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Tópico: Conflitos Regionais

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    Padrão Conflitos Regionais



    INTRODUÇÃO: A DESCOLONIZAÇÃO DA ÁSIA E DA ÁFRICA

    Apesar de ter sido durante a 1º Guerra Mundial (em regiões Asiáticas) que começaram a se formar os movimentos nacionalistas que propunham a libertação dos povos dominados por potências imperialistas européias, a descolonização da Ásia e da África, só foi possível, depois que a 2º Guerra Mundial terminou, porque ouve o declínio dos países europeus e porque o avanço do nacionalismo estimularam os movimentos de libertação .


    A DESCOLONIZAÇÃO DA ÁSIA

    *

    Independência da Índia

    A Índia era um país bastante misturado, havia evidente diferenças sociais, falavam-se mais de 15 línguas, com 845 dialetos e muitas religiões, sendo o Hinduísmo e o Islanismo as religiões que predominavam, e para retardar a libertação, a Inglaterra estimulava a rivalidade que havia entre Hindu e Muçulmanos .

    Foi na Índia que o movimento nacionalista pró- independência ganhou força, comandado pelo partido do Congresso Nacional Indiano, que tinha como principais líderes Nehru e Mahatama Gandhi * , esse partido, defendia a autonomia política; uma confederação democrática; modernização do estado; igualdade política para todas as religiões, etnias e classes; reformas sociais ; econômicas e administrativa .

    * Mahatama Gandhi- Considerado a maior figura da luta nacional indiana, Gandhi dedicou a vida à luta pela independência de seu país, e quando em 1920 assumiu a liderança do movimento, pregou resistência pacífica, recorreu à jejuns, marchas e desobediência civil .

    Ao final do conflito mundial, a Inglaterra, com o seu poder econômico e militar abalado, foi obrigado a conceder a independência da Índia, em 1947 por não poder manter o domínio colonial .

    Depois da independência , o país que tinha rivalidades internas não permaneceu unificado, se dividiu em dois estados soberanos :

    - República União Indiana, de maioria Hinduísta, governada por Nehru .

    - República do Paquistão, ( Dividida em oriental e ocidental ) De maioria Muçulmana, governada por Ali Jinnah que era chefe da liga Muçulmana .

    Mais tarde , uma ilha situada ao sul da Índia formou um outro estado de nome República do Sri Lanka.

    *

    Independência da Indonésia

    No séc. XVII, na Indonésia , suas principais ilhas Java e Sumatra Passaram a fazer parte do domínio colonial dos Países Baixos, mas os japoneses acabaram ocupando a região e prometeram autonomia para o país .

    Em 1945, com a derrota do Japão na 2º Guerra Mundial, foi declarada a independência da Republica Indonésia, mas a Holanda não reconheceu e iniciou-se um período de lutas entre o exercito holandês e os guerrilheiros nacionalistas, e foi em 1949, depois da medição da ONU e dos EUA, que estavam interessados em estabelecer sua influência na região, que q Holanda reconheceu a independência da Indonésia .

    *

    Independência da Indochina

    As regiões do Vietnã, Laos e Camboja , faziam parte da antiga Indonésia . A região do Camboja (que era formado pela fundação Funã) em 1863, tornou-se protetorado Francês . Em 1940 o Japão dominou toda a Indochina, e então no Vietnã formou-se um movimento nacionalista para lutar contra os invasores denominado Vietminh (Liga Revolucionária para a independência do Vietnã), Liderado por Ho chiminh, que em 1931, fundou o partido Comunista Indochinês.

    No decorrer da Guerra do Vietnã, o território do Camboja sofreu infiltração dos vietcongues que estavam à procura dos inimigos, e Camboja até então neutro, mobilizou-se; Junto à uma sucessão de golpes de estado, verificou-se uma guerra sangrenta que dizimou sua população pelo genocídio, doenças e fome .Com a derrota do Japão na Guerra , Ho Chiminh proclamou a independência da República Democrática do Vietnã embora a França não tenha reconhecido . Em 1954 foi convocada a conferência de Genebra para restabelecimento da paz, que serviu também para dividir o Vietnã em dois estados : Vietnã do sul com capital Saigon, e o Vietnã do Norte, com capital em Hanói reconhecer a independência de Laos, Camboja e Vietnã .



