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Tópico: Farol de Aveiro

      
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    Padrão Farol de Aveiro

    Local: Aveiro
    Altura: 62 m
    Altitude: 66 m
    Luz: FI (4) W 13 s
    Alcance: 23 M
    Óptica: 3ª Ordem
    Ano: 1893





    Os repetidos sinistros marítimos ocorridos nas proximidades da foz do Vouga, fizeram com que se pensasse na imperiosa necessidade de iluminar aquela porção de costa. Assim, por portaria de 8 de Janeiro de 1856 se determinou que o Director de Obras Públicas do distrito de Aveiro, tendo em consideração os pareceres do Capitão do Porto e do Director Maquinista de Faróis, escolhesse, perto da barra, um local apropriado para a edificação do farol, cujo projecto e orçamento seriam por si elaborados. Em Julho de 1858 é rejeitada a ideia de aproveitar a torre de sinais do forte da Barra para a construção do farol, pensando-se, como adequado, um local situado a 200 metros da referida torre, quase no fim do paredão da barra.




    Até 1866, nada mais se fez, ano em que o inspector de faróis, Francisco Maria Pereira da Silva, defendia, como necessidade urgente, no seu plano de farolagem, a criação de um farol em Aveiro:
    «na barra de Aveiro é de urgente necessidade um pharol de grande alcance e da maior intensidade de luz, não só para esclarecer a extensa e baixa praia, que divide ao meio, com 60 milhas de litoral, em que as primeiras elevações se apresentam a uma grande distância do mar (seis a oito léguas), illudindo assim o navegador, que julga pelo aspecto d´esta porção de costa, achar-se ainda mais afastado da terra; mas também para poder atravessar uma atmosphera que se conserva sobre esta grande planície cheia de densos vapores, emanados tanto das areias humedecidas, como das marinhas de sal e das aguas que ali abundam na distancia de muitas milhas; convém que seja esta barra de Aveiro a posição escolhida para um pharol de 1ª ordem e que seja sustentado por um elevado e bem distincto edifício, para prevenir de dia os navegadores da sua aproximação. Este pharol ali collocado tambem dispensa outro, que era necessario estabelecer para indicar a entrada da barra d´aquelle porto.»




    Datado de 1879, o projecto da autoria do engenheiro Paulo Benjamim Cabral, a obra foi, primeiramente dirigida pelo engenheiro Silvério Pereira da Silva e, mais tarde, pelo engenheiro José Maria de Mello e Matos.
    O farol entrou em funcionamento em 1893, consistindo numa torre de 62 metros de altura e 66 metros de altitude. Foi equipado com um aparelho óptico de 1ª ordem (920mm distância focal) com 4 painéis e, como fonte luminosa, a incandescência pelo vapor de petróleo. A fonte luminosa de reserva era um candeeiro de nível constante, sendo a rotação que lhe definia a característica, produzida por uma máquina de relojoaria.





    Neste mesmo ano entrou também em funcionamento um sinal sonoro, constituído por uma trompa HOLMES, funcionando a ar comprimido e instalada no molhe. Em 1898 o sinal sonoro foi transferido para um alojamento construído em frente do farol, procedendo-se à sua cobertura em 1902, protegendo-o assim das chuvas.
    Em 1908 a máquina do sinal sonoro foi substituída por duas máquinas a vapor verticais, ficando assim uma máquina de reserva.
    Foi construído em 1932 um esporão para defesa das infra-estruturas do farol. O alojamento do sinal sonoro foi derrubado pelo mar em 1935, sendo instalado o sinal sonoro em cima do edifício do farol.
    No ano de 1936 o farol foi electrificado através da montagem de grupos electrogéneos.
    Em 1947 o aparelho óptico foi substituído por outro de 3ª ordem, pequeno modelo (375mm distância focal), dotado de painéis aeromarítimos. A fonte luminosa passou a ser uma lâmpada de filamento trifásico, ficando como reserva a incandescência pelo vapor de petróleo.




    Em 1948, foi instalado um rádiofarol.
    Em 1950 passou a estar ligado à rede pública de distribuição de energia, sendo instalada uma lâmpada de 3000W.
    Para acesso à torre foi montado um elevador em 1958. A potência da fonte luminosa, nesta altura, foi reduzida, instalando-se então uma lâmpada de 1000W.


