Publicidade

 


Resultados 1 a 1 de 1

Tópico: Teorias Filosóficas sobre o Conhecimento

  1. #1
    Administradora Avatar de alexandra
    Data de Inscrição
    Oct 2006
    Localização
    lisboa
    Idade
    39
    Mensagens
    11.773
    Entradas no Blog
    4
    Agradecer
    913
    Agradecido 843 vezes
    Em 688 tópicos

    Padrão Teorias Filosóficas sobre o Conhecimento





    1.As teorias filosóficas do conhecimento, apesar da sua enorme diversidade, polarizam-se em grandes problemas: Qual a natureza do conhecimento ? Qual o seu valor ou possibilidade? Qual a sua origem?

    2.Natureza do conhecimento. O que é que conhecemos? Os próprios objectos, ou as representações, em nós, dos mesmos?


    Algumas respostas filosoficas:


    - Realismo: Conhecer é apreender a realidade existente na experiência interna (actos da consciência) ou na experiência externa (objectos do mundo sensível).Os objectos existem independentemente dos sujeitos.



    - Idealismo: Nega a existência do real. A realidade é reduzida a ideias: o mundo sensível é um mero produto do pensamento. Os objectos só existem enquanto representações, não têm uma existência independente.



    3. Possibilidade do conhecimento. Pode o sujeito apreender o objecto? Atingir a verdade, a essência das coisas, ou está condenado às suas múltiplas aparências?



    Algumas respostas filosóficas :

    - O dogmatismo (dogmatikós, em grego significa que se funda em príncípios ou é relativo a uma doutrina) defende a apreensão absoluta da realidade pelo sujeito.Esta posição assenta numa total confiança na razão humana.

    - O cepticismo (skeptikós, em grego signifca "que observa", que considera") defende a impossibilidade do sujeito apreender a realidade.Esta posição desconfia na razão humana. O cepticismo na sua foram mais radical, foi defendido pela primeira vez por Pirrón (c.270 a.C). Este filósofo afirmava que de nada podemos afirmar ser verdadeiro ou falso, belo ou feio, bom ou mau.Apenas nos resta suspender todos os juízos. Na Idade Moderna Montaigne e Hume manifestaram igualmente posições cépticas.

    - O criticismo defende a possibilidade de se aceder à verdade, mas não aceita sem crítica as afirmações da razão.

    - O pragmatismo ao subordinar o conhecimento a uma finalidade prática, afirma que a verdade é tudo aquilo que é útil e eficaz para a vida humana. Desta forma aproxima-se do cepticismo, na medida que relativiza o conhecimento. O pragmatismo surgiu nos EUA com Willian James Charles Pierce e John Dewey.


    4. Origem do Conhecimento. Qual a origem do conhecimento: a razão ou a experiência?

    Algumas respostas filosóficas:

    - Racionalismo: a razão é a fonte principal do conhecimento.O conhecimento sensível é considerado enganador. Por isso, as representações da razão são as mais certas, e as únicas que podem conduzir ao conhecimento logicamente necessário e universalmente válido.

    Os racionalistas partem do princípio que o sujeito cognoscente é activo e, ao criar uma representação de qualquer objecto real, está a submete-lo às suas estruturas ideias.


    Entre os filosófos que assumiram uma perspectiva racionalista do conhecimento, destacam-se Platão, René Descartes (1596-1650) e Leibniz. Todos eles partem do princípio que temos que são ideias inatas e que é a nossa razão que constrói a realidade tal como a percepcionamos.

    Descartes é considerado o fundador do racionalismo moderno. Após ter suspendido a validade de todos o conhecimentos, porque susceptíveis de serem postos em causa, descobre que a única coisa que resiste à própria duvida é a razão. Esta seria a primeira verdade absoluta da filosofia. Descobre ainda que possuímos ideias que se impõem à razão como verdadeiras mas que não derivam da experiência (as ideias inatas). Só com base nestas ideias claras e distintas, segundo Descartes, se poderia construir por dedução um conhecimento universal e necessário.



