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Tópico: Países

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    Filipinas

    Fernão de Magalhães descobriu as ilhas e chamou-as São Lázaro, mudado depois para Ilhas do Poente. Novamente mudada em homenagem à Filipe II da Espanha, o navegador Ruy López de Villalobos deu o nome de Filipina à ilha Leyte, onde chegou em 1542. Da ilha, o nome passou para todo o arquipélago.


    GEOGRAFIA

    A Filipinas é um arquipélago, ou cadeia de ilhas. Consiste em mais de 7,000 ilhas e ilhotas. As 11 ilhas maiores respondem por mais que 90% da área de terra nacional total. As duas ilhas maiores, Luzon e Mindanao, incluem mais que 70% da área de terra e contêm mais que 70% da população. Luzon é a ilha maior na parte do norte do arquipélago, enquanto Mindanao é a ilha principal da parte meridional.

    A área total da Filipinas é 299.900 Km2. A distância de Luzon do norte para Mindanao meridional é aproximadamente 1.855Km; a largura de leste a oeste estende-se em 480 km. As ilhas são localizadas na margem ocidental do Anel " de Fogo " do Pacífico e estão sofrendo modificações devido a atividade vulcânica. As ilhas têm um terreno muito áspero, então, há uma quantia muito limitada de terra boa para a agricultura. Na região também nota-se muito a atividade de terremotos.

    O arquipélago inclui várias ilhas predominantemente montanhosas e grandes como também muitos atóis de corais minúsculos. A nação tem um litoral extenso com bons portos, com mais de 60 naturais, e a metade deles é desenvolvido e muito usado. A baía de Manila tem uma área de mais de 1.940 km e está entre os melhores portos do Leste. Tem o litoral descontínuo mas o mais longo de qualquer outra nação no mundo, com 34.600km.

    As ilhas grandes começaram a se formar a 100 milhões de anos atrás, através dos vulcões marítimos que entraram em atividade, mas muitas das ilhotas minúsculas, são atóis construídos por formação de corais. As ilhas filipinas ainda sofrem com terremotos e atividades vulcânicas. Em média, há registros de algum terremoto nas Filipinas em cerca de cada dois dias. Muitos outros tremores de terra são muito fracos sem serem sentidos, mas há outros suficientemente fortes para causar muitos danos. Um terremoto muito forte tremeu a Filipinas em 16 de julho de 1990 e causou aproximadamente 1.600 mortes na cidade de Baguio.

    As ilhas maiores têm montanhas altas. O cume mais alto é o Monte de Mindanao Apo, com 2.953m, mas a Cordilheira Central em Luzon do norte é o maior e mais áspero sistema de montanhas. Há cerca de 50 vulcões nas Filipinas, 14 ainda ativos. Um bem conhecido por sua simetria quase perfeita é o Monte Mayon, com 2.461m, localizado no sul. O Monte Pinatubo, com 1.781m, com cume em Luzon, estourou em 1991, depois de dormir por mais de 600 anos. Junto com terremotos associados, acumulações pesadas de cinza, e chuvas pesadas, esta erupção vulcânica causou 330 mortes e destruiu muitas casas. Foram lançadas cinzas e escombros para cima da atmosfera da Terra que padrões de tempo ao redor do globo foram afetados durante o ano de 1992.


    AS DUAS ILHAS GRANDES

    Luzon, a ilha maior, tem uma área de 104.690 KM2, além de ter o alcance da montanha mais alta da nação, na Cordilheira Central, Luzon também tem alguns de seus rios mais longos. Entre eles estão o Cagayan, o Agno, e o Pampanga. Os mais conhecidos dos rios de Luzon, porém, são o Pasig, um dos rios menores da ilha que originam o maior lago da nação, o lago Laguna Ladram, que atravessa Manila antes de esvaziar na Baía de Manila. O cume mais alto de Luzon e segundo mais alto das ilhas é o Monte Pulog, com 2.930 m.

    Luzon inclui duas das quatro áreas principais do país: a Planície Central e o Vale de Cagayan. Estes são uma região agrícola rica. A Planície Central é a maior da Filipinas. Estende-se a aproximadamente 240 km de norte a sul e tem uma largura de 64 km.

    O Vale de Cagayan, intercalado entre a Cordilheira Central e a Serra Madre, é escoado pelo Rio de Cagayan. Um vale de 10.360 km2, e quase 64 km de largura. Mais escassamente povoado que a Planície Central, o Vale de Cagayan se tornou um destino principalmente para colonos agrícolas no século XX, especialmente do Ilocos perto da região litorânea, uma área densamente povoada.

    A maior cidade de Luzon é Manila, A capital nacional. Cidade de Quezon, é a segunda maior área urbana, ao nordeste de Manila. Serviu como o capital de 1948 a 1976, e muitos edifícios governamentais ainda estão lá. Outros centros de população consideráveis são Pasay, Legaspi, Baguio, Batangas e Laoag.

    Mindanao, a segunda ilha maior, tem uma área de 94.630 km2. A Cordilheira do Pacífico corre ao longo da costa do leste da ilha e não deixa quase nenhuma planície litorânea. A oeste, no Cordilheira Central, os dois cumes vulcânicos inativos são Apo, o país mais alto, e Montam Matutum, a 2.295 m.

    Vários rios cortam desfiladeiros na superfície dos planaltos. O rio Agus com 35 km, cai de uma altura de 700 m.

    Há várias cidades populosas em Mindanao: como Zamboanga, Cotabato, Davao, Cagayan.

    AS OUTRAS ILHAS GRANDES

    Há mais oito grandes ilhas, porém quase nenhuma é tão grande quanto Luzon ou Mindanao. Sete destas ilhas pertencem ao grupo chamado as Ilhas de Visayan que situam-se na parte central e oriental entre as duas ilhas maiores. As outras ilhas principais são Mindoro, ao sul de Luzon, e Palawan, a sudoeste de Luzon.

    As Ilhas de Visayan são Samar, Negros, Panay, Leyte, Cebu, Bohol, Masbate, e o grupo de Romblon. Destes, Samar e Negros são os maiores. As ilhas de Visayans somam um total de 61,077 km2. Entre essas sete ilhas há centenas de ilhas menores.

    Samar está nas partes mais baixas, com colinas, e Negros tem um alto sistema de montanhas vulcânicas. Panay tem a terra áspera e está na costa ocidental. Montanhas dominam a porção ocidental de Leyte. Cebu, um das ilhas mais povoadas da nação, tem um interior montanhoso profundamente dissecado. Bohol consiste principalmente em planaltos e baixas colinas, tem inclusive as "Colinas de Chocolate", com este nome porque no verão a grama seca e fica com aspecto dourado, as Colinas de Chocolate tem aproximadamente 30 m.

    Palawan é a Quinta ilha maior e Mindoro, a sétima. Em contraste com as outras ilhas na Filipinas, estas duas são restos da mesma plataforma de pedra geológica, a Estante de Sunda, como faz a ilha de Borneo. Provavelmente esta ligado ao fato das duas terem terras pobres. Acredita-se que há aproximadamente de 2 milhões a 10.000 anos atrás, Palawan já tinha vida vegetal e animal. Palawan tem 39 km de largura e 435 km de comprimento. Tem uma região montanhosa que corre sua extensão inteira. A área total de terra é de 11.785 km2. Com 2.085 m, o Monte Mantalingajan é seu cume mais alto.

    Mindoro está a nordeste de Palawan. Sua área de terra é de 9.736 km2. Correndo de norte a sul existe uma planície litorânea. O cume mais alto é o Monte Halcon, com 2.587 m. Há duas cidades pequenas, Calapan e Mamburao.



    CLIMA

    O clima é quase que completamente seco, devido a proximidade das ilhas da linha do equador. Há também o climas das monções. As temperaturas que prevalecem ao longo do anos são de aproximadamente 24 C. Variações de Dia para noite são mais notáveis que variações mensais. Altitudes mais altas oferecem temperaturas mais frescas e diminuem aproximadamente 1.7 C para cada 300 m de altitude. A temperatura anual varia entre os meses mais frescos e mais mornos em menos de 5.6 C. No extremo sul a variação é de menos de 1.1 C. Durante o dia, as temperaturas escalam regularmente os 30 C, já à noite elas chegam abaixo de 20 C). A mais baixa temperatura registrada em Manila foi de 15 C. As temperaturas são normalmente mais altas durante a estação da seca, de março a junho, quando o sol está quase diretamente em cima do arquipélago, principalmente quando o céus está sem nuvens.

    A maioria das chuvas que chegam, causam tempestades. As tempestades tropicais violentas, chamadas de baguios ou tufões. Estas tempestades ciclônicas originam-se no Oceano Pacífico ocidental, normalmente durante o verão. Há, em média, seis tufões há cada ano, que são semelhantes a furacões Atlânticos. Os tufões são caracterizados através de ventos extremamente poderosos, tipicamente a mais de 160 km/h, e chuvas muito pesadas. Um tufão em 1911 depositou 117 cm de chuva na cidade de Baguio, em Luzon, dentro de um período de 24 horas. Os ventos fortes, as chuvas pesadas, e os mares altos podem ser muito destrutivos. A parte meridional das Filipinas, é quase que livre de tufões.

    TERRA

    Áreas como das Filipinas que estão mornas e úmidas durante o ano todo têm terras relativamente infecundas, por causa de bactérias e das chuvas que dissolvem os elementos básicos da terra. Alguns minerais insolúveis, como ferro, permanecem atrás e dão a cor marrom avermelhada. O resto, por fim, são deteriorados. Essas terras têm pequeno potencial para colheitas crescentes. Há, não obstante, alguma espécie de floresta tropical que adaptou-se as terras rasas onde elas são nutridas por plantas deterioradas ou por microorganismos. Uma vez existindo florestas, elas são queimadas, exploradas comercialmente ou extintas por causas naturais.

    Porém, há duas exceções muito significantes à qualidade de terra geralmente pobre: depósitos vulcânicos e aluviais. As terras derivaram de recentes cinzas vulcânicas, composta de materiais ácidos, ‘mas podem ser extremamente férteis. Os sedimentos constantemente levados pelos rios renovam a fertilidade de tais áreas e permitem a freqüente determinação agrícola.

    FAUNA E FLORA

    A Filipinas quase foi arborizada completamente antes da vida humana. Hoje menos que metade da área de terra total tem postos de árvores, e a cada dia, são destruídas mais florestas, talvez para sempre. A vida do restante das plantas é altamente diversificada e típica de florestas úmidas tropicais. Incluem muitas espécies de árvores e outras vidas de plantas. Entre espécies de árvores, predominam um pouco mais de 50 variedades, que correspondem a 70% da madeira comercializada. Esta família de árvores consiste em espécies que são normalmente bastante altas. Elas têm folhas perenes e contêm resinas aromáticas. Estes tacos tropicais normalmente acontecem em postos relativamente densos.

    Além de árvores, as florestas filipinas contêm milhares de espécies de plantas e samambaias e umas 800 espécies de orquídeas. A maioria das áreas arborizadas extensas que ainda existem são localizadas em Mindanao, Palawan, e Mindoro. Áreas grandes de prados, ou cogonales, aparecem como resultado de repetidas queimadas. Estes prados são caracterizados através de gramas altas, freqüentemente com 1 ou 2m de altura, com lâminas grossas e afiadas. Eles não têm nenhum valor comercial.

    Existem incontáveis espécies de mamíferos pequenos, pássaros e répteis que moram nas florestas, mas infelizmente, algumas espécies ficaram extintas por causa da destruição das florestas ou pelo espaço aberto para a agricultura ou para o uso urbano. Entre os animais que ainda existem estão macacos, ratos, cervos, gatos selvagens, morcegos, najas filipinas venenosas, e uma espécie rara de búfalo selvagem, chamado de tamarau. Este animal, só é achado na Ilha de Mindoro, existindo ainda apenas algumas centenas. Porcos selvagens que vagam as florestas são os descendentes dos antigos porcos familiarizados.

    Dentre os animais extintos estão os crocodilos, a águia e um tipo de macaco.

    As florestas tropicais provêem abrigos ideais para insetos que são muito abundantes.


    MINERAIS

    Enquanto a Filipinas tem depósitos abundantes de alguns minerais e recursos de energia, não pode ser chamado de país rico em tais recursos porque há falta de recursos essenciais a uma sociedade urbana e industrial moderna. Cerca de 90% do combustível consumido no país tem que ser importado. Em 1990 isto correspondeu a quase 15% de suas importações.

    A quantia pequena de carvão que é minado não é bastante para ter um impacto significante na energia da nação ou nas necessidades industriais. O carvão que existe geralmente é de baixa qualidade.

    A Filipinas tem quantias significantes de potencial hidroelétrico. O desenvolvimento mais notável foi construído ao Maria Cristina Falls perto de Iligan em Mindanao do norte. Também há poder hidroelétrico em Luzon. Foram construídas plantas geradoras em Luzon e em Leyte. A Filipinas é o segundo maior produtor de energia térmica do mundo, perdendo somente para os Estados Unidos, mas esta fonte ainda provê uma parte pequena das necessidades de energia totais da nação.

    Uma variedade de ores de metal é abundante nas ilhas. Os mais valiosos são ouro, cobre e níquel que junto compõem quase todas as exportações minerais totais. Estes minerais são sujeitos a flutuações de preços de mercado do mundo, assim o valor deles para a Filipinas não é consistente. Em 1980, por exemplo, estes metais compuseram aproximadamente um quinto de exportações totais, considerando que em 1983 os minerais incluíram menos que um décimo das exportações totais.

    A Filipinas é a maior produtora de cobre do Sudeste da Ásia e está entre o topo dos dez produtores no mundo. Dois quintos da produção total da nação vêm desta Ilha de Visayan central. Ouro e prata são abundantes em Luzon do norte, Mindanao do norte, e em algumas das Ilhas de Visayan. São localizados depósitos pouco desenvolvidos de ferro e níquel em Surigao, Mindanao.

    PESSOAS

    De acordo com o censo de 1990 a população da Filipinas era de 62.354.000, um aumento de 28% em relação à 1980. É a 14ª nação mais populosa no mundo e o terceiro mais populoso em Sudeste a Ásia depois da Indonésia e do Vietnã. Mais que 60% da população da Filipinas vivem nas áreas rurais. Elas trabalham na agricultura produzindo arroz, milho, cana-de-açúcar, e coco.

    Mais de dois quintos da população mora em cidades. A maioria dos moradores das cidades, aproximadamente 12% da população total, reside em Manila, a capital da nação e maior centro urbano. Esta enorme aglomeração metropolitana de mais de 8 milhões de pessoas, faz a 23º maior área metropolitana do mundo.

    Quase a população filipina inteira consiste em pessoas malaias da raça Mongolóide. Coletivamente são chamados Filipinos, mas a população é subdividida em vários grupos de etnias.

    Os maiores destes grupos de etnias são os Tagalog, os Ilocano, os Bicol, os Pampangan, e os Pangasinan de Luzon; e os Cebuano, os Waray-Waray e os Hiligaynon das Ilhas de Visayan. Com aproximadamente 30% da população, os Tagalog são pessoas nativas da região de Manila e os Cebuano, com aproximadamente um quarto da população, são os maiores grupos.

    Ainda há alguns conhecidos como Negritos que vivem nas áreas do planalto de Luzon, Mindanao, Panay, e algumass outras ilhas. Em 1971 a existência do Tasaday, uma tribo de Negrito previamente desconhecida de cerca de 25 pessoas em Mindanao foi descoberta. Eles pareceram estar morando em cavernas, como muitas pessoas da Idade de Pedra fizeram. Em 1986 perguntas sobre a autenticidade deles foram levantadas por alguns antropólogos que hoje acreditam que esta descoberta era uma brincadeira.

    GRUPOS ÉTNICOS-LINGÜÍSTICOS

    O Filipino, o idioma nacional da Filipinas, está baseado no idioma de Tagalog. O Inglês que foi ensinado cedo nas ilhas desde a conquista americana é o segundo idioma mais comum, estes são os dois idiomas oficiais do país. São ensinados ambos os idiomas nas escolas, embora o inglês permaneceu o médio primário de instrução.

    Regido pela Espanha durante quase 330 anos até 1898. Porém, o idioma espanhol é falado por menos que 1 por cento da população, apesar do regime colonial longo da Espanha.

    A influência colonial americana prevaleceu de aproximadamente 1901 até 1940. Naquele período havia um sistema educacional americano e, com isto, o inglês falado hoje é considerado como um segundo idioma. Aproximadamente dois quintos da população falam o inglês. Junto com o Pilipino, idioma derivado do Tagalog. O inglês é um dos dois idiomas oficiais.