    O farol de Aveiro esteve representado em 1987 numa emissão filatélica e na exposição Faróis de Portugal inaugurada na Torre de Belém. Foi mandada cunhar uma moeda, na ocasião, pela Direcção de Faróis.

    No Boletim de Dezembro de 1987 da Associação Internacional de Sinalização Marítima, teve honras de capa.



    Em 1990 foi automatizado, funcionando agora com menos intervenção humana, mas de igual forma imponente, ou não fosse ele o mais alto farol do país e um dos maiores da Europa, na sua dupla função de assinalamento costeiro e de aproximação à barra e porto da cidade de Aveiro.



    Miniaturas de Anexos Miniaturas de Anexos pag35_1.jpg   Lighthouse.gif  
    Arquivos Anexos - <b><a target='_blank' href='http://www.g-sat.net/regras-g-sat/announcement-declaracao-de-principios-direitos-dos-autores-artistas-e-produtores.html'><font color='#990033'>Declaração de Princípios / Direitos dos Autores, Artistas e Produtores</font></a></b> Arquivos Anexos - Declaração de Princípios / Direitos dos Autores, Artistas e Produtores

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    Padrão Re: Farol de Aveiro

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    Farol de Aveiro na praia da Barra
    O Farol da Barra é o mais alto de Portugal e da Península Ibérica.
    Farol de Aveiro na praia da Barra
    O Farol da Barra é o mais alto de Portugal e da Península Ibérica.

    Construído entre 1885 – 1893, foi projectado por um autodidacta que levou de vencida os onze engenheiros que apresentaram plantas e maquetas.

    O farol da Barra, custou na altura, a quantia de 51 contos aos cofres do estado.
    A escadaria é composta por dois sectores: o primeiro, com 271 degraus, é uma escada em pedra, em forma de caracol; o segundo, é uma escada metálica, com 20 degraus (actualmente com elevador).

    O cilindro tem de altura 44,5 metros, situando-se o foco luminoso a 62 metros, permitindo-lhe projectar os raios de luz a cerca de 60 quilómetros de distância, interceptando os faróis da Figueira da Foz e de Leça da Palmeira.

    A sua inauguração foi levada a cabo por Bernardino Machado em 1893, então ministro das Obras Públicas, quando este visitou demoradamente a região.

    Esta notável obra do século passado, erguida à entrada da barra, passou a velar pela segurança da navegação que até aí não dispunha de um ponto de orientação. Sem o farol, as embarcações da época eram frequentemente atraídas para terra, devido à ilusão de afastamento, provocada por uma porção de costa muito plana com as primeiras elevações a grande distância do mar.

    A principal fonte luminosa era obtida por incandescência do vapor do petróleo. Só em 1950 o sistema iluminante passou a ser alimentado a energia eléctrica.

    A principal componente do farol é a potente lâmpada, que projecta um feixe luminoso visível a 22 milhas náuticas de distância (cerca de 40 quilómetros).

    Construído entre 1885 – 1893, foi projectado por um autodidacta que levou de vencida os onze engenheiros que apresentaram plantas e maquetas.

    O farol da Barra, custou na altura, a quantia de 51 contos aos cofres do estado.
    A escadaria é composta por dois sectores: o primeiro, com 271 degraus, é uma escada em pedra, em forma de caracol; o segundo, é uma escada metálica, com 20 degraus (actualmente com elevador).

    O cilindro tem de altura 44,5 metros, situando-se o foco luminoso a 62 metros, permitindo-lhe projectar os raios de luz a cerca de 60 quilómetros de distância, interceptando os faróis da Figueira da Foz e de Leça da Palmeira.

    A sua inauguração foi levada a cabo por Bernardino Machado em 1893, então ministro das Obras Públicas, quando este visitou demoradamente a região.

    Esta notável obra do século passado, erguida à entrada da barra, passou a velar pela segurança da navegação que até aí não dispunha de um ponto de orientação. Sem o farol, as embarcações da época eram frequentemente atraídas para terra, devido à ilusão de afastamento, provocada por uma porção de costa muito plana com as primeiras elevações a grande distância do mar.

    A principal fonte luminosa era obtida por incandescência do vapor do petróleo. Só em 1950 o sistema iluminante passou a ser alimentado a energia eléctrica.

    A principal componente do farol é a potente lâmpada, que projecta um feixe luminoso visível a 22 milhas náuticas de distância (cerca de 40 quilómetros).
    Infelizes aqueles que pensam ser donos da razão

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