    - Empirismo: a experiência é a fonte de todo o conhecimento.Os empiristas negam a existência de ideias inatas, como defendiam Platão e Descartes. A mente está vazia antes de receber qualquer tipo de informação proveniente dos sentidos. Todo o conhecimento sobre as coisas, mesmo aquele em que se elabora leis universais, provém da experiência, por isso mesmo, só é válido dentro dos limites do observável.

    Os empiristas reservam para a razão a função de uma mera organização de dados da experiência sensível, sendo as ideias ou conceitos da razão simples cópias ou combinações de dados provenientes desta experiência.


    Entre os filosófos que assumiram uma perspectiva empirista destacam-se John Locke (1632 -1704) e David. Hume (1711-1776).



    Locke afirma que o conhecimento começa do particular para o geral, da impressões sensoriais para a razão.O espírito humano é uma espécie de "tábua rasa" , onde se irão gravar as impressões provenientes do mundo exterior. Não há ideias nem princípios inatos. Nenhum ser humano por mais genial que seja é capaz de de construir ou inventar ideias, e nem sequer é capaz de destruir as que existem. As ideias, quer sejam provenientes das sensações, quer provenham da reflexão, têm sempre na experiência a sua origem. As ideias complexas não são mais do que combinações realizadas pelo entendimento de ideias simples formadas a partir da recepção dos dados empíricos. A experiência é não apenas a origem de todas as ideias, mas também o seu limite.



    Hume, rejeita, como Locke o inatismo carteseano, mas introduz um dado novo nas teses empiristas quando afirma que a identidade entre a ordem das coisas e a ordem das ideias resulta de hábitos mentais ou na crença que existe uma ligação necessária entre os fenómenos. Esta critica ao conceito da causalidade irá ter profundas repercussões em filósofos posteriores, como I.Kant (1724-1804).



    O debate histórico entre racionalistas e empiristas, em final do século XVIII, conduziu ao criticismo que procura superar as limitações de ambas as correntes filosóficas.



    - Criticismo: Todo o conhecimento inicia-se com a experiência, mas este é organizado pelas estruturas a priori do sujeito. Segundo Kant (1724-, o criador do criticimo, o conhecimento é a síntese do dado na nossa sensibilidade (fenómeno) e daquilo que o nosso entendimento produz por si (conceitos). O conhecimento nunca é pois, o conhecimento das coisas "em si", mas das coisas "em nós".



    Alguns filósofos contemporâneos defendem que o conhecimento resulta de uma interacção entre o sujeito e a experiência. Entre eles, destaca-se Jean Piaget.


    Piaget, como vimos, desenvolveu uma concepção construtivista do conhecimento. O conhecimento é indissociável da acção do sujeito. Não é pois uma simples registo feito pelo sujeito dos dados do mundo exterior. O sujeito apreende e interpreta o mundo através das suas estruturas cognitivas. Estas estruturas não são todavia inatas, mas são formadas pelo sujeito na sua acção. O conhecimento é assim um processo de construção de estruturas que permitem ao sujeito apreender e interpretar a realidade.
    Miniaturas de Anexos Miniaturas de Anexos hume.jpg   Piaget3.jpg   Descartes.jpg   vase.jpg  


  2. # ADS
    Link Patrocinador
    Data de Inscrição
    03-10-2006
    Localização
    G-Sat
    Idade
    6
    Mensagens
    Muitas
     

Patrocínio em Destaque

Marcadores
DESCUBRA A DECO PROTESTE
Experimente já, durante 2 meses por apenas 2€ e receba um leitor MP5 multimédia de presente!
Saiba mais aqui.

Permissões de Postagem

  • Você não pode iniciar novos tópicos
  • Você não pode enviar respostas
  • Você não pode enviar anexos
  • Você não pode editar suas mensagens
  •