    A Filipinas, como o Sudeste asiático, geralmente é bastante diverso na maquiagem étnica e lingüística.

    Existem aproximadamente 90 idiomas indígenas e dialetos. Só oito destes idiomas têm mais de um milhão de locutores cada. Os idiomas mais proeminentes e as porcentagens da população que os fala são: Tagalog, em sua forma unificada conhecida como Filipino (30%); Cebuano (24%); Ilocano (10%); Hiligaynon ou Ilongo (9%); Bicol (6%); Waray-Waray, ou Samar-Leyte (4%); Pampangan (3%); e Pangasinan (2%). Pessoas que falam algum destes oito idiomas como uma língua mãe compõem quase 90% da população. Esta diversidade de idiomas, junto com a introdução de um sistema de instrução estrangeiro durante o período colonial americano, facilitou a adoção do inglês como o idioma secundário. O inglês é o único idioma mais falado e é o médio de instrução em escolas ao longo da nação. Foram designados Filipino e inglês os dois idiomas oficiais em 1962. Outros idiomas estrangeiros secundários incluem o chinês e o espanhol. O chinês é falado pela minoria chinesa que reside principalmente nas cidades.

    DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO

    A população filipina é muito mal distribuída, com concentrações na Planície Central e nas ilhas de Visayan de Cebu, Negros, Panay, e Bohol. Desde os anos 30 houve migrações consideráveis às áreas rurais densamente povoadas, especialmente em Mindanao e no Vale de Cagayan de Luzon do norte. Esta redistribuição da população resultou em uma expansão mais plana das pessoas ao longo da nação.

    A população tem aumentado a uma taxa anual de 2.5 a 3% entre o crescimento mais alto durante as últimas décadas. Este é o resultado de um coeficiente de natalidade cru alto do qual nasceram de 30 a 45 por mil desde os anos cinqüenta, aproximadamente, e uma baixa taxa de morte crua de aproximadamente 15 por mil desde os anos cinqüenta. A taxa de crescimento anual atual, implica que a população dobrará em aproximadamente 28 anos. Até mesmo se a taxa de crescimento desça 2%, o que é uma possibilidade improvável, ela dobrará em 35 anos.


    CULTURA

    A Filipinas é uma das maiores nações asiáticas. Sua religião dominante é o Catolicismo romano, mas há também muitos muçulmanos. A preponderância de locutores ingleses é um resultado de mais de quatro décadas de controle pelos Estados Unidos. O contraste causado por ele foi um fator no conflito crescente entre as populações rurais e urbanas, e combustível para os comunista e insurreições muçulmanas. Ainda, a sociedade é caracterizada como um todo através de distinções afiadas entre rico e pobre, maiorias e minorias, privilegiado e desprivilegiado, etc. A existência destas divisões são parte da herança católica espanhola. Divisões sociais semelhantes seguraram o desenvolvimento econômico na América Latina.

    A FAMÍLIA E A SOCIEDADE

    A unidade social básica nas Filipinas foi tradicionalmente a família, freqüentemente que inclui os avós e outros parentes. Em casas tradicionais, homens são as cabeças das casas e são responsáveis para o bem estar financeiro da família. Porém, não são restringidas as mulheres criar as crianças, elas trabalham freqüentemente fora da casa. As mulheres Filipinas trabalham em uma grande variedade de trabalhos e dirigem seus próprios negócios.

    Crianças Filipinas aprendem cedo a cuidar das suas funções na família deles. Eles aprendem que eles devem, em troca, cumprir suas obrigações perante a família. Como crianças, as responsabilidades deles incluem respeito aos anciões, o ao cuidado de irmãos mais jovens, o desempenho de tarefas domésticas, e comportamento que trará honra para a família.

    Nas famílias católicas, as crianças são batizadas quando elas têm uma ou duas semanas de idade. Eles são confirmados entre 5 e 8 anos. O batismo e cerimônias de confirmação também têm significado religioso.

    Os Filipinos geralmente não são considerados adultos até que se casem e comecem a criar uma família. O matrimônio une duas famílias juntas, e o nascimento de crianças fortalece-as. As condições de alojamento variam com a localização da casa (rural ou urbana) e com o estado socioeconômico da família. Uma habitação rural tradicional consiste em um ou dois quartos. Este edifício pequeno normalmente é elevado vários metros sobre o solo em madeira para proteger a casa de inundações e pestes e prover um abrigo e área de armazenamento para animais, colheitas, e utensílios. São abrigados freqüentemente galos de prêmio em gaiolas debaixo da casa.

    Por causa das migrações do país para a cidade extensa, houve uma taxa natural de aumento da população, com escassez de moradias. Isto é especialmente verdade na área de metropolitana de Manila. Famílias de baixa renda nas cidades são abarrotadas em rua suja com materiais de água inadequados, serviço de saúde pública pobre, e freqüentemente sem eletricidade.

    Os residentes mais prósperos de Manila, têm casas próprias tradicionais do estilo espanhol ou de rancho mais moderno. Todas as cidades grandes na Filipinas têm áreas residenciais luxuosas. Estes bairros são segregados fisicamente do resto da cidade por paredes altas de concreto, com vidros quebrados ou arame farpado embutidos no topo.


    COMIDA E VESTIMENTA

    A principal comida da maioria dos Filipinos é o arroz. Este é completado com peixe e outro frutos do mar, galinha, e porco.

    O milho é o grampo para aproximadamente um quinto da população que vive em áreas não satisfatórias para a produção de arroz ou não dispõe de arroz. Colheitas de raízes, inclusive batatas e cassava, que são comestíveis básicos para a minoria das famílias de baixa renda. Dietas também incluem uma ordem de frutas tropicais: bananas, maçãs de estrela, mangas, mamões e o durian de cheiro forte, que é nativo do Sudeste da Ásia. É uma árvore que proporciona uma fruta dura, do tamanho de um coco, com polpa comestível. Embora a polpa tem um gosto doce, tem um odor bastante pungente.

    Uma comida típica na Filipinas po de incluir arroz fervido, bihon (talharins de arroz), pesque, legumes guisados, e frutas. Lechon, um porco inteiro enchido com arroz ou bananas, é preparado em ocasiões especiais, como a festa anual celebrada em barangays e cidades católicas romanas da Filipinas. O porco é assado em um cuspe de bambu e é servido com um molho feito do fígado de porco. Bibingka, feito de massa de arroz, é uma sobremesa popular. Bebidas alcoólicas nativas incluem tuba (suco de coco fermentado), basi (suco de cana-de-açúcar fermentado), e lambanog que é destilado de arroz fermentado. Balut, um embrião de pato parcialmente formado em um ovo que foi fervido por alguns momentos, é vendido por vendedores ambulantes pelas noites na área de Manila. É recomendado que esses que tentam esta delicadeza pela primeira vez devessem comer isto na escuridão, assim eles não podem ver o que eles estão a ponto de tragar.

    Um artigo de vestuário tradicional para homens é o tagalog de barong, uma camisa exterior bordada. Embora seja um artigo de vestuário cotidiano, uma versão deste pode ser usada freqüentemente nas ocasiões mais formais. Mulheres usam borboleta-sleeved, uma espécie de terno para ocasiões formais. Os vários grupos muçulmanos no sul e as tribos montesas têm os próprios artigos de vestuário distintivos. Os muçulmanos de Maranao e de Mindanao meridional, por exemplo, têm o malong colorido, é um pano grande embrulhado ao redor do corpo e é usado por homens e mulheres.


    RELIGIÃO

    A República das Filipinas é a única nação predominantemente Cristã na Ásia e tem uma herança sem igual de culturas malaias, espanholas, e americanas (O Islã e Budismo são as religiões dominantes da região.)

    Por outro lado, a herança espanhola é visível em outras características de vida nacional. Por exemplo, aproximadamente 85% da população são católicos romanos; há predominância de nomes de lugares e nomes de família espanhóis.

    Aproximadamente 85% dos Filipinos são católicos romanos. Aproximadamente 3% pertencem a denominações protestantes trazidas para as ilhas por missionários durante a era de regra americana. Duas denominações Cristãs de origem local também emergiram: Ni de Iglesia Cristo (Tagalog para " Igreja de Cristo ") e o Aglipayan ou Igreja Independente filipina. As contas de grupos anteriores para quase 1.5% da população, e a Independente, 4%. A Igreja Independente Filipina começou em 1888 como um protesto contra dominação da Igreja católica romana através de clero espanhol. Não obstantes, permaneceram católicos na prática. Ni de Iglesia Cristo foi fundado em 1914 e hoje é um de perto tricote e seita muito nacionalista. Seu distintivo pode ser achado em edifícios de grandes igrejas modernas, caiados por toda parte nas cidades grandes da Filipinas. Sem dúvida o maior está em Cidade de Quezon perto da Universidade do campus de Filipinas. Este edifício também aloja a sede internacional da denominação. O Islã apareceu primeiro na Filipinas meridional no século XIII ou XIV. Os primeiros muçulmanos para chegar provavelmente eram os comerciantes do Oriente Médio ou de áreas vizinhas do que é hoje a Indonésia e a Malásia. Uma história longa de estrondos entre os espanhóis mais poderosos e numerosos e os muçulmanos impediram o Islã de estender sua influência nas ilhas centrais do norte. Não obstante, nem os espanhóis, os americanos, nem os Filipino cristãos poderiam desalojar os muçulmanos da pátria deles em Mindanao e o Arquipélago de Sulu. Muçulmanos fazem agora para cima aproximadamente 4% da população. Os budistas e outras religiões respondem por 2% da população.

    LITERATURA

    A literatura filipina data da era antes da conquista espanhola. O Tagalog cedo e alguns outros grupos tiveram uma escritura que eles usaram em tiras de bambu ou palma. A maioria destas escritas foram destruída pelos missionários espanhóis. Do que permaneceu, alguns pedaços sobrevivem por causa dos materiais altamente perecíveis nos quais eles foram escritos. Foram passadas histórias de Filipinos nativas, porém, de uma geração para outra como narrativas orais. Entre estas histórias estão " Hudhod " e " Alim, " contados pelas pessoas de Ifugao de Luzon do norte, e o " Daranaga " dos muçulmanos de Maranao de Mindanao.

    O primeiro livro produzido em espanhol na Filipinas era um trabalho religioso, ' Doctrina Cristiana' (Ensino Cristão), aos quais missionários imprimiram por meio de blocos de madeira em 1593. O primeiro livro a ser imprimido de tipo movível saiu depois de alguns anos. É titulado ' Pastrimerias' e foi escrito pelo padre Francisco de San Jose. A maioria dos trabalhos impressos cedo teve temas religiosos e foi escrito por espanhóis. Os mais conhecidos escritores nativos são Francisco Balagtas que é conhecido como o Príncipe de Poetas de Filipino. A sátira política clássica dele, ' Florante e Laura', foi escrito no século XIX.

    Seguindo a abertura de escolas espanholas para Filipinos durante a segunda metade do século XIX, mais publicações por escritores nativos começaram a aparecer. Poemas, composições, e romances floresceram em 1890 durante o movimento dos Filipinos para a independência. Entre as figuras literárias principais do período esta Marcelo H. del Pilar, Graciano Lopez Jaena, e a maioria de Jose Rizal, médico eminente e patriota como também um homem de cartas. Rizal escreveu os romances ' Noli eu tangere' (publicou como ' O Cancer' Social, 1886) e ' El filibusterismo' (O Reinado de Cobiça, 1891.

    Os escritores Filipinos viram que o Tagalog usado evocava freqüentemente sentimentos nacionalistas pela poesia e jogos. Alguns dos trabalhos deles foram proibidos como subversivo por administradores americanos. Durante o período de 1910 a 1925, freqüentemente chamou a " idade dourada do drama filipino, " os dramaturgos dianteiros que escreveram em Tagalog eram Severino Reyes e Patricio Mariano. Com a introdução de inglês nas escolas, se tornou o idioma principal de literatura depressa.


    GOVERNO E ADMINISTRAÇÃO

    A Filipinas alcançou independência política em 1946 que seguiu quatro anos de ocupação das forças armadas japonesas durante a Segunda Guerra Mundial. Embora houve alguma depois desta, a Filipinas não fez questão de correr atrás do progresso, como em outras nações asiáticas como o Japão, Coréia do Sul, Taiwan, e Cingapura. A persistência política, ambiental, e os problemas da população dificultam o nível geral de prosperidade crescer.

    A Filipinas é um dos cinco sócios que fundaram a Associação das Nações Asiáticas de Sudeste (ASEAN), um mercado comum econômico que foi formado em 08 de agosto de 1967. Os outros sócios fundados eram a Indonésia, Tailândia, Malásia, e Cingapura. Estes geralmente têm economia de livre mercado e negociam com os Estados Unidos, Japão, e as nações da Europa Ocidental, através de alianças políticas e comerciais.

    Segundo a constituição de 1973, exercem o poder executivo o presidente e vice-presidente, eleitos por quatro anos. O Congresso Nacional compõem-se de Senado (24 membros eleitos por seis anos) e da Câmara dos Deputados (107 representantes eleitos por quatro anos). Os integrantes dos órgãos judiciários (supremo tribunal, tribunais de apelação, cortes provinciais, municipais e juizes de paz) são nomeados pelo presidente da República. Os governos das províncias e dos municípios são escolhidos pelo voto popular.

    A Filipinas tem o regime republicano.

    EDUCAÇÃO E RECREAÇÃO

    A instrução elementar na Filipinas é compulsória pelo sexto grau nas cidades e pelo quarto grau nas áreas rurais. Embora aproximadamente 20% do orçamento nacional é designado para educação, possui o mais baixo índice de anafalbetismo do Sudeste Asiático. O sistema educacional, geralmente modelado dos Estados Unidos: a instrução elementar gratuita dura 4 anos, e asecundária também de 4 anos. Já o ensino superior é ministrado em várias universidades, entre as quais destacam-se as de San Carlos, em Cebu; Santo Tomás; e de Manila em Manila; e a Universidade das Filipinas em Rizal. foi reorganizado nos anos setenta.


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    Grécia

    República do sudeste da Europa; ocupa a parte meridional da península dos Bálcãs e compreende numerosas ilhas. Faz fronteira a noroeste com a Albânia; ao norte com a antiga república iugoslava da Macedônia e com a Bulgária; a nordeste com a Turquia; a leste com o mar Egeu; ao sul com o Mediterrâneo e a oeste com o mar Jônico. Sua superfície é de 131.957 km2. A capital é Atenas. Entre as ilhas, destacam-se Euboea, Creta, as Espórades do norte, as Cíclades, o grupo do Dodecaneso e as ilhas Jônicas, Ikaria, Quios, Lemnos, Lesbos, Mitilini, Samos, Samotrácia e Thásos.

    Território e recursos:

    Em geral, o terreno é montanhoso e escarpado. Suas principais regiões geográficas são os montes centrais; a região do oeste, úmida e montanhosa; as planícies a leste de Tessália, Macedônia e Trácia; a Grécia central, que compreende a extensão sul-oriental, berço das cidades - estado da antigüidade e onde se encontra o monte Olimpo, o ponto mais alto do país (2.917 m); a região do Peloponeso, menos escarpada; e as ilhas do mar Egeu, que se destacam por sua importância histórica e estratégica. O extremo sul-oriental, a Ática, é dividido em numerosos vales e planícies, sendo a mais famosa a de Atenas.

    O clima é mediterrâneo. Nas terras baixas, os verões são secos e quentes e os invernos, chuvosos. A Grécia é dotada de recursos naturais de baixo valor econômico. No entanto, foram descobertas no mar Egeu, perto de Thásos, reservas de petróleo e gás natural. Possui jazidas de bauxita e ferro; além disso, tem pequenas reservas de cromo, níquel, cobre, urânio e manganês.

    População e governo:

    Cerca de 98% da população é grega; 1% é de origem turca. Há minorias de eslavos, albaneses e armênios. Tem (1993) 10.470.460 habitantes, com uma densidade demográfica de 79 hab/km2. A cidade mais importante é Atenas. Outras cidades são o Porto Pireus, Salônica e Patras.

    Cerca de 97% da população pertence à Igreja ortodoxa da Grécia. Os outros 3% se dividem entre muçulmanos, católicos, protestantes e monofisistas. A maioria da população fala grego. A língua vernácula do grego moderno e da literatura popular é a demótica, que é o idioma oficial.

    Segundo a Constituição de 1975, o presidente da Grécia é o chefe do Estado e comandante-em-chefe das Forças Armadas; eleito pelo Parlamento, é ele quem nomeia o primeiro-ministro. O Parlamento é um corpo unicameral de 300 membros.

