Publicidade

 


Resultados 1 a 1 de 1

Tópico: Apendicite: um pro:censored:blema que surge em qualquer idade

  1. #1
    G-Sat Veterano Avatar de Horror
    Data de Inscrição
    Nov 2006
    Idade
    42
    Mensagens
    177
    Agradecer
    0
    Agradecido 0 vezes
    Em 0 tópicos

    Padrão Apendicite: um pro:censored:blema que surge em qualquer idade



    A apendicite é um pro:censored:blema que surge em qualquer idade, com um pico no adulto jovem. É mais rara no idoso e antes dos 4 anos.

    A dor intensa é algo que assusta, até quem está junto da pessoa que começa a apresentar queixas. Não é um quadro tão simples como se pensa e todo o cuidado é pouco, quando surgem alguns sintomas.

    Este pequeno tubo que se destaca do intestino grosso tem cerca de 10 cm de comprimento. Em média, é ligeiramente mais espesso que um lápis.

    A inflamação do apêndice é provocada por fezes, com infecção secundária. Este prolongamento do intestino «deve ter assumido um papel importante na evolução do homem e é um sinal disso mesmo», declara o Dr. Mário Sousa Dias, médico de Clínica Geral.

    A acontecer uma inflamação é obra do acaso. Tem a ver com as condições anatómicas e imunológicas de cada indivíduo.

    «Desde logo, não somos todos do mesmo tamanho e a localização do apêndice também não é igual em todas as pessoas», diz o médico.

    A apendicite é muito comum, sobretudo quando falamos nos problemas do abdómen que exigem cirurgia. Algo que é sempre necessário, para anular a questão.

    Perante o desenvolvimento de um processo inflamatório e infeccioso, pode haver a formação de um abcesso e inclusive uma perfuração no peritoneu (membrana que envolve o apêndice). Aqui reside a complicação mais grave: a peritonite, que resulta potencialmente em morte. Essa possibilidade extrema pode ser bem real.

    «O conteúdo intestinal espalha-se na cavidade abdominal. Daí surge uma infecção bacteriana muito perigosa e de difícil controlo», afirma Mário Sousa Dias.
    a certeza do diagnóstico é determinante
    Neste contexto, é muito importante a perícia do diagnóstico. Entre os sintomas mais característicos está a dor abdominal, que inicialmente aparece no epigastro (zona inferior direita do abdómen) e/ou na zona do umbigo.

    Associa-se a vómitos e enjoo. Algum tempo depois, a dor desloca-se para a fossa ilíaca direita (zona inferior direita do abdómen). O ventre costuma apresentar dureza, ficando como uma tábua.

    Registam-se igualmente ligeiros sintomas febris, cuja temperatura geralmente não ultrapassa os 38 graus, bem como falta de apetite. Este é o quadro clínico clássico que aparece em menos de metade das situações.

    No entanto, o diagnóstico deve ser confirmado pelo médico, de modo a que haja certezas absolutas e sejam tomadas as medidas terapêuticas adequadas.

    «É que o quadro pode ser atípico e levantar questões. Às vezes pode ser necessário toque rectal ou vaginal para haver certezas, por exemplo», refere o médico.

    Nos chamados quadros atípicos, em que a sintomatologia não é tão clara, a apendicite pode ser confundida com uma gastrenterite, uma doença inflamatória pélvica ou mesmo uma gravidez ectópica, uma cólica renal e uma série de outras situações.

    Por isso, é necessário recorrer a uma laparotomia (abertura cirúrgica do abdómen), para a obtenção de uma certeza no diagnóstico.

    Através da intervenção cirúrgica, abrindo a zona do abdómen, o apêndice é removido. A partir daí, a alta do hospital depende da velha máxima da Medicina: cada caso é um caso.

    «Numa situação que já estivesse muito avançada o internamento pode ser mais prolongado, mas normalmente o indivíduo tem alta dentro de poucos dias», explica Mário Sousa Dias.

    Uma doença que não permite perder tempo
    Sente uma dor forte e aguda no lado direito do abdómen? E é mais intensa quando tenta movimentar-se? E também é acompanhada por náuseas, vómitos e perturbações intestinais? Então, não perca tempo. Pode ser uma apendicite que, se não for tratada a tempo, pode mesmo causar a morte.
    Não há certamente ninguém que não tenha já sofrido de uma dor no estômago. Pode não ser um problema grave, sobretudo se desaparecer rapidamente e não voltar a repetir-se. Mas, atenção, porque há dores e dores.
    Se a dor se situar do lado direito do abdómen e se mantiver durante algumas horas ou se tornar mais aguda e intensa, então é bem possível que se trate de um problema mais grave, denominado apendicite.
    Se for esse o caso, não há motivos para desesperar. Na verdade, dada a evolução da medicina, a apendicite é hoje encarada como uma doença algo vulgar. No entanto, se não for tratada a tempo, pode ter consequências da maior gravidade.

    Um apêndice inútil?