    A DESCOLONIZAÇÃO DA ÁFRICA

    *

    Independência da Argélia

    Interessados na exploração econômica , a França na primeira década do séc. xIx, dominou a Argélia . Em 1954, formou-se a frente de Libertação Nacional (FLN) que usando a tática da guerrilha, iniciou a guerra da independência contra os colonizadores, mas a França com o objetivo de sufocá-los, cometeram várias atrocidades , como atrocidades e torturas ; quando em 1958 o general De Gaulle assumiu o governo da França, começou-se a negociação da independência da Argélia, e só em 1962 após um período de complicadas negociações entre os líderes da Frente de Libertação Nacional, o governo francês e os franceses que moravam na Argélia, a independência foi reconhecida .

    *

    A guerra do Congo

    O Congo foi colonizado na 1º década do séc. xx , pela Bélgica ; na década de 50, o líder nacionalista Patrice Lumumba, passou a lutar pela libertação do Congo, desencadeando agressivas manifestações populares . Em 1960, muitos belgas abandonaram a região, e a Bélgica concedeu independência ao Congo, mais Moisés Tshombe, governador da província de Katanga , iniciou um movimento de caráter separatista, que foi apoiado por tropas mercenárias belgas e financiado por empresas internacionais (interessadas nas riquezas minerais) .

    Com o apelo do governo, a ONU enviou uma força de paz à região, que não resolveram muita coisa e se retiraram em 1964, deixando o país praticamente unificado, mas Tshome tentou se apossar do poder e provocou uma nova rebelião .

    *

    Independência das Colônias Portuguesas

    As colônias portuguesas Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, e os arquipélagos de Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, foram as que mais tardiamente conseguiram sua libertação.

    Em 1961, a luta pela independência teve início em Guiné-Bissau, e foi comandada pelo fundador do partido da Independência de Guiné-Bissau e Cabo Verde (PAIGC),Com o seu assassinato, Luís Cabral assumiu o comando do movimento, proclamando a independência; Em 1974, com a queda do regime fascista em Portugal, o novo governo reconheceu a independência de Guiné-Bissau. No ano seguinte, Portugal também reconheceu a independência de Cabo Verde .

    Em Moçambique, afrente de libertação de Moçambique (FREMILO), fundada por Eduardo Mondlane, iniciou, em 1964, um movimento armado contra o colonialismo português, vários dos confrontos entre as duas forças terminaram com a derrota dos portugueses, e em 1975 o governo democrático de Portugal reconheceu a independência da república Popular de Moçambique .

    Agostinho Neto fundou o movimento Popular pela Libertação de Angola (MPLA), mas ouve também, outras organizações com o mesmo objetivo ; após a queda do salazarismo em Portugal, foi assinado em 1974, o Acordo de Alvor, que estabelecia a independência de Angola para o ano seguinte . O arquipélago de São Tomé e Príncipe, conseguiu se libertar do domínio Português em 1975 .



    A guerra da Coréia ( 1950-1953)

    Essa guerra ocorreu no apogeu da guerra fria. Esse conflito violento envolveu os EUA e a URSS, quando a Coréia do Norte (apoiada pelos soviéticos) invadiu a Coréia do sul (apoiada pelos americanos) e quase ocorrendo um conflito mundial. A China comunista participou da guerra ao lado dos soviéticos. O conflito se assinalou pela intervenção militar direta dos EUA, ao qual se juntaram contingentes da ONU, a pz foi assinalada em 27 de julho de 1953 e estabeleceu a divisão do território em dois países: Coréia do Norte socialista e Coréia do sul influenciada pelos EUA.

    A Guerra do Vietnã (1961-1975)

    Ocorreu após a independência do domínio francês em 1974, pois o Vietnã estava dividido em dois governos: no norte, a República Democrática do Vietnã (apoiada pelos socialistas) e, no sul, a República do Vietnã (apoiada primeiro ministro Ngo Dinh Dien e pelo mundo capitalista). A unificação deveria ocorrer através de eleições, mais isso não foi possível pois o governo do Vietnã do Sul não permitiu que as eleição se realizassem. Os comunistas organizaram a resistência ao regime, criando, em 1960, a Frente de Libertação Nacional (FLN) e, em 1961, o exército de libertação nacional, o Vietcong.