    Economia:

    A agricultura desempenha um papel fundamental na economia da Grécia. A falta de combustíveis e de energia elétrica foi um grande empecilho para o desenvolvimento do setor industrial. Duas importantes fontes de renda são a construção naval e o turismo. Desde 1981, a Grécia é membro da Comunidade Econômica Européia (hoje União Européia).

    O tabaco é a principal cultura do país, mas também são importantes o trigo, o tomate, a laranja, o milho, a beterraba, a uva, a azeitona, a batata e o algodão. Há gados ovinos, caprinos, bovinos e suínos. A pesca é limitada e as esponjas são o principal produto marinho destinado à exportação. Na indústria, destaca-se a produção de metais básicos e seus derivados, alimentos, bebidas, cigarros, têxteis e confecção, cimento e vinho.

    A unidade monetária é o dracma.

    História:

    No começo da I Guerra Mundial, a Grécia se declarou neutra, mas o rei Constantino I, filho e sucessor de Jorge I, apoiou a Alemanha em 1913. A intervenção do primeiro-ministro Eleutherios Venizelos e das forças aliadas obrigou o rei a abdicar em favor de seu filho, Alexandre I, e a Grécia participou da guerra no lado aliado. Depois da Conferência de Paris, a Grécia recebeu a Trácia ocidental da Bulgária, a Trácia oriental da Turquia e a maioria das ilhas do mar Egeu, além de ter reivindicado a Esmirna (hoje Izmir, Turquia). Alexandre I morreu em 1920 e o rei Constantino regressou, reafirmado por um plebiscito popular. A expedição para a Esmirna foi derrotada; o Exército se sublevou, impôs uma ditadura militar e obrigou Constantino a abdicar em favor do seu filho, Jorge II.

    Em 1923, o rei teve que abandonar a Grécia e o Parlamento proclamou a República. Venizelos voltou para a cena política e o seu Partido Liberal obteve uma extraordinária vitória em 1928. A crise econômica provocou a sua derrota nas eleições de 1932. Os dirigentes militares monarquistas forçaram a renúncia do primeiro-ministro e o general Condylis assumiu poderes ditatoriais e restaurou a monarquia. Jorge II reassumiu o trono no final de 1935. A situação se complicou com o falecimento dos principais líderes políticos, o crescente mal-estar social e a aparição do movimento comunista. Em 1936, o general Ibánnis Metaxás deu um golpe de estado, proclamou a lei marcial e não aceitou nenhum tipo de oposição.

    Durante a II Guerra Mundial, tropas italianas procedentes da Albânia atacaram a Grécia em outubro de 1940. Embora em dois meses tenham conseguido expulsar os invasores do país, os soldados alemães venceram a resistência grega em 1941 e ocuparam Atenas. Estabeleceu-se então um governo nacional - socialista na capital e o rei fugiu para Creta e daí para Londres. Entre os grupos de resistência, destacaram-se a EAM (Frente Nacional de Libertação), com um exército próprio, o ELAS (Exército Nacional Popular de Libertação) e o EDES (Exército Nacional Democrático Grego). No final de 1943, ante a perspectiva da libertação da Grécia, começaram a lutar entre si pelo futuro controle do país, mas em 1944 conseguiram formar uma coalizão.

    O primeiro-ministro Georghios Papandreou pediu para que o ELAS, sem êxito, abandonasse as armas e se reintegrasse à vida social. Eclodiu a guerra civil e, graças à ajuda de forças britânicas, o exército governamental conseguiu se impor. Em 1944, o arcebispo Damaskinos tornou-se regente da Grécia, mas o futuro da monarquia viria a ser definido em um plebiscito. Em fevereiro de 1945, o ELAS aceitou a trégua. As primeiras eleições gerais ocorreram em 1946, com a vitória dos monarquistas populares. O plebiscito de setembro de 1946 devolveu a coroa para o rei Jorge II; depois de sua morte, assumiu o trono o seu irmão Paulo I. Depois da Conferência de Paz de Paris, realizada em 1946, a Grécia recebeu da Itália as ilhas do Dodecaneso e uma vultosa indenização da Bulgária. Em 1951, a OTAN aprovou a entrada em seu seio da Grécia e da Turquia.

    A instabilidade do governo dominou o panorama político interno até o final de 1952. Nas eleições desse ano, o partido conservador União Helênica obteve a maioria parlamentar; foi nomeado primeiro-ministro Alexandros Papagos e, depois de sua morte, o poder foi entregue a Konstantinos Karamanlis. Em 1956, Karamanlis anunciou a formação da União Nacional Radical (ERE). Durante a década de 1950, a Grécia respaldou o movimento enosis (união com a Grécia) na ilha de Chipre, domínio britânico desde 1878, também reclamada pela Turquia. Em 1959, os três governos chegaram a um acordo, segundo o qual o Chipre pôde proclamar sua independência em 1960.

    No final de 1961, foi fundada a União de Centro, da qual o grande expoente era Georghios Papandreou. Quando Karamanlis obteve a maioria legislativa nas eleições gerais, o novo partido se negou a reconhecer os resultados. Karamanlis renunciou e foram realizadas eleições em 1962 e em 1964, nas quais a União de Centro obteve uma maioria suficiente para governar sozinha. Papandreou tornou-se então primeiro- ministro.

    Depois da morte de Paulo I em 1964, a coroa foi entregue ao seu filho, que assumiu o trono com o nome de Constantino II. Em 1965, o novo monarca foi engolido por uma grande crise política que culminou com a destituição de Papandreou. Sucederam-se no poder vários primeiros-ministros até que, em 1967, um grupo de oficiais do Exército deu um golpe militar. Milhares de pessoas foram presas e as liberdades civis foram suprimidas. Depois de uma frustrada tentativa de derrubar a Junta Militar, o rei Constantino se exilou na Itália. A Junta criou um novo gabinete, liderado pelo coronel Georgios Papadopoulos. Em março de 1968, Papadopoulos apresentou o projeto de uma nova Constituição, mais tarde revisada e ratificada por referendum. A partir de então, o denominado ‘Regime dos Coronéis’ assumiu uma conduta autoritária, prendendo centenas de opositores. No início da década de 1970, o governo devolveu alguns direitos civis e em 1973 aboliu a monarquia, proclamou a República e entregou a presidência da mesma a Papadopoulos.

    As revoltas estudantis do outono de 1973 contra o governo trouxeram de novo a lei marcial. Os militares depuseram Papadopoulos, que não conseguira manter a ordem social, e nomearam o general Phaedon Ghizikis presidente. O golpe militar que expulsou o arcebispo Makarios da presidência do Chipre e a invasão turca da ilha levaram a Junta a se afastar em 1974. Karamanlis voltou do exílio e formou o primeiro governo civil depois de 1967. Depois das eleições de novembro, Karamanlis, à frente do partido Nova Democracia, formou um novo governo. O referendum para restaurar a monarquia resultou negativo e em 1975 foi aprovada uma nova Constituição republicana.

    Em 1977, o governo convocou eleições gerais, vencidas por uma pequena margem pelo partido Nova Democracia. Karamanlis abandonou o cargo em 1980, quando foi eleito presidente. As eleições parlamentares de 1982 consagraram o Movimento Socialista Pan-helênico (PASOK) e Andreas Papandreou tornou-se o primeiro chefe de um gabinete socialista do país.

    Em 1985, Khristos Sartzetakis, apoiado pelo PASOK, foi eleito para a presidência da República, tornando-se sucessor de Karamanlis. Papandreou perdeu a maioria parlamentar nas eleições de 1989 e Tzannis Tzannetakis, da Nova Democracia, tornou-se primeiro-ministro depois de formar uma coalizão com os comunistas. As eleições de 1990 tiveram como resultado uma maioria conservadora e deram o governo ao líder da Nova Democracia. Em outubro de 1993, Papandreou regressou ao poder. As eleições presidenciais de 1995 deram a vitória a Kostis Stefanopoulos, o candidato do PASOK.

    Depois da divisão da Iugoslávia, ocorrida em 1991, a república da Macedônia declarou sua independência e obteve o reconhecimento das Nações Unidas como Antiga República Iugoslava da Macedônia. A Grécia se opôs ao nome e aos símbolos do novo Estado, afirmando que os mesmos pertenciam ao histórico estado grego da Macedônia. A Grécia também se envolveu em disputas Albânia depois da queda do regime comunista nesse país.


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    Guiana Francesa

    Tristemente célebre no passado por suas colônias penais, a Guiana Francesa desenvolveu na segunda metade do século XX uma economia florescente, estimulada pela atividade do centro espacial de Kourou.

    A Guiana Francesa, situada na costa norte da América do Sul, faz parte, como departamento ultramarino, da França, em cuja Assembléia Nacional está representada por um senador e um deputado. Ocupa uma superfície de 86.504km2 e limita-se ao norte com o oceano Atlântico, a oeste com o Suriname (antiga Guiana Holandesa), ao sul e a leste com o Brasil.

    Duas regiões se distinguem: a planície costeira, de dez a cinqüenta quilômetros de largura, e o interior montanhoso. Geologicamente, o território faz parte do maciço das Guianas e, ao longo da fronteira com o Brasil, alguns picos alcançam 700m de altitude. O clima é quente e úmido, devido à proximidade da linha do equador (de dois a seis graus de latitude norte).

    Os rios mais importantes são o Oiapoque, na fronteira com o Brasil, o Maroni, que limita com o Suriname, o Orapu, o Comté e o Mana. A selva equatorial cobre quase noventa por cento do território. A fauna inclui antas, tatus, jacarés (do tipo caimão) e grande variedade de aves, répteis, roedores, peixes e insetos.

    A maioria da população é constituída pelos creoles ou mulatos, como resultado da contínua mestiçagem dos grupos procedentes da Europa, da Ásia e África, assim como de outras partes da América do Sul. Os índios, reduzidos a pequenas tribos, vivem na costa (caribes, aruaques e palicurs) e no interior (wayanas, oiampis e emérilons). Nas proximidades do rio Maroni, descendentes de escravos foragidos no século XVIII conservaram seu modo de vida africano.

    O idioma oficial é o francês, mas também se falam o dialeto taki-taki, das comunidades negras, várias línguas ameríndias e as das minorias imigradas. A religião católica predomina.

    O programa denominado Plan Vert (Plano Verde) objetiva desenvolver a agricultura, a pecuária e a exploração florestal, e se baseia na imigração de colonos franceses. A pesca, principalmente de camarões, cresceu a partir de meados do século XX. As exportações incluem açúcar, mandioca, coco, banana, rum e madeira. A Guiana Francesa explora seus recursos minerais, sobretudo ouro e bauxita.

    O centro espacial de Kourou, construído a partir de 1968 pela Agência Espacial Européia, contribuiu decisivamente para o desenvolvimento econômico da Guiana Francesa, não só por gerar empregos, mas também por introduzir tecnologia de ponta e informática, de que o país se tornou um dos mais importantes usuários da América Latina. O sistema de transportes concentra-se no litoral. Há um aeroporto internacional em Rochambeau, perto de Caiena.

    História. Vicente Yáñez Pinzón foi o primeiro explorador da costa das Guianas, em 1500. Iludidos pela mítica cidade do ouro (Eldorado), numerosos aventureiros buscaram inutilmente fortuna na região. Comerciantes franceses abriram um centro comercial em Sinnamary, em 1624, e outro em Caiena, fundada em 1637. Depois, Caiena foi tomada pelos holandeses que, expulsos em 1664, voltaram a assentar-se em 1676. O Tratado de Breda, de 1667, legitimou a posse do território pela França, e o Tratado de Utrecht fixou as fronteiras com o Brasil em 1713.

    Os jesuítas foram expulsos em 1762, o que provocou a dispersão dos índios que viviam nas missões. Na expedição colonizadora de Kourou (de 1763 a 1765), morreram cerca de 14.000 pessoas, a maioria europeus. A revolução francesa pouco repercutiu na colônia, onde a escravidão foi abolida em 1794 e restabelecida em 1802. Em 1809, a Guiana foi ocupada pelos portugueses, e devolvida em 1817.

    A abolição definitiva da escravidão, em 1848, arruinou as plantações, situação agravada com o descobrimento de jazidas de ouro em 1855, pois a escassa mão-de-obra abandonou a agricultura. Em 1852, estabeleceu-se o primeiro presídio em Saint-Laurent-du-Maroni e, entre 1852 e 1939, mais de setenta mil franceses foram deportados e confinados nas penitenciárias.

    O problema dos limites com o Brasil foi resolvido definitivamente quando o barão do Rio Branco provou que "o rio de Vicente Pinzón", delimitador da fronteira, era o Oiapoque. Quanto à questão do Amapá, foi solucionada em 1900 por laudo arbitral do presidente do Conselho Federal da Suíça. Com isso, terminaram as investidas francesas na fronteira.

    Uma experiência colonizadora positiva foi empreendida entre 1827 e 1846, em Mana, pela madre Anne-Marie Javouhey, que criou uma comunidade para a educação cristã de escravos libertados. Os habitantes tornaram-se cidadãos franceses em 1848 e desde 1887 têm representação na assembléia. Em 1946, a Guiana tornou-se departamento da França.


  5. #44
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    Países Baixos

    Conhecido de modo extra-oficial como Holanda, limita-se ao norte e a oeste com o mar do Norte, a leste com a Alemanha e ao sul com a Bélgica. Com Luxemburgo e Bélgica formam o Benelux. As Antilhas Holandesas e Aruba também fazem parte do país que tem 41.526 km2 dos quais 6.500 km2 são de terra avançada sobre o mar. A capital é Amsterdã.

    Território e recursos:

    Grande parte do norte e do oeste do país encontra-se abaixo do nível do mar, chamada Holanda inferior. A leste e ao sul encontra-se a Holanda superior, onde poucas vezes a altitude ultrapassa 50m. As comportas, diques, canais e moinhos de vento fazem parte de um sistema de drenagem da época medieval. Sem um sistema de drenagem sistemático, a metade do país se inundaria.

    A linha costeira do mar do Norte é formada por dunas. No sudoeste, os estuários dos rios formam deltas com inúmeras ilhas e canais. Através do Plano Delta, lagos de água doce foram criados e algumas ilhas foram unidas. No norte, o mar dividiu as dunas criando as ilhas Frísias ocidentais e por detrás uma zona alagadiça chamada de Waddenzee. Muito além das dunas existe uma área abaixo do nível do mar, protegida por diques, que se mantém seca graças ao contínuo bombeamento mecânico. O antigo Zuiderzee, originariamente um estuário do rio Reno e posteriormente um mar interior, está sendo recuperado e uma parte se transformou num lago de água doce chamado Ijsselmeer.

    Os principais rios são o Reno e seus afluentes como o Waal e o Lek, o Maas (um braço do Meuse) e o Schelde. Quase todos os grandes lagos naturais foram secos.

    O clima é marítimo temperado. A temperatura média em janeiro atinge 1,7 ºC e em julho 17,2 ºC. As precipitações médias anuais são de 760 mm.

    A paisagem natural foi alterada pelo homem e as áreas de vegetação natural são muito limitadas. Os animais de maior porte desapareceram mas os bosques de carvalho, faia, freixo e pinheiro estão protegidos.

    População e governo:

    Os holandeses são, na sua maioria, descendentes dos francos, frísios e saxões. A recente imigração foi importante: asiáticos, turcos, marroquinos, habitantes de países europeus mediterrâneos e residentes do Suriname e das Antilhas Holandesas.

    Em 1994, sua população era de 15.385.000 habitantes, com uma densidade de 453 hab/km2 é uma das maiores do mundo. As principais cidades são: Amsterdã, a capital do país Roterdã e Haia.

    O idioma oficial é o holandês; em Friesland também se fala a língua frísia. Os católicos constituem 33% da população holandesa e os protestantes 23%. Cerca de 39% da população não pratica qualquer religião.

    A Holanda é uma monarquia constitucional e hereditária com um sistema de governo parlamentar. A Constituição de 1814 foi revista diversas vezes.

    Economia:

    Desde o século XVI, as expedições marítimas, a pesca, o comércio, e o sistema bancário formam os principais setores da economia do país, tendo sido criada uma base industrial muito diversificada. Em 1992, o produto interno bruto era de 320,4 bilhões de dólares, equivalente a 21.050 dólares de renda per capita.

    A agricultura é intensiva, altamente produtiva gerando muitas exportações. As pradarias e pastagens ocupam cerca do 50% da terra cultivável, 40% dedicadas ao cultivo e o restante à exploração comercial de bulbos e flores. A pesca é uma atividade comercial que continua sendo relevante.

    Durante as décadas de 1950 e 1960, grandes reservas de gás natural (produto exportável) foram descobertas. Há produção de petróleo e as indústrias químicas e eletrônicas lideraram o crescimento industrial desde 1945.

    A moeda do país é o florim.