    A ciência médica está há muito habituada a lidar com este problema que afecta uma em cada 500 pessoas.
    Existe mesmo o caso muito conhecido do filho da rainha Vitória, o rei Eduardo VII de Inglaterra, que teve de ser operado ao apêndice. A intervenção ficou na história da medicina porque foi então feita uma das primeiras aplicações da penicilina para evitar a possibilidade de surgimento de uma infecção na sequência da operação.
    Desde esse tempo, muita coisa se passou, tendo a medicina conhecido grandes desenvolvimentos. Mas o rei Eduardo VII, que chegou a visitar Portugal e a baptizar um parque de Lisboa com o seu nome, ficou conhecido como um dos casos de sucesso no tratamento da apendicite através da intervenção cirúrgica. E, tanto quanto se sabe, o rei Eduardo VII nunca se queixou da falta do seu apêndice. No entanto o apêndice é rico em células importantes para o sistema imunitário.

    Uma situação sempre de urgência

    O apêndice corresponde a uma pequena parte do intestino delgado, formando uma espécie de bolsa. Embora não se saiba muito bem qual é a sua utilidade e função, o apêndice não deixa por isso de poder ser afectado por uma inflamação. Quando isso acontece, estamos então na presença de uma apendicite.
    O grande problema pode surgir quando esta doença não é tratada a tempo. Com efeito, se isso acontecer, a inflamação do apêndice pode mesmo provocar a morte.
    A apendicite pode ocorrer após uma infecção viral no tracto digestivo ou quando a ligação entre o intestino delgado e o apêndice fica obstruída por fezes bloqueadas. A inflamação pode evoluir para uma infecção, provocar coágulos sanguíneos ou estar ainda na origem de uma ruptura no apêndice. Dado o risco de ruptura, a apendicite é considerada como uma situação de emergência. Recorrer imediatamente ao médico é, não só a melhor, mas a única coisa que se deve e pode fazer.

    A cirurgia é o único tratamento

    O diagnóstico da apendicite baseia-se na presença de sintomas característicos. Para que o diagnóstico seja feito, recorre-se a um exame físico. Este incluí testes sanguíneos para a verificação de possíveis sinais de infecção denunciados por uma alta contagem de glóbulos brancos. O exame implica ainda a realização de análises à urina para detectar uma hipotética infecção do tracto urinário. Em alguns casos, usam-se já os ultra-sons para verificar se o apêndice se encontra inflamado. Quando é diagnosticada uma apendicite, o tratamento consiste na remoção cirúrgica do apêndice. Esta intervenção é designada por apendicectomia.
    Recentemente, começou a recorrer-se a uma técnica de intervenção que, entre outras vantagens, permite que o doente não fique marcado com uma cicatriz. Esta nova técnica, conhecida pela designação de cirurgia laparoscópica para apendicectomia, consiste na execução de vários pequenos cortes no abdómen, através dos quais se insere uma pequena câmara e os instrumentos cirúrgicos. O cirurgião pode assim extrair o apêndice com esses instrumentos sem que seja necessário fazer uma grande incisão no abdómen, como até hoje se fazia e de que resultava a cicatriz visível no lado direito do abdómen do paciente. As pessoas submetidas a uma apendicectomia podem continuar a fazer uma vida inteiramente normal, sem quaisquer alterações na sua dieta, nos seus exercícios físicos ou noutros aspectos dos seus quotidianos.

    Quando a dor começa no umbigo

    Dado que a apendicite é uma situação clínica de urgência e que o seu tratamento consiste unicamente na intervenção cirúrgica para remoção do apêndice, é muito importante saber reconhecer os sintomas desta doença. Embora possam não surgir todos ao mesmo tempo, os sintomas mais frequentes da apendicite são:
    • Dores no lado direito do abdómen. Habitualmente, a dor inicia-se perto do umbigo e desloca-se para baixo e para a direita. A dor acentua-se com o movimento. Também se torna mais intensa quando se respira profundamente e se tosse ou espirra. Por vezes, basta apenas tocar na área para se sentir a dor aumentar;
    • Náuseas, vómitos, e alterações intestinais como diarreia ou prisão de ventre;
    • Perda de apetite e a incapacidade para libertar gases intestinais;
    • Aparecimento de suores abdominais;
    • Normalmente o paciente sofre de febre, não muito alta, que aparece após os outros sintomas.


    A apendicite nas crianças

    Se o seu filho se queixar de dores de estômago preste muita atenção à sua localização. De uma maneira geral, a apendicite só ocorre em crianças com mais de seis anos de idade. Mas isto não significa que as crianças ainda em idade pré-escolar não possam também sofrer de uma apendicite. Já que se trata de uma enfermidade que pode ameaçar a vida, é extremamente importante saber reconhecer atempadamente os sintomas e, em caso de suspeição, recorrer imediatamente a um médico. Mesmo quando a criança não é capaz de explicar exactamente aquilo que sente, os médicos possuem hoje todos os meios necessários para diagnosticar o problema.
    doença fácil de tratar
    [apendicectomia] texto Rolando Raimundo Tudo começa por um profundo mal-estar, seguido de dor acentuada.
    Horas depois, a dor muda de local, tornando-se mais forte e aguda.
    Instala-se então no lado direito do abdómen, abaixo do nível do umbigo.
    Apendicite? Talvez, mas falta confirmar a doença.

