O presidente norte-americano, Barack Obama, afirmou hoje que não pensa que Israel tenha decidido se ataca o Irão por causa do seu programa nuclear, um impasse que está a colocar o Médio Oriente sob forte tensão.

O presidente dos Estados Unidos tentou garantir tanto aos seus aliados como adversários que Washington está a trabalhar de perto com Israel para resolver a crise, «desejavelmente de forma diplomática», avançou a AP.

Os comentários de Obama surgem numa altura em que os principais aliados europeus de Israel no Ocidente tentam convencer Jerusalém a abdicar de um ataque unilateral às instalações nucleares iranianas, sustentando que um ataque apenas irá reforçar o regime iraniano. Israel receia que em breve o Irão atingirá um ponto em que um ataque militar cirúrgico já não será suficiente para impedir que Teerão construa a bomba nuclear.

«Não penso que Israel tenha tomado a decisão sobre o que tem que fazer», afirmou Obama numa entrevista à cadeia de televisão NBC, citada pela Associated Press. O presidente norte-americano reiterou que os Estados Unidos não afastaram nenhuma opção em relação ao Irão, mas sublinhou que Washington quer uma solução diplomática construída em torno de uma coligação internacional.

O Irão tem insistido que o seu programa nuclear tem finalidades pacíficas e não o objectivo de produzir uma bomba.

Obama declinou esclarecer sobre se os Estados Unidos serão avisados previamente por Israel no caso Jerusalém decidir lançar um ataque militar unilateral. «Diria que temos consultas estreitas no campo militar e ao nível dos serviços de informação como nunca tivemos até agora», afirmou o presidente norte-americano, acrescentando: «Vamos garantir que caminhamos lado-a-lado à medida que avançamos na tentativa de resolver isto – desejavelmente de forma pacífica».

O presidente indicou ainda que «mais actividade militar no Golfo Pérsico só prejudica e tem um grande efeito» sobre os Estados Unidos. «Pode ter um forte efeito nos preços do petróleo. Ainda temos tropas no Afeganistão, que tem fronteiras com o Irão», acrescentou.


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