    História:

    De 1880 a 1914, a Holanda desfrutou da prosperidade econômica que terminou com a I Guerra Mundial. O país permaneceu neutro mas sua economia sofreu um duro golpe. As conseqüências econômicas se viram agravadas pela depressão de 1930.

    Na II Guerra Mundial, a Holanda novamente proclamou sua neutralidade, mas os alemães invadiram o país em 1940. Houve grandes danos e o pós-guerra foi marcado pelos esforços para a reconstrução do país. A nação foi membro fundador em 1952, da Comunidade Européia do Carvão e do Aço participando de inúmeros organismos internacionais. Os últimos anos da década de 1940 e princípio da década de 1950 foram economicamente difíceis, com governos dominados pelo Partido Trabalhista. Em 1949, transferiram formalmente a soberania para o governo indonésio das Índias orientais, excluindo a Nova Guiné da Holanda, que permaneceu sob controle holandês até 1962. Em 1954, o Suriname e as Antilhas Holandesas se tornaram membros do Reino da Holanda.

    O Partido Popular Católico chegou ao poder em 1959, mantendo seu domínio na câmara dos deputados nas eleições de 1963 e 1967. Após o surgimento de uma coalizão conservadora que governou em 1972, constituiu-se um governo de transição e, em 1973, uma nova coalizão elegeu como primeiro-ministro o dirigente do Partido Trabalhista, Joop den Uyl. Quando o Suriname alcançou a independência em 1975, a afluência de imigrantes agravou os problemas econômicos.

    Nas eleições de 1977, Andreas van Agt, um democrata-cristão, foi eleito primeiro-ministro. Em 1980, a princesa Beatriz assumiu o trono após a abdicação de sua mãe, a rainha Juliana. Nas eleições parlamentares de 1982, venceu uma nova coalizão domocrata-cristã, que ficou no poder até 1994.

    Em 1983, foi acordado que Aruba se tornaria um território separado, dentro do Reino da Holanda, durante dez anos e que a partir de 1996 alcançaria a independência mas, em 1994, decidiu-se ampliar esse período. Nas eleições gerais de 1994, os democrata-cristãos perderam devido ao desemprego e aos cortes nos gastos sociais. O Partido Trabalhista teve maioria no parlamento e mesmo com a queda de votos, formou-se uma coalizão com o Partido Popular de direita e com o grupo de centro-esquerda, Democracia 66. As propostas da nova coalizão estabeleciam mais cortes nos gastos sociais e uma importante redução nos gastos com a defesa.


  6. #45
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    Honduras

    Três versões explicam o nome de Honduras. Segundo a lenda, ao ali aportarem, os descobridores, na quarta viagem de Colombo, deram graças a Deus por tê-los livrado das honduras (profundidades) por que haviam passado. A segunda versão diz respeito à profundidade das costas nessa região e à conseqüente dificuldade que os espanhóis encontraram para ancorar seus navios, em 1523. A última pode relacionar-se à profundidade dos vales da região.

    Honduras é um país da América Central, situado no centro do istmo que liga a América do Norte à América do Sul. Ocupa uma área de 112.088km2 e limita-se ao norte com o mar das Antilhas, ao sul com El Salvador e o oceano Pacífico, a oeste com a Guatemala e a sudoeste com a Nicarágua.

    Geografia física

    Geologia e relevo. Honduras pode ser dividida em quatro regiões geográficas: (1) as planícies orientais e encostas das montanhas orientais; (2) o litoral norte, planícies aluviais e serras litorâneas; (3) as terras elevadas do interior; (4) as planícies do Pacífico e baixas encostas das montanhas. É o país mais montanhoso da América Central, constituído de cadeias cortadas por uma depressão no sentido norte-sul. As cadeias do leste e do oeste (serras de Pija, de Yoro e de Paya), culminam com a altitude de 2.700m e se prolongam ao sul por maciços vulcânicos. Nas montanhas, os vales e as bacias interiores encontram-se entre 600 e 1.500m de altitude. O litoral norte, baixo e pantanoso, está parcialmente drenado. O litoral do Pacífico e as baixas encostas possuem solos férteis de origem aluvial e outros solos derivados da decomposição de rochas vulcânicas.

    Clima. Nas planícies costeiras o clima é geralmente quente e úmido, mas ameniza-se com a altitude. Distinguem-se no país três regiões climáticas: a do litoral do Atlântico, quente, úmida e insalubre; a dos montes e vales interiores, de clima temperado; e a das planícies e da vertente do Pacífico, muito quente e relativamente seca. Nas partes mais quentes a temperatura oscila entre 26 e 28o C, e cai para 10o C nas grandes elevações.

    Hidrografia. Os rios de Honduras pertencem às vertentes do Atlântico e do Pacífico. A principal rede de drenagem encaminha-se para o mar das Antilhas. O rio Coco ou Segovia, na fronteira com a Nicarágua, é o mais extenso, com 275km. Destacam-se ainda o Patuca, o Aguán, o Ulúa e o Sico. Entre os rios da vertente do Pacífico, o mais extenso é o Choluteca, com 241km, que desemboca na baía de Fonseca. Além das lagunas costeiras, como a lagoa de Caratasca, existem diversos lagos, dos quais o mais importante é o de Yojoa, perto de San Pedro Sula.

    Flora e fauna. Predomina no país a vegetação tropical, nas planícies e baixas encostas. Nos vales e bacias entre as montanhas dominam florestas de pinheiros e de carvalhos. Em pequenas áreas, como a leste de Tegucigalpa, aparece a savana.

    A fauna é rica em insetos, aves e répteis. São numerosas as espécies de borboletas, escaravelhos, formigas, aranhas e abelhas. Muitas espécies de aves aquáticas habitam as regiões litorâneas, enquanto crocodilos, cobras, tartarugas e lagartos (como o iguana gigante) preferem a floresta tropical. Nas montanhas podem ser encontrados ursos, pumas e leopardos. Nas lagunas e águas litorâneas são abundantes os peixes e moluscos.

    População

    Honduras é um país de mestiços de espanhóis e índios. A maioria da população indígena pertence às tribos dos mosquitos, zambos, paias e jicaques. A população é jovem -- metade tem menos de 15 anos. As taxas de nascimento, mortalidade infantil e crescimento demográfico são altas em comparação com as de outros países da América Latina.

    A maior parte da população vive em pequenas aldeias na região central do país. As áreas mais povoadas são os vales e a costa do Pacífico, em função da cultura do café e cereais e da pecuária, e no planalto do interior. Na depressão central, cortada pelos rios Ulúa e Choluteca, ficam as duas principais cidades do país, Tegucigalpa, a capital, e San Pedro Sula. Outras cidades maiores são La Ceiba, Choluteca, Puerto Cortés e Tela. Em Honduras vivem centenas de milhares de trabalhadores provenientes de El Salvador, o que com freqüência tem provocado atritos entre os dois países.

    Economia

    Agricultura, pecuária e pesca. A economia hondurenha depende muito da produção e exportação de bananas, café, açúcar e madeira, sobretudo mogno e pinho. A exportação da banana, sustentáculo da economia hondurenha, é feita por duas empresas americanas, a United Fruit e a Standard Fruit. Também são culturas importantes milho, feijão, arroz e fumo. No interior a pecuária é extensiva, com predominância para a criação de bovinos e suínos. A atividade pesqueira de maior relevância é a de lagostas e camarões.

    Energia e mineração. A eletricidade de consumo industrial e doméstico é fornecida principalmente por hidrelétricas. Existe um grande complexo hidrelétrico a sudeste de San Pedro Sula, em El Cajón. Os principais recursos minerais do país são zinco, chumbo, prata e ouro, explorados sobretudo nas minas de El Mochito. A exploração de petróleo é financiada pelo Banco Mundial.

    Indústria. A principal indústria é a do açúcar. O parque industrial é formado de pequenas indústrias, com tecnologia de nível médio. Dedica-se à produção de alimentos, têxteis, calçados, produtos químicos, cimento, borracha e móveis.

    Finanças e comércio. O país tem um déficit crônico em sua balança de pagamentos, devido às importações de petróleo. Banana, café, madeira e produtos minerais formam a maior parte da pauta de exportações de Honduras. As importações são principalmente de combustíveis, lubrificantes, produtos químicos, máquinas e equipamento de transporte. Os principais parceiros comerciais são Estados Unidos, Japão e Alemanha. Honduras faz parte do Mercado Comum Centro-Americano, criado em 1961, junto com El Salvador, Guatemala, Nicarágua e Costa Rica.

    Transportes e comunicações. A rede de ferrovias de Honduras serve principalmente às regiões agrícolas e o sistema rodoviário é muito deficiente. A rodovia Pan-americana atravessa o sul do país, próximo à baía de Fonseca. O porto mais movimentado é o de Puerto Cortés, seguido pelos de La Ceiba, Tela e San Lorenzo. Há dois aeroportos no país, em Tegucigalpa e San Pedro Sula. História

    Pré-história e descoberta. O território de Honduras era habitado pelos maias, muito antes do descobrimento do Novo Mundo. Quando Colombo, em sua quarta viagem, aportou no litoral hondurenho, os remanescentes da outrora gloriosa civilização maia habitavam Copán, Quiriguá e outros locais. Ante a brutalidade dos invasores, fugiram para a península de Yucatán. Hernán Cortés, o conquistador do México, colonizou a região auxiliado por seus prepostos Cristóbal de Olid, Francisco de Las Casas e Pedro de Alvarado, que fundou a cidade de San Pedro Sula. A primeira capital de Honduras, Comayagua, foi fundada por Alonso de Cáceres. Esse período de conquista foi marcado por violenta repressão aos indígenas, que, sob comando do chefe Lempira, resistiram bravamente ao avanço dos espanhóis em direção ao interior, até serem impiedosamente massacrados.

    Período colonial. Em 1539 Honduras foi incorporada à Capitania Geral da Guatemala e ficou nessa condição durante todo o período colonial. Com a descoberta de minas de prata em seu território, entre 1570 e 1580, numerosos grupos de imigrantes chegaram ao país, enquanto o litoral do mar do Caribe era transformado em ponto de encontro de piratas. Mais tarde a região foi invadida por madeireiros ingleses, que já em fins do século XVIII controlavam a costa do Mosquito.

    Independência. Em 1821, já com o México independente, as províncias integrantes da Capitania Geral da Guatemala romperam seus vínculos com a Espanha e, no ano seguinte, passaram a integrar o Império Mexicano de Agustín de Itúrbide, do qual separaram-se um ano depois, para formar a Federação Centro-Americana. A Federação foi governada inicialmente por Manuel José Arce, e posteriormente por Francisco Morazán. Divergências entre os países membros provocaram sua dissolução, e os estados-membros tornaram-se independentes. Em 5 de novembro de 1838 Honduras proclamou-se estado soberano e independente e, no começo do ano seguinte uma assembléia constituinte aprovou sua primeira constituição. No entanto, diversas vezes, Honduras apoiou tentativas de reconstituição parcial ou total da antiga união centro-americana. O primeiro presidente constitucional foi o conservador Francisco Ferrera, que chegou ao poder em 1841. Conservadores dominaram o país até 1876, quando o liberal Marco Aurélio Soto assumiu o governo. Quatro anos depois foi promulgada uma nova constituição. Nas últimas décadas do século XIX Honduras sofreu interferências da Guatemala em seus assuntos internos.

    Nos primeiros anos do século XX, o presidente da Nicarágua, José Santos Zelaya, impôs Manuel Bonilla como presidente de Honduras, fato que mergulhou o país num período de rebeliões internas, entre 1911 e 1912. A pretexto de controlar a anarquia, os Estados Unidos intervieram no país e enviaram tropas para proteger os interesses das empresas bananeiras. A turbulência política continuou até 1932, quando o general Tiburcio Carías Andiro assumiu o poder e, como presidente, governou o país de forma ditatorial. Em 1949, foi sucedido por Juan Manuel Gálvez, que tentou restaurar a normalidade. Mas entre 1954 e 1956 o país recaiu na ditadura sob a administração de Júlio Lozano Díaz, deposto por uma junta chefiada pelo coronel Hector Caraccioli. O país só voltou a ter uma eleição pacífica em 1957. O vencedor foi o liberal Ramón Villeda Morales, que promulgou uma nova constituição mas também foi deposto por um golpe, chefiado pelo coronel Osvaldo López Arellano, cuja ascensão à presidência formalizou-se em 1965. Nesse ano foi promulgada mais uma constituição.

    A chamada "guerra do futebol" com El Salvador, em decorrência de conflitos demográficos e problemas econômicos, foi solucionada com a intervenção da Organização dos Estados Americanos (OEA). Em 1971, Ramón Ernesto Cruz foi eleito presidente, mas no ano seguinte o general Osvaldo López Arellano voltou ao poder após um golpe de estado. Em 1975 López Arellano foi deposto pelo coronel Juan Alberto Melgar Castro, por sua vez obrigado a renunciar em 1978, quando o general Policarpo Paz García assumiu o poder. Em 1981, após nove anos de regime militar, Roberto Suazo Córdova, do Partido Liberal, venceu as eleições presidenciais. Em 1986 ocorreu a primeira transferência de poder na história do país sem interferência militar direta, com a eleição do liberal José Azcona del Hoyo.

    Em 1989 Rafael Leonardo Callejas, do Partido Nacional, venceu as eleições e no ano seguinte um plano de ajuste econômico provocou a greve dos plantadores de banana, que terminou com a intervenção do Exército. O início da década de 1990 encontrou o país ainda agitado por divergências internas, agravadas pela luta contra três grupos guerrilheiros. Em 11 de setembro de 1992, o conflito com El Salvador terminou com a intervenção da Corte Internacional de Justiça, que traçou definitivamente os limites territoriais dos dois países.

    Instituições políticas

    De acordo com a constituição de 1982 o poder é exercido pelo presidente da república, que deve ser eleito pelo voto popular para um mandato de quatro anos. O poder legislativo é unicameral, e a câmara compõe-se de 128 membros. Entretanto, o poder supremo cabe ao Conselho Superior das Forças Armadas, que tem total autonomia sobre as questões de segurança nacional.

    Sociedade

    O país possui um sistema de seguridade social que presta auxílio por doença, maternidade, orfandade, desemprego, acidentes do trabalho e moléstias profissionais, assim como subvenção à família e aos anciãos. As garantias aos empregados estão asseguradas no código do trabalho.

    O espanhol é a língua oficial, mas parte da população ainda fala seus idiomas nativos. A religião dominante é a cristã -- católica ou protestante -- e há pequenos grupos de judeus, budistas e muçulmanos. A educação entre 7 e 15 anos é gratuita e de responsabilidade do estado. Em Tegucigalpa funciona a Universidade Nacional Autônoma de Honduras. (Para dados sobre sociedade, ver DATAPÉDIA.)

    Cultura

    No território hondurenho encontram-se as ruínas maias de Copán, cujos magníficos monumentos, decorados com grandes figuras esculpidas, evocam a grandeza daquela civilização centro-americana. A arquitetura colonial é típica do barroco espanhol. A catedral de Tegucigalpa, terminada na década de 1760, mostra evidentes semelhanças com a catedral da cidade de Antigua Guatemala. O monumento histórico mais curioso de Honduras é a catedral de Comayagua, em que a euforia decorativa deu um sentido tropical americano aos símbolos da Conceição.

    Literatura. A primeira personalidade a se destacar nas letras hondurenhas foi José Cecilio del Valle, polígrafo de conhecimentos enciclopédicos e que dedicou a vida à causa da unificação da América Central. A poesia romântica surgiu modestamente com Manuel Molina Vigil, mas o tradicionalismo literário sobreviveu até o século XX com Luis Andrés Zúñiga, cujas Fábulas (1917) foram reeditadas várias vezes.

    O período modernista revelou a poesia de Juan Ramón Molina, o maior poeta hondurenho, que recebeu forte influência de Rubén Darío. A edição de suas poesias no volume Tierra, mares y cielos (1911) deve-se a Froilán Turcios, também modernista, autor de contos e romances fantásticos em estilo rebuscado. O nome mais famoso da literatura de Honduras é Rafael Heliodor Valle, historiador, poeta e jornalista. Destacam-se ainda Arturo Mejía Nieto, Claudio Barrera, que recebeu influência de César Vallejo e Pablo Neruda, e Roberto Sosa, o poeta de Los Pobres.

    Artes plásticas. A pintura hondurenha foi fortemente influenciada pela herança espanhola. Os artistas mais importantes no século XX foram o pintor de paisagens Carlos Garay e Antonio Valásquez.