    «Não é nenhuma novidade para a ciência médica. A apendicite (inflamação do apêndice) é de facto uma das situações mais vulgares e benignas, cujo tratamento rápido e eficaz é apenas cirúrgico», explica o Dr. João Pedro Xavier de Brito, gastrenterologista.
    Segundo o especialista, desde a primeira queixa, a doença tem uma duração aproximada de uma semana, até estar completamente curada. O apêndice faz parte do intestino e o conteúdo intestinal contém bactérias que se podem tornar prejudiciais. Este acessório ou acréscimo apendicular pode chamar-se vermiforme, por ter a forma de um verme, ou ileocecal, por estar localizado entre o íleo (fim do intestino delgado) e o cego (início do intestino grosso), e que aparentemente não serve para nada.
    «O facto é que existe, está lá», explica o gastrentelorogista. Como o apêndice tem um calibre tão estreito que é quase inexistente, uma vez declarada, a infecção permanece, com bactérias habitualmente pouco agressivas, mas que podem aumentar subitamente a sua virulência e produzir assim a apendicite.
    «O único tratamento eficiente e radical é a intervenção cirúrgica, que se chama apendicectomia, porque consiste na extracção do apêndice infectado», completa o especialista.

    Doença de jovens

    «A apendicectomia é uma das operações mais fáceis de executar e a sua mortalidade é muito baixa, não ultrapassando os dois por mil», esclarece João Pedro Xavier de Brito. Permite ao doente ir para casa ao fim de 48 horas e dois dias depois já pode comer e ter alta.
    Quanto a estimativas, no mundo civilizado e para a população em geral, a incidência da apendicite aguda costuma ser inferior a 10%. E o especialista refere: «A incidência máxima observa-se na população jovem, habitualmente entre os 10 e os 25 anos de idade, sendo bastante rara nas idades extremas. Tanto nos lactentes como nos idosos, há casos em que a doença surge de forma atípica, enganosa, como tal, de diagnóstico difícil, resultando num risco acrescido.»
    Segundo o gastrenterologista, presentemente, talvez se esteja a assistir a uma redução na sua incidência, provavelmente por existirem, hoje, mais cuidados alimentares e melhor profilaxia das infecções.
    Como saber então se se trata de uma apendicite? «Normalmente, a apendicite aguda começa com vómitos e mal-estar, seguida de dor mais acentuada no local do estômago», esclarece o nosso entrevistado.
    O doente julga que está perante uma crise de estômago e começa logo a pensar no que comeu na véspera ou na antevéspera. Não tem diarreia, mas sim tendência para prisão de ventre.
    «Algumas horas depois a dor muda de local e instala-se no quadrante inferior direito do abdómen. Às vezes sente-se a coxa direita um pouco presa. É então que vai ao médico e este diagnostica, no doente, uma dor abdominal localizada um pouco para dentro no ilíaco direito, numa pequena região designada por fossa ilíaca direita, e algum empastamento que dificulta uma palpação, já de si dolorosa, bastante agravada quando o médico rapidamente retira a mão, descomprimindo subitamente a bem delimitada e reduzida zona palpada», prossegue o médico.
    A seguir, é necessário confirmar a doença. Faz-se uma análise de sangue para encontrar sinais de infecção na contagem dos glóbulos brancos, que estará efectivamente aumentada, sobretudo à custa do glóbulos granulócitos neutrófilos.
    «Diz-se então que há leucoci-tose com neutrofilia. Surge também febre pouco elevada. Quando se aplica o termómetro no recto encontra-se uma temperatura cerca de dois graus superior à registada na axila, enquanto normalmente esta diferença não excede um grau», esclarece o especialista, que conclui que esta é uma doença vulgar e fácil de resolver e que só originará problemas se não for tratada a tempo.

  2. # ADS
    Link Patrocinador
    Data de Inscrição
    03-10-2006
    Idade
    6
    Mensagens
    Muitas
     

Tópicos Similares

  1. Como Criar Um Servidor Windows Com Apache, MySQL e PHP
    Por Fertebras no fórum Dicas e Tutoriais
    Respostas: 3
    Última Mensagem: 18-03-2009, 11:01
  2. 100 motivos pra escolher o Vista.
    Por Fonsec@ no fórum Cybernews / TechNews
    Respostas: 3
    Última Mensagem: 12-04-2008, 16:09
  3. DIZ-ME QUE IDADE TENS, PEIXE…
    Por Fonsec@ no fórum Pesca
    Respostas: 0
    Última Mensagem: 30-01-2007, 20:31

Patrocínio em Destaque

Marcadores
DESCUBRA A DECO PROTESTE
Experimente já, durante 2 meses por apenas 2€ e receba um leitor MP5 multimédia de presente!
Saiba mais aqui.

Permissões de Postagem

  • Você não pode iniciar novos tópicos
  • Você não pode enviar respostas
  • Você não pode enviar anexos
  • Você não pode editar suas mensagens
  •