    O conflito entre as duas repúblicas levou os EUA a intervirem militarmente para garantir o governo do sul, Saigon. Através de técnicas de guerrilha, o Vietnã do Norte promoveu uma longa guerra. Em resposta a esse movimento o governo do presidente John Kennedy, dos EUA, aumentou para quinze mil o número de conselheiros militares norte americanos no Vietnã do Sul, criando um comando militar na região. Em 1963 a tensão pública se agravou com o assassinato do primeiro ministro. O governo norte americano resolveu intervir militarmente e em agosto de 1964 ordenou ataques aéreos do Vietnã do Norte. A partir daí a guerra se generalizou no país: o Vietnã do Sul e as forças norte americanas passaram a lutar contra as tropas do Vietnã do Norte e contra o Vietcong, de 1964 a 1969 os efetivos norte americanos na área passaram de 148 000 para 541 000 homens.

    Em 1968, o Vietcong conseguiu ocupa a cidade Hue, antiga capital religiosa do Vietnã. Os EUA determinou a suspensão dos bombardeios, iniciando um recuo norte americano. Em maio de 1968 em Paris iniciaram as negociações entre o Washington e Hanói (capital do Vietnã do norte); no ano seguinte foram administradas na conversações as representantes de Saigon (capital do Vietnã do sul) e da Frente de Libertação Nacional (FLN).

    As conversações se arrastavam sem qualquer solução; nos EUA crescia as manifestações contrárias à manutenção da guerra a medida que iria sendo divulgada pela TV, a violência e os constantes ataques norte-americanos a população das cidades e de aldeias camponesas em defesas, além da devastação das plantações e os recursos minerais, provocada pelo uso de agentes químicos proibido por convenções internacionais.

    Em 1970 porém contrariando a união pública do país e a internacional o novo presidente dos EUA, ampliou o conflito bombardeando o Camboja sob o pretexto de eliminar "redutos". Em 1972 as tropas norte-americanas atacaram a capital norte-vietnamista. O Vietnã do norte, a Frente de Libertação Nacional (FLN) e o Vietcong resistiram porém em 1973 pressionado pela opinião pública do país, os EUA saíram do país. Em 1975 com a vitória dos nortistas o país foi unificado pelo regime socialista.

    O fim da Guerra do Vietnã não significou, porém, a paz na região. Além dos graves problemas internos determinados pela divergência política-ideológica, que não foram eliminadas pelo conflito e pelos efeitos devastadores das lutas, o Vietnã defrontou-se com os países fronteiriços: com o Camboja em 1977, com a China, que em 1979 chegou a invadi-lo por 15 dias, e com a Tailândia, em 1990.



    África do Sul: a violência do racismo

    A República Sul-Africana foi a nação em que o racismo mais teve influência na política. Sua antiga Constituição incluía artigos de clara segregação racial e discriminação entre os cidadãos, conhecidos como leis do "apartheid".

    O apartheid atingia a habitação, o emprego, a educação e os serviços públicos. Foi implantado para favorecer a permanência no poder de uma minoria branca. Mas, a partir de 1990, Frederick de Klerk, sucessor de Pieter Botha, vendo-se acuado pelas pressões estrangeiras, condena oficialmente o apartheid e liberta líderes políticos, entre eles Nelson Mandela.

    Shaperville, 21 de março de 1960. Vinte mil negros protestam contra a lei que os obriga a portar cartões de identificação. O exército atira sobre a multidão. Saldo: 67 mortos e 186 feridos. O Congresso Nacional Africano, que é o maior grupo organizado de oposição ao apartheid, responde à brutalidade do ataque abandonando a política de não-violência. O líder do movimento, Nelson Mandela, viria a ser preso e sentenciado à prisão perpétua.

    A África do Sul tem uma população de cinco milhões de brancos, 29 milhões de negros, 2 milhões de mulatos e um milhão de asiáticos. O governo é composto quase exclusivamente de brancos.

