com as construtoras presentes no país. Foi o que aconteceu em 2010, quando a queda dos preços do petróleo levou as reservas de moeda estrangeira do país a saldarem-se em 12 mil milhões de dólares, sendo esse um dos motivos que levou o país a diferir alguns pagamento às construtoras.
«Este aumento das reservas de moeda estrangeira pode facilitar a redução da dívida do país, para com as construtoras», refere Susana Santos do BPI, à Bloomberg.
«Angola agora tem uma posição financeira muito confortável em termos de reservas próprias», acrescenta.
O país deve 2,7 mil milhões de dólares às empresas de construção, referiu o ministro das Finanças Carlos Alberto Lopes no dia 28 de Julho. Hoje as acções da Mota-Engil valorizaram 3,07% para 1,241 euros, levando a construtora que está presente no mercado angolano a acumular uma valorização de 8,7% nas cinco sessões que terminaram esta terça-feira.
SOL


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