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    Hungria

    1.INTRODUÇÃO

    Hungria, república localizada na Europa central, limita-se ao norte com a Eslováquia, a noroeste com a Ucrânia, a leste com a Romênia, ao sul com a Sérvia, Croácia e Eslovênia e a oeste com a Áustria. Sua superfície é de 93.030 km2. A capital é Budapeste.

    2.TERRITÓRIO

    No país predominam as planícies, sendo dividido pelo Danúbio em duas regiões. Uma planície baixa e ondulada conhecida como o Alföld do Danúbio, que ocupa a maior parte da região a leste do rio; as terras altas ao longo da fronteira norte se estendem até o leste abrangendo os montes Bükk e Mátra. A área a oeste do Danúbio, que se conhece com o nome de Transdanúbia, apresenta grande variedade de relevos. Na zona setentrional, encontram-se os montes Bakoni, junto ao Balaton, o maior lago de água doce da Europa central. A Pequena Alföld (ou pequena planície) localiza-se a noroeste. Possui um clima continental relativamente seco, com invernos frios e verões quentes.

    3.POPULAÇÃO E GOVERNO

    Cerca de 97% da população é magiar, descendente das tribos ugro-finesas e turcas que se misturaram com os ávaros e como os eslavos. Entre as minorias étnicas se destacam os alemães, eslovacos, sérvios, croatas, ciganos e romenos. Em 1995, tinha uma população de 10.471.000 habitantes, com uma densidade de 113 hab/km2. Budapeste é a cidade mais povoada (1993), com 1.992.343 pessoas. Outras grandes cidades são: Debracen, Miskolc e Szeged. A Hungria é um país católico com uma minoria que professa o protestantismo. O magiar, a língua húngara oficial, é uma língua ugro-finesa. Muitas outras pessoas também falam alemão e inglês, e também compreendem o russo. Ver Literatura húngara. A revisão da Constituição em 1989, transformou a Hungria num Estado democrático independente. O chefe de Estado é o presidente, eleito pela Assembléia que exerce o poder legislativo. O primeiro-ministro cumpre a função de chefe de Governo.

    4.ECONOMIA

    Após o mandato comunista e com a eleição de um novo governo em 1990, iniciou-se a transição para o livre mercado, isso facilitou também uma abertura para o turismo, que desempenha um papel muito importante na economia. Em 1991, o produto interno bruto (PIB) foi de 28,2 bilhões de dólares, com uma renda per capita de 2.690 dólares. A moeda nacional é o forinte. Na agricultura, mais da metade da superfície cultivada é dedicada aos cereais. Há também uma importante criação de gado reprodutor. Os principais minerais são: carvão, bauxita, petróleo e gás natural. Por causa da limitação dos recursos naturais, o país depende das importações de matéria-prima para a indústria, sendo as principais: a indústria do aço, do alumínio, do cimento e do calçado. A produção agrícola também tem grande importância.

    5.HISTÓRIA

    A região que abrange a atual Hungria era uma parte das províncias romanas da Dácia e da Panônia. Localizadas no território limite do Império Romano, essas províncias foram das primeiras a cair em mãos das tribos germânicas que começaram a invadir o território em fins do século II d.C. Durante o século VIII, os moravos (um dos povos eslavos), se apossaram das regiões setentrional e oriental e, de 791 a 797, Carlos Magno, rei dos francos, anexou o restante da região. No anos 895 e 896, os magiares, uma tribo de origem ugro-finesa, tomou o controle da Panônia e da Morávia sob o comando do chefe Arpad. Em 955, Oto I, o Grande, imperador do Sacro Império Romano-Germânico, os derrotou na grande batalha de Lechfeld, facilitando a penetração do cristianismo e da cultura do ocidente na Hungria. Estevão I, o Santo, continuador da dinastia Arpad, foi nomeado oficialmente rei da Hungria em 1000, quando o papa Silvestre II lhe outorgou o título de rei apostólico. O cristianismo acabou com o paganismo, tornando-se a religião oficial. A autoridade real centralizou-se e o país se dividiu em comitats (condados) administrativos. A população não-magiar foi tratada como uma etnia submissa. Seus sucessores incorporaram os territórios da Croácia, Bósnia, parte da Transilvânia e da Dalmácia. A autoridade real entrou em declínio a partir do século XII, já que o imperador bizantino Manuel I Comnenos, ao tomar posse do reinado húngaro, deu enormes propriedades da coroa aos seus partidários da nobreza húngara, propiciando assim o desenvolvimento do feudalismo. Em 1308, Carlos Roberto de Anjou e da Sicília foi eleito rei da Hungria com o nome de Carlos I da Hungria, com o que a dinastia Anjou se estabeleceu na Hungria. Durante o seu reinado, que findou em 1342, o rei Carlos restaurou a ordem, impondo limitações aos nobres e finalmente consolidando o reino. Conseguiu também novos territórios, entre os quais se encontravam zonas da Bósnia e parte da Sérvia. Através de seu casamento com Isabel, a irmã de Casimiro III, o Grande, rei da Polônia, garantiu a sucessão do seu filho Luis ao trono polonês. Matias Corvino foi eleito rei em 1458, apesar de forte oposição por parte dos partidários do imperador do Sacro Império, Federico III da Estíria. O novo monarca introduziu diversas reformas administrativas, criou um exército permanente e desenvolveu o comércio e a cultura no país. Obteve o controle da Áustria dos Habsburgo em 1485, transferindo sua residência para Viena. Essa e outras aquisições territoriais fizeram da Hungria durante algum tempo, o reino mais poderoso da Europa central. Após a morte de Matias, em 1490, os senhores feudais adquiriram novamente seus antigos privilégios. O caos político geral se intensificou durante as primeiras décadas do século XVI, fazendo com que o reino fosse incapaz de se defender efetivamente dos seus inimigos externos. Em 1526, o exército turco de Solimão I, o Magnífico, esmagou o exército húngaro na batalha de Mohacs. Durante mais de 150 anos após a derrota de Mohacs, a Hungria foi testemunha de lutas contínuas entre os imperadores Habsburgo do Sacro Império, que se apossaram da parte oeste do reino, os turcos estabelecidos na região central e grupos da nobreza húngara. Durante a luta pela posse da Hungria, a Transilvânia se tornou o centro de movimento magiar contra o domínio dos turcos e dos austríacos. Os magiares abandonaram a Igreja católica durante a Reforma protestante, agravando sua inimizade contra os Habsburgo. Desde meados do século XVI e com o começo da Contra-reforma, a luta entre os protestantes magiares e os católicos Habsburgo tornou-se cada vez mais violenta, acarretando a chamada guerra dos Quinze Anos (1591-1606). Ao findar a guerra turco-austríaca que se estendeu de 1593 até 1648, o imperador Rodolfo II se viu obrigado a conceder aos magiares da Transilvânia não apenas a autonomia política e religiosa, como também várias concessões territoriais. O imperador Leopoldo I expulsou os turcos da maior parte da Hungria, forçando a Dieta húngara a proclamar que a coroa da Hungria pertenceria sempre aos membros da casa de Habsburgo. Pelas prescrições da Paz de Karlowitz (1699), os turcos só conservaram o Banato de Temesvar, uma região que eles perderiam 19 anos depois, garantindo a Transilvânia para a dinastia Habsburgo. Após a explosão da Revolução Francesa, em 1789, inúmeros nacionalistas magiares influenciados pelas idéias revolucionárias fizeram ressurgir o nacionalismo húngaro a partir de 1815. Este despertar, trouxe como conseqüência a criação do Partido Liberal, que lançou uma campanha em favor de um governo constitucional e também de reformas que reduziam algumas das exigências dos senhores feudais sobre os camponeses. O governo austríaco viu-se ameaçado pela revolução liberal que eclodiu em Viena em 1848, permitindo a formação de um governo húngaro, com Batthyány, como primeiro-ministro. A Hungria rompeu praticamente todos os laços com a Áustria. Em 1849, a Dieta húngara proclamou a deposição da dinastia dos Habsburgo e a independência da Hungria. No entanto, um mês depois, o imperador da Áustria Francisco José I formou uma aliança militar com Nicolau I da Rússia e os exércitos austríacos e russos submeteram os húngaros, os quais se renderam em 1849. Depois da derrota austríaca em 1859, durante o processo de unificação italiana, o regime imperial sofreu uma série de impasses diplomáticos e militares. A Prússia derrotou a Áustria na guerra Austro-prussiana, um desastre que fortaleceu amplamente a posição dos húngaros. Sob as regulamentações do Compromisso (Ausgleich), que se adotou em 1867, a Áustria e a Hungria se tornaram uma monarquia dual sob o comando de um soberano único que seria imperador da Áustria e rei da Hungria. A monarquia dual, (ver Império Austro-Húngaro) vigorou até seu declínio total com a derrota na I Guerra Mundial. Em 1918, o Império Austro-Húngaro foi dissolvido oficialmente e o Conselho Nacional proclamou a República Democrática Húngara. Porém, o mal-estar social e político continuou e, em 1919, os comunistas liderados por Béla Kun derrotaram o governo e instauraram uma República de Conselhos (soviets), socializando, dessa forma, a economia. Enquanto isso, os tchecos invadiram a Hungria desde o norte e os romenos desde o sul. Incapaz de fazer frente à intervenção estrangeira, Béla Kun e o Conselho do qual era presidente abdicaram e os romenos ocuparam Budapeste. Sob a supervisão dos aliados em 1919, se formou um governo interino dominado por Miklos Horthy. Houve eleições gerais em 1920, com o objetivo de formar uma assembléia nacional que acabou dissolvendo todos os vínculos com a Áustria, proclamando a monarquia e nomeando a Horthy como regente. Em 1920, o governo húngaro aceitou o Tratado de Trianon, que estabelecia as condições de paz com os aliados perdendo, desta forma, inúmeros territórios. Horthy manteve a ditadura no país durante quase duas décadas. Com o início da II Guerra Mundial, o governo húngaro proclamou-se neutro, mas suas ações posteriores indicavam uma total simpatia com os objetivos do Eixo Roma-Berlim-Tóquio. Ao concluir a guerra, a república foi proclamada com Ferenc Nagy como presidente do Conselho e Matyas Rakosi, como secretário geral do Partido Comunista Húngaro no cargo de vice-presidente. Em 1949, novas eleições aconteceram, com uma única lista de candidatos composta só por comunistas. A assembléia adotou uma nova constituição que proclamou a República Popular Húngara. Após a morte do dirigente soviético Josef Stalin, em 1953, o governo húngaro liberalizou algumas das suas políticas. Matyas Rakosi, que chegou a ser o primeiro-ministro em 1952, manteve seu cargo como secretário do Partido Comunista e Imre Nagy foi seu sucessor na direção do governo. Um novo programa econômico menos rígido foi iniciado, ainda que ao mesmo tempo se unisse ao Pacto de Varsóvia. No entanto, o descontentamento popular aumentava e os opositores do governo deflagraram um levante em 1956. O primeiro-ministro, incapaz de controlar as manifestações, pediu ajuda às tropas soviéticas que ocuparam o país pela força. Um novo governo se instaurou, o de János Kádar, que assumiu como primeiro-ministro e chefe do Partido Socialista Operário Húngaro ao qual Moscou deu pleno apoio e uma ajuda econômica de emergência. Kádar manteve com firmeza o poder na Hungria durante mais de três décadas a partir do momento em que ficou no comando, como secretário geral do partido. No início da década de 1970 a Hungria incrementou suas relações comerciais e culturais com países não-comunistas, aproximando-se à economia de mercado. Em 1988 começou um programa de liberalização que flexibilizou a censura, permitindo a formação de grupos políticos independentes. Em 1989, a Constituição foi revista, estabelecendo um sistema pluripartidário democrático e mudando a denominação oficial do Estado, que se chamou República da Hungria. Em 1990, uma coalizão de partidos de centro-direita obteve maioria parlamentar nas primeiras eleições legislativas livres celebradas em 45 anos. Nesse mesmo ano a Hungria se incorporou ao Conselho Europeu. Nas eleições parlamentares de 1994 o dirigente socialista Gyula Horn foi eleito primeiro-ministro.


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    Iêmen

    Conhecida na antiguidade como Arabia felix (Arábia feliz) graças a suas riquezas, o Iêmen foi unificado em 1990, depois de ter permanecido dividido durante décadas entre a República Árabe do Iêmen (Iêmen do Norte) e a República Popular Democrática do Iêmen (Iêmen do Sul).

    O Iêmen localiza-se no sul da península arábica. Limita-se ao norte com a Arábia Saudita, ao sul com o golfo de Áden, a oeste com o mar Vermelho e a leste com Omã. Ocupa uma superfície de 531.869km2, que inclui uma faixa indefinida na fronteira com a Arábia Saudita. Também fazem parte do país as ilhas de Perim e Kamaran (no extremo sul do mar Vermelho), de Socotra (na entrada do golfo de Áden) e Kuria Muria (próximas ao litoral de Omã).

    Geografia física. A estreita planície litorânea, conhecida pelo nome de Tihama, é dominada por uma cadeia de montanha cujo ponto culminante é o Djebel Suwaib, com 3.760m. A leste das montanhas estende-se um planalto desértico, que ocupa três quintas partes da superfície do país. As montanhas são de origem vulcânica e constituem um centro de atividade sísmica. Na zona oriental, correspondente ao antigo Iêmen do Sul, o território divide-se em três regiões. A primeira é uma estreita franja de costas banhadas pelo golfo de Áden, que se estende por cerca de 1.400km. A partir dessa franja, levanta-se bruscamente o planalto, mais elevado na zona subocidental, que alcança altitude máxima no Djebel al-Hasha, com 3.227m. O planalto é cortado por dois rios principais, o Adramaut, de curso permanente, e o Masila, de curso temporário. Na direção noroeste, o planalto desce lentamente até fundir-se com o deserto, que constitui a terceira região do país.

    Clima. O clima do Iêmen varia de acordo com a altitude. A franja costeira e o deserto recebem menos de 100mm de precipitações pluviais por ano; e o setor subocidental do planalto, 400mm. Na região mais ocidental do país, cerca de 14% do solo apresenta extraordinária fertilidade. Contribui para isso um regime de chuvas abundantes, que caem em duas estações por ano, e que permitem a prática da agricultura sem necessidade de irrigação. As temperaturas são altas em todo o país, e elevam-se com freqüência a mais de 38oC na costa.

    População. Os iemenitas, em sua imensa maioria de raça árabe, distribuem-se em três grupos principais, de acordo com a forma de vida: agricultores sedentários, população urbana e pastores nômades. O árabe é a língua oficial. A densidade demográfica é relativamente elevada, em comparação com outros países da região. As taxas de natalidade e mortalidade são muito elevadas. As principais cidades são Áden, Sana, Taiz, Hodeida, Muqalla, Saiun, al-Shihr e Tarim.

    Economia. No território do antigo Iêmen do Norte, a agricultura e a pecuária se desenvolvem nas áreas de altitudes intermediárias, cujas encostas foram transformadas em terraços cultiváveis. Na produção de cereais, destacam-se o sorgo, o trigo, o milho e a cevada. Também se cultivam hortaliças, cítricos, damasco, pêssego, uva e batata, além de culturas comerciais como fumo, café, algodão, cana-de-açúcar e gergelim. Os pastos cobrem cerca de um terço das terras férteis e permitem criar cabras, ovelhas, vacas, asnos e dromedários; essas duas últimas espécies são empregadas, em grande escala, no transporte de pessoas e cargas. O Iêmen desenvolveu também uma grande frota pesqueira, com capitais nacionais e estrangeiros, que pesca principalmente sardinha, cavala e siba.

    O território do Iêmen não contém jazidas minerais significativas. As principais riquezas minerais são petróleo, gás natural, ouro, cobre, chumbo, molibdênio e zinco. O setor industrial encontra-se claramente dividido entre o artesanato tradicional, como o ramo têxtil, e as indústrias modernas, como a do petróleo.

    As exportações são muito inferiores às importações, o que gera um vultoso déficit comercial, compensado pelas remessas dos emigrantes que trabalham em outros países e pelos empréstimos externos, sobretudo da Arábia Saudita. O comércio exterior flui pelos portos de Hodeida, al-Muja e Salif. As cidades de Sana, Hodeida e Taiz contam com aeroportos internacionais. A situação econômica geral teve de ser revista e replanejada a partir da unificação das duas repúblicas iemenitas, em 1990.