    A África do Sul é um país de grande importância estratégica para o mundo ocidental. Ao longo de sua costa viajam quase todos os navios que transportam petróleo para o Ocidente. A África do Sul é rica em ouro, diamantes, carvão, ferro, minérios, cromo e urânio, vital para a indústria militar.

    Os colonizadores brancos, vindos na maioria da Holanda - mas muitos também da França -, começaram a chegar à África do Sul no século XVII. No final do século XVIII, explodiu a guerra entre eles e os bantos da África Central, que já habitavam a região. Os colonizadores ingleses só começaram a chegar em maior número, depois de 1814. As tensões entre holandeses e ingleses culminaram na Guerra dos Bôeres, que prolongou-se de 1888 a 1902.

    Ao final da Segunda Guerra Mundial, as leis de segregação racial na África do Sul eram semelhantes às que haviam nos Estados Unidos. Quando o Partido Nacional subiu ao poder, em 1948, tratou de montar um aparelho de repressão mais eficiente, com o objetivo de reforçar o apartheid. O apartheid estabelece a existência de quatro grupos: brancos, negros, mulatos e asiáticos. Estes grupos deveriam viver em territórios separados, designados pelas autoridades. No ponto mais baixo da escala social ficavam os 29 milhões de negros. Estes trabalham nas minas, sob a autoridade de capatazes brancos, e vivem em guetos miseráveis e superpovoados. A minoria de cinco milhões de brancos goza de alto padrão de vida e detém todo o poder.

    1986. A comunidade internacional, condenando o apartheid, determina várias sanções econômicas contra a África do Sul. O regime começa a se deteriorar. Ondas de violência varrem o país.

    5 de julho de 1989. O presidente sul-africano Pieter Botha entrevista-se com Nelson Mandela para preparar sua libertação. Mas, foi o seu sucessor na liderança do Partido Nacional, Frederick de Klerk, que no dia 2 de fevereiro de 1990 anuncia no Parlamento as primeiras medidas para pôr fim ao sistema de apartheid. Liberaliza o Congresso Nacional Africano, o Congresso Pan-Africano e o Partido Comunista Sul-Africano.

    11 de fevereiro. Nelson Mandela, líder do Congresso Nacional Africano, preso por 28 anos, é libertado. 1991. Negociações multirraciais são iniciadas para estabelecer as bases de um período de transição.

    O presidente De Klerk pede perdão pelo apartheid, em outubro de 1992. Um ano depois, em outubro de 93, De Klerk e Mandela recebem o Prêmio Nobel da Paz.

    1994. É posta em vigor a nova Constituição provisória não-racial, que outorga direito de voto à maioria negra.

    27 de abril de 1994. Primeiras eleições multirraciais na África do Sul. Nelson Mandela sai candidato pelo Congresso Nacional Africano e se torna presidente. Um desafio para o CNA de Mandela: fazer uma África do Sul mais humana e com melhores condições de vida para a maioria de sua população.

    Guerra Irã-Iraque

    O radicalismo xiita do Irã alertou o presidente do Iraque, Saddam Hussein, seguidor da seita sunita. Aproveitando-se da fragilidade política no Irã, Saddam Hussein declarou guerra ao Irã em setembro de 1980, alegando que a presença iraniana no canal de Chatt-el-Arab (onde ficam as reservas de petróleo iranianas) era ilegal.

    Hussein visava conquistar territórios e a chefia moral do mundo árabe, excluindo a presença dos xiitas do Oriente Médio. Para tanto, o Iraque acreditava que venceria facilmente e provocaria um clima de descontentamento no Irã, o que levaria à substituição do regime de Khomeini.

    No entanto, a população xiita se uniu contra os iraquianos, retomou as posições ocupadas e invadiu o Iraque em 1982. A partir daí, a guerra se alastrou no Golfo Pérsico, comprometendo as exportações de petróleo.

    Destruído, o Irã aceitou um cessar-fogo em julho de 1988, a retirada das tropas até fronteiras reconhecidas internacionalmente e o início das negociações de paz. O conflito matou aproximadamente 500 mil pessoas e um milhão ficaram feridas.


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