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Tópico: Termas Quinta da Torre

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    G-Sat VIP Avatar de Dorita
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    Jul 2007
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    Padrão Termas Quinta da Torre




    Situado na província de Entre-Douro e Minho; perto do local de confluência dos rios Douro e Tâmega; o Balneário Termal da Quinta da Torre (Entre-os-Rios) tem sido; desde o final do século XIX; o bálsamo tranquilo e benfazejo que milhares de aquistas demandam; todos os anos; ao encontro da cura e do repouso que aquelas águas minerais naturais e as idílicas paisagens circundantes lhes proporcionam.

    Incrustado num belo e frondoso parque de arvoredo secular; onde os exemplares mais raros e características se encontram referenciadas científicamente; o Balneário Termal está apoiado por duas unidades hoteleiras onde o conforto; o bem-estar e o tratamento familiar constituem a sua imagem de marca; ao longo de anos renovada.

    Indicações Terapêuticas:
    Afecções das vias respiratórias, Afecções reumáticas e músculo esqueléticas





    Historial

    Tavares (1810) descreve assim as nascentes: “Sai pela fenda de uma duríssima rocha [...] na quantidade de meia telha, uma água muito fria e cristalina, cujo cheiro sulfúreo começa a sentir-se em distância de vinte passos ou pouco mais. Na superfície da água junta na bacia de água onde cai, formada do mesmo rochedo, observa-se à superfície uma crosta alvacenta resplandecente e em todo o transito que faz para o rio Tâmega se faz denegrida, o que sucede também sobre o papel pardo que se lhe mergulhe, e arde em chama e cheiro próprio depois de seco.

    É muito abundante de gás hidrogénio sulfurado tão intimamente combinado, que sem perda em garrafas bem tapadas não somente conserva as águas transportadas a sua eficácia, mas dura meses, e por ventura mais de ano sem diminuição das suas qualidades e virtudes medicinais. Haverá doze anos, que esta água começou a ser conhecida, e aplicada internamente pelos sábios médicos do Porto, tirando delas vantagens, que de outras da Província não tinham alcançado nos casos em que as águas sulfúreas são aplicadas . Deverão elas huma grande parte de suas virtudes a alguma porção de ferro?”

    A comprovar esta aplicação pelos “sábios médicos do Porto”, há anúncios publicados na "Gazeta de Lisboa" ao longo do ano de 1815, referindo a venda desta água na Botica do Hospital Real da Misericórdia do Porto ou na nascente, ao preço de 20 réis, não incluindo a garrafa. Quanto ao ferro que Tavares questiona como sendo possivelmente uma das suas”virtudes”, sabemos que ele é inexistente pela análise de Ferreira da Silva (1938).

    Quanto ao primeiro aproveitamento terapêutico destas águas, Lopes (1892) discorda de Tavares: "Não se pode prever a época de descobrimento destas nascentes, mas sem dúvida é muito anterior à que lhe pretendeu dar o Dr. Tavares no seu Aquilégio. Um Tombo do mosteiro de Paço de Sousa, mandado fazer pelo abade Paulo Pereira mostra, nas folhas 166, que estas caldas já eram conhecidas e frequentadas em 1551.

    Em 1795 há igualmente documentos que atestam o mesmo facto. O médico de Penafiel, António Pimentel, referindo-se a elas numa memória então enviada à Academia das Ciências, disse ignorar a época das suas primeiras aplicações, mas que ouvira delas falar em 1791, presumindo por isso dever talvez datar de meados do século XVI.”

    Mas à época da redacção do trabalho de Lopes não havia ainda nenhum estabelecimento balnear. O alvará de exploração foi concedido dois anos depois(1894) à Sociedade das Águas de Entre-os-Rios, formada por Gaspar Ferreira Baltar, Eduardo da Silva Machado e Joaquim França Oliveira Pacheco. Foram estes três capitalistas do Porto que edificaram, nesse final do século XIX, a estância da Torre, com o seu Grande Hotel.

    Sarzedas (1908) não poupa elogios a todo o complexo termal: “Inexcedíveis, a estância com o seu esplêndido hotel e estabelecimento termal anexo […] É a água da nascente da Torre, preferida pela sua notória estabilidade e riqueza de mineralização, a que é empregada no uso interno, assentando sobre ela a buvete, onde chega por tubagem de vidro; servindo, a mais, as inalações, pulverizações e gargarejos e o engarrafamento para exportação. Os banhos de imersão, amarelos ou brancos, os de lamas ou lodos e os duches são alimentados pelas outras fontes.

    Para todas estas aplicações, possui a estância instalações apropriadas e muito bem cuidadas, figurando, entre elas o valioso auxiliar de um gabinete de bacterioscopia, muito convenientemente dotado […] Num mesmo pavimento assentam os duches de 1ª classe, banhos de imersão de 1ª e 2ª classes, com banheiras de mármore, e o serviço de banhos de lodos.

    Figura também neste pavimento uma sala ampla para o serviço das massagens e ginástica sueca, dotada com aparelhos fixos e móveis indispensáveis para as posições fundamentais de umas e de outras, que ali são dirigidas por um profissional sueco. É a única estância do país que reúne estes dois.
    Num outro pavimento mais modesto instalaram-se os banhos de 3ª classe e prepara-se uma nova instalação de duches de 2ª classe que, depois de completa, deverá ficar em boas condições.”

    O catálogo "Águas e Termas Portuguesas" (1918) considera as instalações só comparáveis às do Gerês. O mesmo tipo de referências é repetido nos relatórios de Acciaiuoli, nas décadas de 1930 e 40, mas a frequência era então muito baixa, abaixo nos 300 aquistas ano, um quarto do número de frequentadores da vizinha Estância de S. Vicente.

    O "Anuário" (1963) nada acrescenta sobre o estabelecimento. Em 1970, a então FNAT adquiriu todo o complexo termal da quinta da Torre: balneário, dois hotéis e capela, além de todo o parque termal, e a zona agrícola onde se produz o vinho D’Ega .
    Última edição por Joao Santos; 07-04-2010 às 22:42.


  2. O seguinte membro agradece a Dorita por este tópico

    alexandra (07-04-2010)

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