    História. O reino lendário de Main, no século VII a.C., que exportava incenso para o Egito no século XIV a.C., é o primeiro de que se tem notícia em terras do Iêmen. Outro reino antigo foi o de Sabá, estabelecido no sudoeste do país, cuja rainha visitou Salomão, segundo o Antigo Testamento. Durante o primeiro milênio antes da era cristã, o sul do Iêmen dividia-se em dois reinos: o de Qataban e o de Adramaut, que comerciavam com incenso e eram famosos por seus sistemas de irrigação. No século I a.C., o reino de Sabá entrou em decadência, e o poder passou para os himiaritas, que estabeleceram a capital em Sana. Após a destruição de Jerusalém, no ano 70 da era cristã, chegaram ao país colonos judeus, e em meados do século IV estabeleceram-se os primeiros grupos cristãos. Em 525, o reino cristão da Abissínia derrubou o último rei himiarita. Em 575 o país foi invadido pelos persas sassânidas, e na segunda metade do século VII incorporou-se ao Islã. Na década de 630, o primeiro califa muçulmano, Abu Bakr, realizou incursões em território do Iêmen, que chegou a dominar por inteiro, unificando assim toda a península árabe. Apesar da integração, o território conservou um alto grau de autonomia, governado de fato por pequenas dinastias tribais.

    As turbulências políticas prosseguiram, e no final do século IX foi instaurada a dinastia dos zaiditas, família poderosa, cujos membros participaram do governo do Iêmen do Norte até 1962. Entre 1173 e 1229 o Iêmen foi regido pela dinastia egípcia dos aiúbidas, e até o final do ano 1450, pelos resúlidas, período de florescimento artístico e científico. A arquitetura e agricultura tiveram grande avanço. Em princípios do século XVI, o Iêmen foi invadido por mamelucos egípcios, e em 1517 por turcos otomanos, expulsos em 1635 pelos zaiditas. No século XVIII houve nova divisão do território iemenita, provocada por lutas entre tribos inimigas. Durante o século seguinte, o desejo egípcio de recuperar Áden esbarrou na oposição do Reino Unido, que ocupou o Iêmen do Sul em 1839 e o transformou em protetorado e colônia em 1937. Enquanto isso, os turcos consolidavam seu domínio no Iêmen do Norte.

    Um acordo anglo-turco tentou fixar os limites entre o Iêmen do Norte e o protetorado do Áden em 1914, mas a questão só foi resolvida em 1934. Uma revolução socialista proclamou, em 26 de setembro de 1962, a República Árabe do Iêmen (Iêmen do Norte). Apesar da oposição dos nacionalistas iemenitas, o protetorado foi incorporado à Federação da Arábia do Sul, criada em 1963. Os britânicos prometeram conceder a independência em 1968, mas um ano antes o poder foi ocupado pela Frente de Libertação Nacional, de orientação marxista. Nesse mesmo ano foi proclamada a República Popular do Iêmen (Iêmen do Sul), que em 1970 adotou o nome de República Democrática Popular do Iêmen.

    Em 1979 as duas repúblicas iemenitas entraram em guerra. Forças do Iêmen do Sul penetraram na República Árabe do Iêmen. Após um mês de combates, ambas as partes aceitaram a mediação da Liga Árabe, e dois anos depois iniciaram conversações com vistas à unificação. As negociações começaram em 1981, mas a República Árabe do Iêmen acusou o vizinho de financiar as forças guerrilheiras da Frente Nacional Democrática que operavam em seu território. Na República Popular Democrática do Iêmen desencadeou-se em 1986 uma luta entre facções que provocou mais de duas mil mortes e a destituição do presidente Ali Nasir Mohamed Husani.

    Ao cabo de muitas lutas, conseguiu-se a união em 22 de maio de 1990, quando os dirigentes de ambos os países, Ali Abdala Sale, pelo Iêmen do Norte, e Haidar Abu Bakr al-Attos, pelo Iêmen do Sul, proclamaram a República do Iêmen, em cerimônia histórica, festejada em todo o novo país. O governo foi confiado a Ali Abdala Sale, que promoveu eleições livres em 1993 e teve que enfrentar outra guerra civil contra os separatistas do sul no ano seguinte.

    Sociedade e cultura. O sistema de previdência social é bastante deficiente. São altos os índices de doenças como tuberculose, gastrenterite, febre tifóide e malária. A população divide-se entre os ramos sunita e xiita do islamismo. O ensino é gratuito e cobre a grande maioria das crianças em idade escolar, embora haja altos índices de analfabetismo. O ensino religioso tem um centro avançado em Tarim.

    O Museu Nacional de Arqueologia de Áden conserva restos das civilizações que se sucederam no sul da Arábia. No Museu Etnográfico Nacional há coleções do artesanato tradicional iemenita.

    A literatura oral é rica em provérbios, contos, expressões místicas e poesia. A literatura escrita, mais limitada, prefere os temas históricos e teológicos, as biografias e a poesia.


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    Índia

    1.INTRODUÇÃO

    Índia, democracia federal no sul da Ásia e membro do Commonwealth; junto com o Paquistão e Bangladesh forma o chamado subcontinente indiano. Limita-se ao norte com o Afeganistão, o Tibete, o Nepal e o Butão; ao sul com o estreito de Palk e o golfo de Mannar, que o separa do Sri Lanka e do oceano Índico; ao oeste com o mar da Arábia e o Paquistão; ao leste com a Birmânia, o golfo de Bengala e Bangladesh. Com Jammu e Kashmir (cujo status definitivo ainda não foi determinado), possui uma superfície de 3.287.263 quilômetros quadrados. A capital é Nova Déli.

    2.TERRITÓRIO

    A Índia se divide em quatro grandes regiões: o Himalaia, que se estende ao longo das margens norte e leste do subcontinente indiano; as planícies fluviais do norte, uma das maiores planícies fluviais do mundo que compreende a maior parte da área regada pelos rios Indo, Ganges e Brahmaputra; o Deccan, uma meseta rochosa, dividida por baixas cadeias montanhosas e profundos vales; e os Ghats oriental e ocidental, baixas cadeias montanhosas paralelas às costas do sul. Exceto nas regiões mais montanhosas, o clima é tropical, dominado pelas monções.

    3.POPULAÇÃO E GOVERNO

    A origem exata da maior parte do povo indiano é impossível de ser determinada por conta da grande variedade de raças e culturas que invadiram e foram assimiladas no subcontinente. Aproximadamente 7% do total da população está dividido em mais de 300 tribos catalogadas. A maior parte dos povos indianos não tribais tem características caucásicas e mostram uma considerável variação na cor da pele. Entre as tribos das montanhas setentrionais há características mongóis, como no caso dos nagas; e entre os grupos tribais como os santal de Bengala ocidental há características australóides. A Constituição indiana tentou erradicar o antigo sistema de castas, que tem negado durante séculos a oportunidade de avançar socialmente o estrato mais baixo do sistema: os intocáveis (ou harijans). Na Índia vive 16% da população mundial; sua população (1994) é de 913.070.000 habitantes, com uma densidade demográfica de aproximadamente 275 habitantes por quilômetro quadrado. Embora as condições de vida tenham melhorado em muitas áreas, cerca de um terço da população vive abaixo do limite de pobreza. A maior cidade é Bombaim, com uma população (1994, incluindo a área metropolitana) de 14.500.000 habitantes. Outras cidades com mais de 1 milhão de habitantes são Ahmadabad, Bangalore, Calcutá, Déli, Hyderabad, Kanpur, Madras, Pune (Poona), Nagpur, Lucknow e Jaipur. Os grandes grupos religiosos são: hinduísmo (83%), islamismo (11%), cristianismo e sikhs (2% cada um). Outras importantes minorias religiosas são: budismo, jainismo e parsis. São falados mais de 1.600 idiomas ou dialetos, compreendidos em 14 grandes grupos. A constituição estipula que o hindi (falado por 30% da população) é o idioma oficial, embora o inglês seja um idioma associado aos assuntos administrativos. A constituição também reconhece 17 idiomas regionais oficiais (ver Línguas indianas; Arte e arquitetura da Índia; Literatura indiana). De acordo com a Constituição de 1949, emendada posteriormente, a Índia é uma república democrática soberana dentro do Commonwealth. O governo tem uma estrutura federal e a república é uma união de estados e territórios administrados de maneira central. O poder executivo reside no presidente, que é também chefe do Estado. Entretanto, o verdadeiro poder executivo se encontra nas mãos de um conselho de ministros presidido por um primeiro-ministro, responsáveis perante o Parlamento, formado pelo Rajya Sabha (Conselho dos Estados ou câmara alta) e o Lok Sabha (Câmara do Povo ou câmara baixa).

    4.ECONOMIA

    Em 1991, o produto interno bruto era de aproximadamente 301,4 bilhões de dólares, cerca de 330 dólares per capita. A unidade monetária é a rúpia indiana. Mais de dois terços da população depende da terra para viver. O cultivo principal é o arroz, alimento básico de grande parte da população, seguido pelo trigo. É um dos principais produtores mundiais de cana de açúcar, chá, algodão e juta. A criação de gado, em especial búfalos, cavalos e mulas, é uma característica destacada da economia agrícola, embora a falta de pastos e água implique em um rebanho de pouca qualidade. Embora muito pouco desenvolvida comercialmente, a pesca segue sendo uma atividade vital em algumas regiões, como o delta do Ganges e a costa sudoeste. A Índia se encontra entre os principais produtores mundiais de mineral de ferro, carvão e bauxita, e produz quantidades significativas de manganês, mica, ilmenita, cobre e petróleo. Possui um setor industrial muito diversificado. A siderurgia e a metalurgia domina em termos de produção. A indústria têxtil — especialmente a de algodão — é um dos setores mais antigos e um dos mais importantes.

