As taxas interbancárias que influenciam o valor da prestação da casa de muitas famílias portuguesas desceram em todos os prazos.
A Euribor a seis meses, que é a mais usada no cálculo dos juros no crédito à habitação, cedeu para 1,391%. No mesmo sentido, o prazo a doze meses diminuiu até aos 1,725%. Ambas as taxas caem de forma ininterrupta há 34 sessões e estão em mínimos de Fevereiro de 2011. Para observar um ciclo de quedas tão longo é preciso recorrer a 2009.
Também a Euribor a três meses, que serve de indicador do apetite por risco da banca, além de influenciar os juros dos certificados de aforro e o custo de financiamento de muitas empresas, recuou até aos 1,094%, acumulando 33 sessões de quedas consecutivas.
Os especialistas acreditam que há margem para estes indexantes continuarem a cair, aliviando a prestação da casa ao banco, até porque existe a expectativa de que o BCE possa proceder a um novo corte da taxa de juro de referência (refi) para a zona euro durante este ano, depois de a inflação na zona euro ter caído abaixo da fasquia dos 3% em Dezembro.
Mas por agora, os juros na zona euro não devem mexer. Na reunião de política monetária do BCE desta semana, a refi deve ficar nos 1%, segundo a maioria dos 53 economistas consultados pela Bloomberg. Apenas seis acreditam que o preço do dinheiro vai descer para 0,75%.
Recorde-se que as Euribor costumam seguir a taxa de juro directora da zona euro, que no inicio do mês foi reduzida em 25 pontos base e está neste momento a níveis historicamente baixos: 1%.
«Económico»
Cumprs, Rai.72
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