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Tópico: COMPARATIVO-Renault Laguna Break 2.0 dCi / Toyota Avensis SW 2.2 D-4D / Volkswagen Pa

  1. #1
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    Padrão COMPARATIVO-Renault Laguna Break 2.0 dCi / Toyota Avensis SW 2.2 D-4D / Volkswagen Pa




    Ao final de praticamente 14 anos de vida, o nome próprio "Laguna" vai já na sua terceira encarnação e, depois de já termos sido apresentados à berlina, eis que chegou agora a vez da Break chegar até nós. Nesta primeira viagem, traz sob o capot o motor mais fogoso, o 2.0 dCi com 175 cv e, agora, 380 Nm.
    Para uns é elegante e portentosa, outros têm mais dúvidas no conjunto estético. Goste-se ou não, a verdade é que a nova Laguna não deixa ninguém indiferente e deixa uma impressão.Tal como já referenciado na berlina, a gama Laguna germanizou-se um pouco. Perdeu em conforto mas ganhou na dinâmica, com um chassis mais reactivo. No interior está ainda mais refinada, com uma enorme profusão de revestimentos "premium". Apesar das pretensões familiares e de prometer como uma boa habitabilidade, e uma enorme bagageira, a verdade é que consegue, ainda, ser bem sucedida nas pretensões de "perseguir" alguns pequenos desportivos. O reverso da medalha é um apetite bem desperto.Confrontámo-la com duas das propostas mais desejadas e bem sucedidas no mercado português. A Passat no patamar "TDI" máximo do bloco de dois litros, ou seja: 170 cv e a Toyota Avensis que tem o maior e mais potente motor e uma lista de "equipamento" de série enriquecida.


    Ponto por ponto

    No primeiro item pontuado, o da segurança, definimos três patamares. A VW traz oito airbags. É equipada pelos seis airbags habituais e acrescenta dois laterais traseiros. A Avensis, por sua vez, contabiliza sete airbags e é a única que traz airbag de joelho na coluna de direcção. A Laguna, traz apenas os, já comuns, seis airbags. A Passat traz ainda indicador de perda de pressão dos pneus.No alinhamento dos painéis a distinção cabe de novo à rigorosa Passat, mas já na "Garantia" a Toyota vence com os oito anos que promete, face aos dois anos que a lei impõe aos dois produtores europeus.Chegado o momento de colocar à prova a capacidade das bagageiras, tentando encaixar todas as malas de viagem, todas convencem e revelam uma capacidade quase idêntica. A Laguna traz 508 litros e dispõe de mais 33 litros que no passado. Os 520 litros oferecidos pela carrinha da Toyota também são passíveis de albergar a maioria da "carga" prevista, e na Passat o volume repete a disponibilidade, com 513 litros.Todas oferecem uma chapeleira prática e funcional, mas destacamos a Renault por dois motivos: é a única que permite abrir o óculo do portão traseiro de forma independente e tem o vão de acesso mais baixo com uma altura de 56 cm, face aos 65 cm da VW e 62 cm da nipónica.







    No interior, a mais ampla atrás é a estreante Laguna, com um espaço para pernas referencial e desafogado. A Passat quase reproduz o mesmo espaço e só a Avensis é um pouco contida, ainda que não o suficiente para desiludir. Na versatilidade, a Laguna arrecada nova vantagem. Não só por colocar à disposição inúmeros espaços para arrumos, mas pela forma como rebate os bancos (ver destaque).Nas soluções para que os objectos quotidianos não andem à deriva pelo "cockpit" a VW também se revela capaz. Já a Avensis é, das três, a mais "old-fashioned" e até para pousar o telemóvel é preciso olhar em redor algumas vezes até acabar por "perdê-lo" na bolsa lateral da porta. O interior mais sedutor é, talvez, revelado pelo aprumo da carrinha germânica, com um nível de qualidade associado a uma robustez à prova de erros. A nova Renault não se mostra tão imperturbável às trepidações nem sequer ostenta uma montagem tão convicta quanto a germânica, mas convence e agrada pelos diversos materiais suaves ao toque.Na Toyota existem também alguns plásticos rijos que apesar de não beliscarem a solidez geral estragam um pouco o ambiente, já de si prejudicado pelo desenho algo antiquado.No nível de persuasão imposto pelo equipamento, tanto a Laguna como a Avensis convencem. A Avensis traz de série bancos em pele eléctricos e aquecidos. Na Renault, os bancos produzem as mesmas façanhas mas são em pele e "alcantara". De qualquer forma, neste nível Dynamique S custam mais 1200 euros.Na postura ao volante, o Passat atinge facilmente o objectivo de agradar a gregos e troianos, apesar de se criticar a inclinação do assento. No Laguna, a posição é mais elevada e nem os ajustes eléctricos poderão suscitar um sorriso aos mais exigentes. A Avensis, implica que as pernas fiquem algo flectidas. Tal postura é irremediável, podendo não agradar a muitos.



