Treinador desabafa e diz que se descartasse o Paulista seria mais fácil fazer o time jogar bem, mas vai atacar as duas competições por enquanto

Carolina Elustondo São Paulo


Na primeira entrevista coletiva depois que foi liberado pelos médicos para trabalhar, Ricardo Gomes tentou explicar o rendimento abaixo do esperado do [Somente os Membros podem ver links. ] neste início de temporada. O time não tem jogado bem, só venceu um de seis jogos fora de casa e entra em campo com formações distintas a cada partida. O comandante justificou a fase com duas explicações: o calendário do [Somente os Membros podem ver links. ] , que prejudica o time na [Somente os Membros podem ver links. ] , e a falta de condicionamento físico, não só pelo pouco tempo de trabalho, mas pela chegada de jogadores importantes ainda em tratamento de lesões.

O técnico reclamou bastante dos jogos no meio e nos fins de semana, alegando que os jogadores não têm tempo para a recuperação necessária. Além disso, Gomes diz que não pode manter a base do time porque corre o risco de estourar os atletas. Para exemplificar a situação, ele citou a última semana do Tricolor, lembrando que o elenco chegou sábado da Colômbia, jogou domingo, fez um treino de recuperação na segunda, outro leve na terça e jogou na quarta, contra o Oeste, em Araraquara.

- As críticas são justificadas? Sim, mas há um motivo para tudo isso: não temos tempo. Não fomos nós que fizemos o calendário. Se eu mantivesse o time nos últimos dois jogos e no próximo, quantos jogadores eu teria para enfrentar a partida da Libertadores (quinta, contra o Nacional, em Assunção)? Teria dez machucados? Se tivéssemos descartado o Paulista seria mais fácil, mas não fizemos isso por respeito ao torcedor. Vamos atacar nas duas competições enquanto der, com jogos mais ou menos e críticas, mas é assim mesmo. Se precisar escolher, não tenho dúvida de que será a Libertadores a prioridade - desabafou o treinador.

O problema do condicionamento físico longe do ideal não se dá só pelo calendário, mas também pelo fato de o treinador ter recebido reforços sem condições de jogo. Fernandinho chegou ao Tricolor e precisou operar o pé direito, só conseguindo estrear no último fim de semana. Agora, é dúvida para enfrentar a Ponte Preta, neste domingo, em Campinas. Renato Silva se recupera de um estiramento na coxa esquerda.

Alex Silva e Rodrigo Souto também estavam em recuperação quando foram contratados. Cicinho chegou devendo na parte física. Mas todos estão sendo utilizados, mesmo sem estarem 100%. Dagoberto ficou afastado por lesão e voltou na última semana. São todos jogadores importantes para o esquema de Gomes.

- Recebemos atletas em recuperação e ainda bem que só tivemos problemas com o Dagoberto e o Renato Silva neste início. Mas tudo isso atrasa. O Fernandinho só aguentou jogar meio tempo nos dois jogos. E ouvi falarem que ele tinha que ser titular para aproveitar o embalo. Não foi porque não ia suportar. Até o fim de março teremos uma equipe bem rodada, não passa disso. Tenho o time base na cabeça, mas ele depende do melhor condicionamento dos escolhidos - acrescentou o treinador.

SEGUND0_
MODERADOR