    5.HISTÓRIA

    As evidências indicam que possivelmente durante o neolítico, os habitantes do subcontinente foram assimilados pelas tribos invasoras drávidas, que provavelmente vieram do oeste. Segundo os descobrimentos arqueológicos do vale do Indo, a civilização desenvolvida pelos drávidas é comparável em esplendor às civilizações da antiga Mesopotâmia e do Egito. Até meados do III milênio a.C., a Índia drávida sofreu a primeira de uma série de invasões de tribos, do grupo lingüístico indo-europeu, conhecidas como indoarianas (ver Vedas). Quase tudo o que se conhece com segurança da situação política é que no decorrer do I milênio a.C. se estabeleceram 16 estados autônomos. Os reinos mais importantes foram Avanti, Vamsas e Magadha, que em meados do século VI a.C. se transformou no reino dominante. Durante o reinado de seu primeiro grande rei Bimbisara (543-491 a.C.), Buda e Vardhamana Jnatiputra ou Nataputta Mahavira, fundadores do budismo e do jainismo respectivamente, pregaram e ensinaram em Magadha. No ano 321 a.C. Chandragupta tomou o controle de Magadha, fundou a dinastia Maurya de reis indianos, estendeu sua soberania sobre a maior parte do subcontinente e converteu o budismo na religião dominante. Das dinastias que apareceram no período que se seguiu à queda dos Mauryas, os Sunga são os que mais tempo permaneceram no poder, por mais de um século. O principal acontecimento desse período (184-72 a.C.) foi a perseguição e o declínio do budismo, e o triunfo do brahmanismo, com o qual o sistema de castas se estabeleceu com força na estrutura social. Em 320 um marajá de Magadha chamado Chandragupta I, conquistou os territórios vizinhos e fundou um novo regime imperial e a dinastia Gupta. Seu neto Chandragupta II (reinou de 375 a 413) expandiu seu reino, subjugando todo o subcontinente ao norte do rio Narmada. O período foi de paz duradoura, crescimento econômico contínuo e êxitos intelectuais. O hinduísmo experimentou um forte renascimento ao assimilar algumas características do budismo. Após um prolongado período de lutas internas, um novo poder, solidamente unido sob o islã, surgiu na Ásia ocidental. Esse novo poder era Khurasan, antes uma província Samânida que Mahmud de Gazni (que reinou de 999 a 1030) havia transformado em um reino independente. Até 1025 Mahmud havia anexado a região de Punjab ao seu império. O mais afortunado dos governantes muçulmanos depois de Mahmud foi Muhammad de Gur, cujo reinado começou em 1173. Considerado como o fundador real do poder muçulmano na Índia, subjugou toda a planície Indo-Gangética ao oeste de Benares. Após a morte de Muhammad de Gur, Qutb-ud-Din Aybak, seu vice-rei em Déli e um antigo escravo, proclamou-se sultão. A denominada dinastia dos Escravos durou até 1288. Em 1398, quando o conquistador mongol Tamerlão guiou seus exércitos até a Índia, encontrou pouca resistência organizada. Babur, um descendente de Tamerlán e o fundador da grande dinastia mongol se autoproclamou imperador dos domínios muçulmanos, e controlou uma grande parte da Índia. O Império mongol alcançou seu auge cultural sob o reinado de Sah Yahan (1628-1658), que coincidiu com a idade dourada da arquitetura sarracênica indiana, cujo melhor exemplo é o Taj Mahal. Na primeira metade o século XVIII, o Império mongol deixou efetivamente de existir como um estado. O caos político do período foi marcado pelo rápido declínio da autoridade centralizada. Criaram-se numerosos reinos e pequenos principados, e os governadores das províncias imperiais formaram grandes estados independentes. Em 1764, o imperador mongol obteve de novo seu trono. Entretanto, sua autoridade era puramente nominal, como ocorreu com seus sucessores. O país, que durante muito tempo foi cenário de uma rivalidade colonial entre os poderes marítimos da Europa, foi caindo cada vez mais sob o domínio britânico. No início do século XVII o monopólio português do comércio com as Índias, mantido durante mais de um século, acabou devido à ação da Companhia das Índias Orientais. Dois anos antes, a rainha Isabel I havia outorgado um foro à primeira Companhia Inglesa das Índias Orientais. As negociações da companhia com o imperador mongol Jahangir obtiveram êxito e em 1612 os ingleses haviam fundado sua primeira feitoria no golfo de Khambhat. A disputa entre os franceses e os britânicos pelo domínio da Índia se desenvolveu como uma extensão da Guerra dos Sete Anos na Europa. No decorrer das hostilidades, os britânicos terminaram de maneira efetiva com os planos franceses de controle político do subcontinente. Segundo as disposições do acordo de paz que se seguiu à guerra, o território francês na Índia se reduziu a uns poucos entrepostos (ver Guerras de Carnático). A desunião entre vários reinos e principados indianos prepararam o caminho para a dominação britânica de todo o subcontinente e as regiões contíguas, em especial a Birmânia. Enquanto aumentava o mal-estar na Índia, cresceu um movimento conspiratório entre os sipaios, as tropas indianas empregadas pela Companhia Britânica das Índias Orientais. Um levantamento geral, conhecido como a revolta dos sipaios, começou em 1857. Uma vez sufocada a rebelião, o Parlamento britânico aprovou o Acta para o Melhor Governo da Índia em 1858, que transferia a administração da Índia da Companhia das Índias Orientais à Coroa britânica. Em 1876 o governo britânico, então liderado por Benjamin Disraeli, proclamou a rainha Vitória como imperatriz da Índia. Nos últimos anos do século XIX e na primeira década do século XX, o nacionalismo indiano começou a ameaçar seriamente a posição britânica. Havia sido criada uma série de associações dedicadas à luta contra o mandato britânico. De todas, a mais influente era o Congresso Nacional Indiano, fundado em 1885. Essa organização, que contava com o apoio de muitos hindus e muçulmanos proeminentes, acelerou a tendência para a unificação nacional. Do ponto de vista cultural, o famoso poeta e educador Rabindranath Tagore realizou contribuições duradouras a favor da unidade da Índia. As lutas políticas continuaram depois da I Guerra Mundial. Como resposta ao grande aumento da atividade nacionalista, o Parlamento britânico aprovou as Leis Rowlatt, que suspenderam os direitos civis e estabeleceu a lei marcial em áreas nas quais haviam tumultos e levantes. Essas leis precipitaram uma onda de violência e desordens. Nesse período de tumultos, Mohandas K. Gandhi, um reformador social e religioso hindu, pediu aos indianos que enfrentassem a repressão britânica com a resistência passiva (Satyagraha). O resultado acabou com a matança de Amritsar. O movimento contra os britânicos ganhou maior importância. A característica mais destacada desta fase da luta era a política de Gandhi de não-violência, instituída em 1920. Combinado com métodos parlamentares de luta, o movimento demonstrou ser uma arma efetiva na luta pela independência. Em 1935, depois de uma série de conferências em Londres entre dirigentes britânicos e indianos, o Parlamento britânico aprovou o Government of Índia Act. Esta lei previa o estabelecimento de corpos legislativos autônomos nas províncias da Índia britânica, a criação de um governo central representativo das províncias e estados principescos e a proteção das minorias muçulmanas. Além disso, a lei previa uma legislatura nacional bicameral e um braço executivo sob o controle do governo britânico. Em grande parte influenciado por Gandhi, o povo indiano aprovou as medidas, que passaram a ser efetivas em 1937. Muitos membros do Congresso Nacional Indiano, entretanto, seguiram insistindo na independência completa. O plano para a federação demonstrou ser inviável pelo antagonismo entre os príncipes indianos e os radicais do Congresso Nacional Indiano, assim como as demandas muçulmanas de que os hindus teriam uma influência excessiva na legislação nacional. Como alternativa, a Liga Muçulmana advogava pela criação de um estado muçulmano independente (Paquistão). Esta proposta encontrou uma violenta oposição hindu. Com o início da II Guerra Mundial, o vice-rei da Índia, Victor Alexander John Hope, declarou guerra à Alemanha em nome da Índia. Este passo, dado de acordo com a Constituição de 1937, mas sem consultar os chefes indianos, afastou Gandhi e a importantes setores do Congresso Nacional Indiano. Grupos influentes dentro do Congresso, que apoiavam a postura de Gandhi, intensificaram a campanha por um autogoverno imediato como seu preço pela cooperação na guerra. O Congresso Nacional Indiano retomou a campanha de desobediência civil em 1940. Depois de uma nova onda de agitação contra os britânicos, em 1942 o governo britânico enviou propostas com a finalidade de satisfazer as demandas nacionalistas. Porém, esta resultou em fracasso por conta das objeções dos dirigentes do Congresso Nacional Indiano e da Liga Muçulmana. O movimento de desobediência civil foi reiniciado em 1942. Gandhi, Nehru e milhares de seus seguidores foram encarcerados e o Congresso Nacional Indiano ilegalizado. Em 1945, Nehru foi liberado do cárcere e uma nova onda de tumultos e manifestações contra os britânicos varreu o país. As negociações foram infrutíferas e o vice-rei britânico Archibald Wavell anunciou a formação de um governo provisório de emergência; um conselho executivo interino, liderado por Nehru e que incluía representantes de todos os grandes grupos políticos. Entretanto, a rivalidade entre muçulmanos e hindus aumentaram em algumas regiões. Em 1947, o primeiro-ministro britânico anunciou que seu governo renunciaria ao poder na Índia. A tensão política aumentou em todo o território, com sérias possibilidades de uma desastrosa guerra civil entre hindus e muçulmanos. Depois de consultar os dirigentes indianos, o vice-rei recomendou ao governo britânico a imediata divisão da Índia, como o único meio de evitar uma catástrofe. Em 15 de agosto de 1947, conforme estipulado na Lei de independência, foi estabelecido que a Índia e o Paquistão seriam estados independentes dentro da Commonwealth, com o direito de retirar-se ou permanecer dentro dela. O governo indiano optou por manter-se dentro. Os novos estados da Índia e do Paquistão foram criados a partir de critérios religiosos. As áreas habitadas pelos hindus foram destinadas à Índia e aquelas com maioria da população muçulmana ao Paquistão. Devido ao fato da maioria da população ser hindu, a maior parte dos territórios foram incluídos, durante a divisão, dentro da União Indiana, como se chamava o país. Depois da transferência do poder, a Assembléia Constituinte confiou a responsabilidade executiva a um conselho de ministros, com Nehru como primeiro-ministro. Para antecipar-se às disputas nas fronteiras, estabeleceu-se antes da divisão uma comissão de limites com um presidente neutro (britânico). Em Punjab, a linha de demarcação incluiu quase dois milhões de sikhs, tradicionalmente antimuçulmanos, sob a jurisdição do Paquistão. Teve lugar um êxodo maciço de muçulmanos do território da União até o Paquistão e de sikhs e hindus do Paquistão até o território da União, o que produziu constantes tumultos que agravaram as relações entre os dois estados. Kashmir, um estado principesco habitado sobretudo por muçulmanos, mas governado por um hindu, transformou-se em um grande foco de conflito entre a Índia e o Paquistão. Insurgentes muçulmanos apoiados por correligionários invasores procedentes da província da Fronteira Norte-ocidental do Paquistão, proclamaram o estabelecimento de um governo provisório de Kashmir; diante disso, o marajá hindu deste estado, anunciou sua entrada na União Indiana. Ao aprovar a decisão do marajá, o governo indiano mandou tropas à capital de Kashmir, Calcutá, principal objetivo dos insurgentes. As hostilidades rapidamente adquiriram grandes proporções e em 1948, o governo indiano formulou uma queixa perante o Conselho de Segurança da ONU, na qual acusava o Paquistão de prestar ajuda aos insurgentes muçulmanos. Os esforços pacificadores do Conselho de Segurança finalmente obtiveram êxito em 1949, quando tanto a Índia como o Paquistão aceitaram a proposta de um plebiscito sobre o futuro político de Kashmir, que se realizou sob os auspícios da ONU. Embora a Índia e o Paquistão tenham concordado, em 1949, com uma linha demarcando suas zonas respectivas de ocupação em Kashmir, as duas nações foram incapazes de resolver suas diferenças sobre os termos do plebiscito. A Assembléia Constituinte da Índia aprovou uma Constituição republicana para a União em 1949. Uma de suas características é uma cláusula declarando ilegal o conceito de que existia uma casta de “intocáveis”, antigo costume que havia condenado cerca de 40 milhões de hindus à degradação social e econômica. A Assembléia Constituinte se reconstituiu em um Parlamento provisório e Jawaharlal Nehru foi eleito primeiro-ministro. Os resultados das primeiras eleições gerais na República da Índia foram anunciados em 1952. O Congresso Nacional Indiano, o partido do governo, venceu em quase todos os estados constituintes. Rajendra Prasad foi eleito presidente. As conversações entre a Índia e o Paquistão sobre as disposições de um plebiscito para Kashmir terminaram em 1953 sem chegarem a um acordo. A Assembléia Constituinte de Kashmir aprovou por unanimidade a adesão à República da Índia no início de 1954. Em 1957, a Índia declarou o estado de Kashmir parte integrante da República da Índia, apesar das queixas do Paquistão perante a ONU. Durante a revolta tibetana de 1959, cerca de 9.000 refugiados tibetanos buscaram asilo político na Índia. Depois disso, houve vários choques nas fronteiras entre tropas chinesas e indianas e as primeiras penetraram no território indiano. Uma conferência para acabar com a disputa, que teve lugar em 1960, terminou sem adotar nenhuma solução positiva. Durante 1962 as disputas fronteiriças entre a China e a Índia tornaram-se cada vez mais tensas. No início deste ano, os indianos foram incapazes de frear o avanço chinês, que terminou quando Pequim anunciou o cessar fogo unilateral no final de novembro. Em 1964 morreu Nehru, que havia sido o primeiro-ministro desde a independência. Lhe sucedeu Lal Bahadur Shastri. O Paquistão seguiu requerendo o estado de Kashmir, de maioria muçulmana, onde em 1965 alguns incidentes envolvendo as guerrilhas paquistanesas e tropas indianas precipitaram uma guerra não declarada entre os dois estados. As hostilidades continuaram até as negociações entre Shastri e o presidente paquistanês, com mediadores soviéticos, que em 1966 tiveram como resultado um acordo de retirada de tropas. Depois da morte de Shastri, a filha de Nehru, Indira Gandhi, foi eleita para ser a nova primeira ministra. A guerra civil explodiu no Paquistão quando o governo nacional, dominado por paquistaneses ocidentais, reprimiu os esforços bengalêses de alcançar a autonomia para o Paquistão Oriental. Embora milhões de refugiados bengalêses atravessassem a fronteira para a Índia, as relações entre a Índia e o Paquistão Ocidental se agravaram. Em dezembro, a Índia se uniu à guerra em ajuda ao Paquistão Oriental e foi o primeiro país a reconhecer a nova nação de Bangladesh. As condições econômicas na Índia agravaram-se em meados da década de 1970. O desemprego crescia e se intensificavam as acusações de corrupção do governo. O candidato respaldado por Indira Gandhi, Fakhruddin Ali Ahmed, foi eleito presidente. Em 1975, Indira Gandhi foi declarada culpada de corrupção durante a campanha eleitoral de 1971. Enfrentou a perda de sua cadeira parlamentar e declarou o estado de emergência. Centralizou o poder em suas próprias mãos e implantou medidas duras para fomentar o desenvolvimento econômico e diminuir a taxa nacional da natalidade. Seus métodos, em especial a censura da imprensa e o sistema para obrigar à esterilização do povo como parte do controle da natalidade, produziram um grande ressentimento. Em 1977, Indira Gandhi convocou eleições gerais nas quais perdeu sua cadeira no Parlamento e o Partido do Congresso foi incapaz de obter a maioria no legislativo pela primeira vez desde 1952. O Partido Janata ganhou cerca da metade das cadeiras no Parlamento e seu dirigente, Morarji R. Desai, foi nomeado primeiro-ministro. Em 1979, depois de mais de dois anos no poder, o governo Janata perdeu sua maioria parlamentar. As eleições que tiveram lugar em 1980 deram uma grande vitória a Gandhi e a seu partido no Congresso, que voltou a ocupar o cargo de primeira ministra. Seu filho mais velho, Rajiv Gandhi, ocupou uma cadeira no Parlamento. Para apaziguar as demandas sikhs de autonomia para o Punjab, onde são maioria, Indira Gandhi apoiou a candidatura presidencial de Zail Singh, que em 1982 se tornou o primeiro chefe de estado sikh da Índia. Entretanto, continuou a agitação pela autonomia com uma série de incidentes terroristas e em 1983, Gandhi colocou o Punjab sob mandato presidencial. Em 31 de outubro, Indira Gandhi foi assassinada por membros sikhs de sua guarda pessoal, e Rajiv Gandhi prestou juramento como primeiro-ministro. A eleição como presidente de Ramaswami Venkataraman pareceu consolidar a posição de Gandhi. Durante a campanha eleitoral de 1991, Rajiv Gandhi morreu assassinado por um terrorista tamil. Os eleitores ultrajados deram a maioria parlamentar ao Partido do Congresso e P. V. Narasimha Rao, seguidor de Gandhi, converteu-se em primeiro-ministro. Em 1996, foi substituído por H.D. Dewe Gowda (membro da Terceira Frente) e este, um ano depois, por Inder Kuman Gujral (militante do Janata Dal). No início da década de 1990 aumentaram as tensões entre a Índia e o Paquistão sobre Kashmir. A partir de 1989 no Estado de Jammu e Kashmir há lutas esporádicas entre o exército indiano e os separatistas muçulmanos militantes, que querem tanto a formação de um estado independente como unir-se ao Paquistão. Em julho de 1997, um membro da casta dos intocáveis, Kocheril R. Narayanan, foi eleito presidente da República.


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    Inglaterra

    1.INTRODUÇÃO

    Inglaterra, país e parte constituinte da ilha da Grã-Bretanha que compreende, junto a Gales, a principal divisão do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte. A Inglaterra abrange todo o território da ilha a leste de Gales e ao sul da Escócia. A capital é Londres. Também é a capital do Reino Unido e a sede dos escritórios centrais da Commonwealth. Sua superfície é de 130.423 km2, incluindo as ilhas Scilly, situadas no oceano Atlântico, a ilha de Wight, próxima à costa meridional e a ilha de Man no mar da Irlanda, entre a Inglaterra e a Irlanda do Norte.

    2.TERRITÓRIO

    Um dos principais traços fisiográficos da Inglaterra são as profundas encostas litorâneas, que criaram excelentes e diversos portos naturais, entre os quais se destacam Newcastle-upon-Tyne, Middlesborough, Southampton, Bristol e Liverpool. A principal região montanhosa, os montes Peninos, é a região mais importante do norte da Inglaterra. A região central é conhecida como os Midlands e abrange os Fens, uma vasta área pantanosa após séculos de obstrução de alguns rios, como o Ouse e o Witham. Ao sul do canal de Bristol situa-se um planalto que culmina nas montanhas e terrenos ermos de Cornwall, Devon e Dartmoor. Desde Salisbury, ao sul da Inglaterra, estendem-se inúmeras cordilheiras em muitas direções. O clima é moderado pelos mares que contornam a ilha e quente devido à corrente do Golfo, mas relativamente temperado para a latitude em que se encontra.

    3.POPULAÇÃO

    A maioria dos habitantes descendem dos primeiros povos celtas e das posteriores invasões de romanos, anglo-saxões, dinamarqueses e normandos. Para obter mais informações sobre a língua e literatura. Ver Língua inglesa; Literatura inglesa. A população, em 1991, era de 48.378.000 habitantes. A densidade demográfica, de aproximadamente 371 hab/km2. Em 1991, a população das principais cidades era: Londres com 6.378.600 habitantes, Birmingham com 934.900 habitantes, Liverpool com 448.300 habitantes, Manchester com 432.600 habitantes, Sheffield com 500.500 habitantes e Bristol com 370.300 habitantes. A Igreja anglicana é predominante. A segunda religião mais importante é a católica. Entre as inúmeras confissões protestantes encontram-se a metodista (a mais freqüente), a Igreja reformista unida e a Igreja presbiteriana da Inglaterra. Há também comunidades muçulmanas e judias.

    4.HISTÓRIA

    No I milênio a.C., os celtas invadiram as ilhas britânicas submetendo os habitantes das ilhas. Seus sacerdotes, os druidas, dominavam a sociedade. No ano 409, Roma abandonou a Britânia após uma fraca romanização. Os chefes britânicos, principalmente cristãos, governaram pequenos e instáveis reinos. Em meados do século V, os romanos continuaram contratando mercenários germânicos para se defenderem dos povos guerreiros do norte (pictos e escotos). Esses mercenários se rebelaram contra seus chefes britânicos e por volta do século VII começaram a fundar reinos germânicos em toda a ilha. Ver Lenda do rei Artur. Os invasores tinham diversas origens: anglos, saxões, frísios, jutos e francos, mas sua cultura, conhecida como anglo-saxônica, era semelhante. Por volta do século VII havia sete reinos germânicos: Nortúmbria, Mércia, East Anglia, Essex, Wessex, Sussex e Kent. No ano 937, com a batalha de Brunanburh, foi criado um governo unificado para toda Inglaterra. O rei governava com a ajuda de um conselho de assessores que participava na promulgação das leis e supervisionava a eleição dos reis. Guilherme I, o Conquistador, deu à Inglaterra um novo impulso. O feudalismo normando foi a base da redistribuição da terra entre os conquistadores e na Inglaterra surgiu uma nova aristocracia e uma renovada estrutura social e política. A Inglaterra se afastou da Escandinávia para beneficiar a França, uma orientação que manteria durante 400 anos. Quando Guilherme morreu em 1087, legou a Inglaterra ao seu segundo filho, Guilherme II e a Normandia ao seu filho mais velho, Roberto. Com o tempo, Henrique I (seu terceiro filho), conseguiu ambos os reinos: a Inglaterra em 1100, quando morreu Guilherme II e, em 1106, Henrique conquistou a Normandia. Henrique II, conde de Anjou e neto de Henrique I, subiu ao trono em 1154 (ver Dinastia Plantageneta). Acabou com a anarquia e desenvolveu o direito consuetudinário, que foi aplicado em toda Inglaterra pelos tribunais do reino. O reino de Henrique abrangia mais da metade da França e o reinado sobre a Irlanda e a Escócia. Seus filhos conspiraram contra ele em várias ocasiões, apoiados pelos reis da França e pela sua própria mãe, Leonor de Aquitânia. João sem Terra, filho de Henrique, perdeu a Normandia em 1204. Em 1213, após uma longa luta com o papa Inocêncio III sobre a investidura de Stephen Langton como arcebispo de Canterbury, reconheceu finalmente que a Inglaterra era um feudo papal. Tudo isso precipitou a disputa com a nobreza que cansada do seu despotismo, negou-se a participar na reconquista da Normandia. Quando João morreu em 1216, os barões admitiram como rei seu filho Henrique III e assumiram o controle do governo, confirmando a Magna Carta em 1225. Com Eduardo I, que reinou entre 1272 e 1307, o antigo conselho feudal do rei foi desenvolvido até ser criado um Parlamento que no século seguinte se dividiu em duas câmaras: Lordes e Comuns. Após a Guerra dos Cem Anos e o conflito dinástico conhecido como a guerra das Duas Rosas (1455-1485), a dinastia Tudor foi instaurada. Henrique VIII, que reinou entre 1509 e 1547, venceu em 1513 os franceses e logo depois os escoceses. Sua esposa, Catarina de Aragão, deu-lhe seis filhos, mas só uma, a futura Maria I, atingiu a idade adulta. Desejando um filho e entusiasmado por Ana Bolena, Henrique solicitou ao Papa o divórcio mas, como não lhe foi concedido, fundou aIgreja Anglicana, sendo seu principal chefe e rejeitando a autoridade de Roma mas mantendo o dogma católico. Thomas Cromwell, conde de Essex, um dos grandes administradores de Henrique, supervisionou as mudanças revolucionárias que ocorreram a partir de 1530, a ruptura com Roma e a dissolução dos mosteiros, a nova ampliação do Parlamento, principalmente da Câmara dos Comuns, como também a criação de uma nova estrutura burocrática com o Conselho Privado e com outras instituições controladas pelo reino. Ver Reino Unido. Elizabeth I ajudou os rebeldes protestantes na Holanda espanhola. Seus navios derrotaram a Invencível Armada em 1588 evitando a invasão da Inglaterra. Em 1603 a Irlanda foi conquistada. A ascensão ao trono do rei escocês Jaime I da Inglaterra, que reinou entre 1603 e 1625, uniu as coroas da Inglaterra e da Escócia. Os puritanos estavam cada vez mais insatisfeitos com a Igreja da Inglaterra, que consideravam católica demais. Ver Conspiração da Pólvora. Durante o reinado de Carlos I, entre 1625 e 1649, enfrentaram-se o rei defensor de uma monarquia por direito divino e o Parlamento, que insistia em manter a independência. O presidente do Tribunal Supremo, Edward Coke, apoiou a decisão do Parlamento de processar os ministros do rei (1621) e contribuiu para a criação da Petição de direitos, em 1628. Da mesma forma que a Carta Magna, obrigava Carlos I a admitir que havia limites na sua autoridade. Os parlamentares finalmente ganharam a guerra civil inglesa, graças ao apoio da Escócia e também devido à liderança militar de Oliver Cromwell, que expulsou do Parlamento todos os membros da oposição. O Parlamento Rabadilla baniu a monarquia junto com a Câmara dos Lordes, estabelecendo um regime republicano (a Commonwealth) na Inglaterra. Um novo Conselho de Estado, que dependia do Exército, foi criado e diante da tão pobre legitimidade do Parlamento, Cromwell tornou-se o dono da situação. Entre 1649 e 1651 ele submeteu a Irlanda e a Escócia, que logo se incorporaram a Commonwealth. Através de um texto adotado pelo Conselho de Estado e apoiado pelo Novo Exército (conhecido como Instrumento de Governo), Cromwell assumiu o poder da nação, com o título de lorde protetor da República da Inglaterra, Escócia e Irlanda. Após a morte de Cromwell em 1658, o general George Monck, preparou o retorno do exílio de seu filho mais velho, o rei Carlos I. Em 1673, a Test Act excluiu os católicos dos cargos públicos. A conspiração papal de 1678 e a ação de não incluir Jaime, o irmão católico do rei, no próximo reinado, mostrou duas tendências políticas, os whigs, que defendiam a supremacia do Parlamento e que solicitavam a expulsão dos católicos do trono inglês e os tories, que eram anglicanos, partidários da prerrogativa real e que não estavam contra Jaime, sempre que oferecesse garantias no terreno religioso. O rei morreu em 1685, e o trono passou para Jaime II. Seus opositores, incitados pela Declaração de Indulgência de 1688, que favorecia os católicos, e pelo nascimento de um filho possibilitando uma sucessão católica, pediram a Guilherme III que constituísse um governo provisório. Esta revolução foi chamada de Revolução Gloriosa. Ver Jacobitas. Antes de que a filha de Jaime II, Ana, chegasse ao trono em 1702, todos os seus filhos já haviam morrido. Para evitar o retorno dos Stuart católicos, o Parlamento aprovou em 1701 a Ata de Estabelecimento, que permitia a ascensão ao trono de uma protestante, a eleitora de Hannover, Sofia, neta de Jaime I e seus descendentes. Os escoceses aceitaram as Union Act de 1707, cujo resultado foi a fusão dos reinos e a criação do Reino Unido da Grã-Bretanha.