    Por entre o caos das grandes urbes, a Passat revela comandos muito fáceis de dosear e passíveis de intuição, ajudando a conduzir bem. Na pontuação não se destaca da Renault por basicamente um motivo: tem um fosso até às 2000 rpm acentuado (requerendo muito acelerador). Ambas contam com a ajuda do travão de mão eléctrico e na Passat há ainda o complemento "Auto-hold", óptimo perante as colinas urbanas. À Laguna é preciso imputar ainda o facto de ainda sofrer com um tacto de travagem menos fácil de dosear e à Avensis o facto de, apesar de nipónica, impor imensos movimentos bruscos na condução, sendo pouco harmoniosa.A que mais se preocupa com o bem-estar dos passageiros… já não é a "gaulesa". Apesar de, mesmo com jantes de 18" (290 euros), ser melhor que a berlina (sendo menos firme) a verdade é que desvirtuou a tradição francesa, tendo até regredido face ao passado. Os bancos desportivos "opcionais" presentes nesta versão até deixam o corpo perfeitamente encaixado mas… acentuam o conforto.A Avensis, por seu lado, traz bancos que dão pouco apoio, mas são muito confortáveis, e o trabalho da suspensão disfarça bem a má qualidade das estradas. A Passat, é mais firme que a Toyota, mas a amortecer não desilude, sendo trabalhadora e eficaz. A VW consegue, de resto, casar quase na perfeição o conforto com o comportamento. Apesar de sempre confortável, mesmo com suspensão desportiva de série, aplica-se como poucas rivais perante traçados retorcidos sendo a que mais entusiasma. A direcção é precisa e o nível de confiança sai redobrado.Os movimentos da carroçaria alemã são bem controlados e o próprio controlo de estabilidade fica a vigiar ao longe, podendo ser desligado. A Renault está também um pouco germânica neste aspecto, e o chassis privilegia o entusiasmo. Há muita aderência e a tendência subviradora também surge devidamente retardada. Por outro lado, a direcção é um pouco inerte e o controlo de estabilidade, que não desliga, atenua por vezes a dinâmica.O controlo de tracção desliga, tal como acontece na Avensis, mas na Renault volta a ligar logo aos 50 km/h. A Toyota, por seu lado, sofre com algumas perdas de motricidade e a própria postura é mais vocacionada para uma utilização menos impetuosa.






    Na energia com que este "fogoso clã Diesel" aborda o asfalto, a melhor é a Renault. Todas as presentes revelam um ânimo muito despachado, quase conseguindo perseguir alguns desportivos com que se cruzam, mas na Laguna as retomas de velocidade são sempre mais decididas do que nas rivais. Em todas, a subida de regime é razoavelmente linear, mas na Passat exigia-se maior ânimo antes das 2000 rpm, ainda que depois a rápida escalada até às 5000 rpm atenue o desgosto.A Toyota é a mais potente e os 400 Nm produzem um efeito de "empurrão não costas", pena é que produza depois indecisão e preguiça acima das 4000rpm, sendo já pouco determinada até às 5000 rpm.Apesar do subconsciente mote "poupança de combustível", inerente ao coração Diesel que todas têm, a verdade é que nenhuma revela uma índole económica, e quando o entusiasmo do piloto é incontido todas atingem uma sede passível de consumir dez litros a cada cem quilómetros percorridos. Ainda assim, e em cidade, a VW é menos ambiciosa a pedir, acabando no fundo por ser mais poupada que as rivais.Na assiduidade com que visitam a assistência da marca, todas desvendam intervalos de 30 mil km, mas na Toyota são impostas revisões intermédias para a mudança de óleo aos 15 mil km.No momento de avaliar a questão do Preço regista-se o facto de Toyota e VW estarem menos caras cerca de 2000 euros. Tal dá-se em virtude da maior ponderação ambiental face ao ano passado, mas, mesmo com este "bónus", é necessário fazer muitas contas antes de eleger uma das propostas.

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