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    Irão

    1.INTRODUÇÃO

    Irã, república do sudoeste da Ásia, limita-se ao norte com a Armênia, o Azerbaijão, o Turcomenistão e o mar Cáspio, a leste com o Afeganistão e Paquistão, ao sul com o golfo de Omã, o estreito de Ormuz e o golfo Pérsico e a oeste com o Iraque e a Turquia. Tem 1.648.000 km2 de extensão territorial. Até a década de 1930, o Irã era conhecido com o nome de Pérsia. A capital é Teerã.

    2.TERRITÓRIO

    O Irã caracteriza-se por ter um planalto central contornado por montanhas em quase toda sua extensão. Até o norte, estendendo-se em paralelo à costa sul do mar Cáspio, encontram-se os montes Elburz. Ao longo da fronteira ocidental, erguem-se os montes Zagros, que se estendem para o sudeste até atingir a região que margeia o golfo Pérsico. Além da estreita planície litorânea, a única zona relativamente plana é a planície de Khuzistão, a oeste. Dois grandes desertos ocupam grande parte do centro do Irã, o Dasht-i-Lut, coberto por areias e rochedos, e o Dasht-i-Kavir, coberto de sal em algumas partes. O Irã pode ser dividido climaticamente em três grandes regiões: as costas do golfo Pérsico e o golfo de Omã, extremamente quentes, as terras altas centrais de temperatura moderada, porém árida, e as terras extremamente frias dos montes Elburz.

    3.POPULAÇÃO E GOVERNO

    Cerca da metade da população (46%) é persa e descende dos povos indo-europeus que chegaram no II milênio a.C. O resto da população é composta por azeris (17%), curdos (9%), gilanis, lumis, mazandarais, baluquis, árabes e baktiaris. A população, segundo estimativas para 1993, era de 63.369.809 habitantes, com 39 hab/km2 de densidade média. As principais cidades são: Teerã com 6.475.527, em 1991, Mashhad e Isfahan. O idioma oficial é o persa moderno ou farsi, uma língua indo-iraniana (ver Língua persa; Literatura árabe; Literatura persa). A religião oficial é o xiismo, uma crença islâmica seguida por 94% da população. Os muçulmanos sunitas constituem 8%, existindo ainda comunidades menos desenvolvidas de cristãos, judeus, zoroastristas e bahais (ver Arte e arquitetura do Irã). A Constituição de 1979 instaurou a República Islâmica, onde os preceitos do Islã são a base das relações sociais, políticas e econômicas. Um dirigente religioso chamado de faqih, supervisiona a atividade do governo. O presidente, eleito por sufrágio, comanda o poder executivo, além de ser o chefe do estado. O poder legislativo é exercido por um parlamento unicameral chamado Majlis.

    4.ECONOMIA

    Em 1994, o produto interno bruto era de 74,2 bilhões de dólares. A moeda é o rial. Os principais cultivos são: trigo, batata, cevada, uva e arroz. Há também uma importante criação de gado. Mesmo que a pesca comercial seja relevante para a economia, ainda não se desenvolveu completamente. O caviar do Irã é considerado um dos melhores do mundo. O país se destaca pela produção de petróleo e seus principais campos petrolíferos estão entre os mais ricos do mundo. Sua atividade industrial se concentra na indústria petroquímica, têxtil, de alimentos, fabricação de equipamentos eletrônicos, material de construção, siderurgia do aço e fabricação de veículos.

    5.HISTÓRIA

    A derrota do império sassânida pelos árabes significou uma mudança definitiva para o Irã. Seu território foi incorporado ao Califado, regido em princípio de Medina e mais tarde de Damasco e Bagdá. A partir desse momento, o Irã seria uma nação muçulmana. Em meados do século XI, os turcos selêucidas conquistaram o Irã, que passou a ser dominado nos séculos subseqüentes pelos mongóis, sob o comando de Gengis Khan e Tamerlão, e finalmente pelos turcomanos. O poder turcomano terminou com Ismail I, que foi proclamado xá, marcando o início da dinastia safávida (1502-1736) e o estabelecimento da doutrina xiita como religião oficial do Irã. O reinado de Ismail se caracterizou por um conflito com o império otomano que só acabaria um século depois, com a toma de Bagdá em 1623 pelo xá Abbas I o Grande. No decorrer do século seguinte, o Irã iniciou uma lenta decadência, até que em 1722 o país foi conquistado por um exército de afegãos sunitas liderados por Mir Mahmud. Aproveitando a confusão existente no Irã, a Rússia e a Turquia fizeram um acordo para desmembrar o país. Um exército nacional iraniano, liderado pelo caudilho que expulsou os afegãos em 1729 e que, em 1736, tomou posse com o nome de Nadir Xá, expulsou os russos e os turcos, terminando com a ocupação estrangeira em território iraniano. Nadir Xá reinou entre os anos 1736 e 1747. Os séculos XIX e XX testemunharam a luta entre a Grã-Bretanha e a Rússia pela hegemonia sobre o Irã. O aumento do poder estrangeiro e a fraqueza e corrupção dos seus governantes provocaram, no início do século XX, o aparecimento de um movimento nacionalista que reivindicava o estabelecimento de um governo constitucional. Em 1906, o xá Muzaffar al-Din, que reinou entre os anos 1896 e 1907, foi obrigado pela população a convocar a primeira Assembléia Nacional. Essa Assembléia tinha o objetivo principal de redigir uma constituição de cunho liberal. Apesar da neutralidade do Irã na I Guerra Mundial (1914-1918), seu território foi testemunha de várias batalhas pelo controle de seus campos de petróleo entre as forças aliadas da Rússia e Grã-Bretanha e da Turquia. Reza xá Pahlevi estabeleceu um novo governo independente, através de um golpe de estado, e em 1925 foi proclamado xá. Durante seu reinado, o sistema judiciário foi modificado, iniciou-se um programa de ocidentalização, os direitos feudais acabaram e começou um programa de modernização da economia do país a longo prazo. Na II Guerra Mundial, a Grã-Bretanha e a URSS ocuparam algumas áreas do país para proteger os campos petrolíferos de uma provável incursão alemã. Os aliados assumiram o controle do sistema de comunicações do Irã e Reza Pahlavi, que simpatizava com os interesses do Eixo, abdicou. Seu filho, Mohamed Reza xá Pahlevi, o sucedeu no trono adotando uma política favorável aos aliados e concordando com as reformas liberais que o parlamento queria impor. Em 1943, o governo iraniano protestou por causa do total isolamento a que foi submetida a zona de ocupação por parte da URSS. Esta disputa foi resolvida na Conferência de Teerã, onde surgiu a Declaração sobre a independência, soberania e integridade territorial do Irã. As grandes dificuldades econômicas que surgiram na primeira metade de 1950 geraram uma grave crise política. O general Ali Razmara assumiu o cargo de primeiro-ministro. Sua política conseguiu melhorar a situação econômica do país, mas se opôs radicalmente à nacionalização da indústria do petróleo. Foi assassinado em 1951. Mohamed Hidayat Mossadegh o sucedeu no cargo como dirigente do Partido da Frente Nacional. Defendeu também a nacionalização das empresas de petróleo. Em 1953, o Majlis ampliou os poderes ditatoriais de Mossadeg, mas logo depois os dois poderes entraram em conflito por causa da repercussão internacional da nacionalização das companhias petroleiras, em sua maioria inglesas. O mandatário dissolveu a câmara de deputados e o xá, que se opunha a muitas das medidas adotadas, o destituiu. Mossadegh negou-se a abandonar o cargo e seus seguidores levantaram-se contra a monarquia, obrigando Reza Pahlevi a partir para o exílio. Mas o boicote econômico das potências ocidentais e a aceitação de uma aliança com a União Soviética enfraqueceram a posição de Mossadeg. Após a vitória dos partidários do xá, conseguida com a ajuda dos serviços secretos ingleses e norte-americanos, o general Fazlollah Zahedi foi nomeado primeiro-ministro e começou a governar. O xá aumentou seu controle sobre o governo, mantendo uma estreita aliança com os Estados Unidos. Em 1960, o Irã reconheceu o estado de Israel, dificultando as relações como o Egito. Por isso, a Liga Árabe estendeu ao Irã o boicote que exercia contra Israel. A coroação oficial do xá foi celebrada em 1967, embora já estivesse na direção do país fazia 26 anos. No momento da coroação, o poder do xá era quase absoluto e pretendia estabelecer uma política exterior mais independente dos Estados Unidos, mas estreitando suas relações com os países do Leste, enquanto se aproximava do mundo árabe, com exceção do Iraque, com que disputava territórios. Apesar da prosperidade na década de 1970, devido em grande parte aos lucros do petróleo, a oposição ao xá foi se generalizando, incentivada por dirigentes religiosos conservadores. Em 1978 produziram-se distúrbios em várias cidades do Irã, liderados por xiitas, fundamentalistas islâmicos que pretendiam que a nação fosse regida pela sharia ou lei islâmica. Esses distúrbios eram comandados de Paris pelo aiatolá Ruhollah Khomeini, exilado desde 1963. A repressão levada a cabo pela polícia secreta, com uso freqüente da tortura e prisões arbitrárias, deu maior impulso à resistência que rapidamente, insuflada das mesquitas pelos sacerdotes, virou uma revolução. A nomeação de um primeiro ministro moderado foi feita tarde demais, e Mohammed Reza Pahlevi teve que abdicar e deixar o país. Após a derrota do xá, Khomeini, apoiado pelo clero xiita e por amplos setores da população, liderou a instauração de uma república islâmica. Em 1979, foi aprovada uma nova constituição e em janeiro de 1980 celebraram-se eleições para um novo presidente. O fundamentalista Muhammad Ali Rajai foi nomeado primeiro-ministro. Enquanto isso, algumas minorias étnicas do Irã, como os curdos do oeste, os azeris do norte e os árabes do Khuzistão deflagraram uma guerra para lutar pela sua autonomia. Em setembro de 1980, o Iraque exigiu a autonomia para a minoria árabe. Quando o Irã rejeitou estas demandas, o Iraque invadiu o Irã, iniciando a Guerra Irã-Iraque. Em 1981, o Parlamento fundamentalista e o primeiro-ministro Rajai, derrotaram o presidente Bani Sadr, que foi destituído de seu cargo, substituído por Rajai na presidência. Após as eleições gerais de outubro, Ali Kamenei tornou-se o terceiro a ocupar a presidência da República nesse mesmo ano, enquanto Husein Musavi era eleito primeiro-ministro. Quando Khomeini morreu em 1989, o presidente Kamenei o sucedeu no cargo como Guia da Revolução (equivalente à chefia de estado no Irã, desde a revolução). Hashemi Rafsanjani foi eleito presidente. O Irã condenou tanto a invasão iraquiana no Kuwait durante a Guerra do Golfo Pérsico quanto o posterior deslocamento de tropas dos Estados Unidos na Arábia Saudita, mas reatou as relações diplomáticas com o Iraque, que por sua vez, renunciou às suas pretensões territoriais no Irã. A facção que apoiava Rafsanjani conseguiu a maioria no Parlamento em 1992, e ele mesmo foi reeleito em junho de 1993. Nos anos seguintes o Irã, acusado pelos Estados Unidos de ser o promotor do terrorismo internacional, sofreu um verdadeiro cerco econômico e diplomático, vendo reduzir-se os investimentos estrangeiros e sofrendo um embargo econômico semelhante ao que afetava países como Cuba ou Líbia. Mas a insistência em posturas radicais como a condenação à morte do escritor Salman Rushdie, a repressão das minorias nacionais e a segregação das mulheres reduziu muito o apoio internacional que o país pudesse ter. Em 1997, o governo iraniano foi responsabilizado pelo assassinato de quatro militantes nacionalistas curdos na Alemanha, pela Suprema Corte de Berlim. Nas eleições parlamentares de 1996, a Sociedade do Clero Iraniano, partido dos aiatolás, perdeu a maioria no Parlamento. Nas eleições presidenciais de maio de 1997, o moderado Sayed Mohammad Khatami teve apoio popular para enfrentar e derrotar Ali Nateq Nouri, candidato dos religiosos de direita. O governo de Khatami não tem sido fácil, devido à oposição dos radicais xiitas e da direita clerical, mas tem tido êxito em melhorar a imagem externa do seu país. Em setembro de 1998 garantiu que seu governo não tomará qualquer medida para fazer cumprir a pena de morte contra Rushdie, ainda que não tenha poderes para revogá-la, e em dezembro fez uma visita à Itália durante a qual manteve uma histórica entrevista com o papa João Paulo II. Em fins de fevereiro de 1999, seus partidários obtiveram uma considerável vitória nas primeiras eleições municipais realizadas desde a revolução islâmica, vencendo nas maiores cidades e obtendo a totalidade dos cargos no Conselho Municipal de Teerã. Mas o aspecto mais importante da derrota eleitoral dos aiatolás foi que, dos 200 mil cargos municipais em disputa, 4 mil foram preenchidos por mulheres, que tinham sido duramente segregadas desde os tempos de Khomeini.


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