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Tópico: Homens e sexo desastrado

  1. #1
    G-Sat VIP Avatar de Tixa
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    Padrão Homens e sexo desastrado



    Muitos homens não sabem fazer amor, mas ninguém tem coragem para falar nisso. Só se ouve falar da passividade das mulheres, quando grande parte dos homens nem sequer sabe tocar no corpo da sua

    companheira”, comenta Rita,de 36 anos, com a segurança de quem é conhecedora na matéria. Nasceu em Portugal mas cresceu no Brasil, país onde a liberdade sexual é vista sem preconceitos. Para ela, o sexo é simplesmente uma necessidade do ser humano. Encarada sem culpa, principalmente quando satisfeita por pura diversão.

    A vida atarefada de criativa numa agência de publicidade, aliada a constantes discussões com o marido e à rotina de um relacionamento que já durava há 10 anos, acabou por provocar a separação: “Sempre tive uma vida sexual gratificante com o meu marido, mas algumas das minhas experiências posteriores davam para fazer um filme cómico”, explica, bem humorada.

    Ultrapassados os maus momentos da ruptura, o primeiro encontro foi com Gonçalo, um consultor com quem travou co-nhecimento em casa de amigos comuns. A atracção foi mútua. No segundo dia em que se encontraram, não havia como fugir ao inevitável.

    “Fiquei surpreendida pela negativa. Ele, que aparentava ser uma pessoa desinibida e envolvente, revelou grande falta de criatividade na cama. Só me lembrava um coelho!” Como se tratava da primeira vez que estavam juntos, Rita decidiu dar-lhe outras oportunidades, não fosse a má performance ser reveladora de algum nervosismo inicial. Mas, durante um mês, a situação repetia-se e só piorava.

    “Ainda tentei conversar sobre o assunto, mas ele ficou com um ar tão ofendido que desisti. Duas semanas depois, como vi que a conversa não fez efeito, deixei simplesmente de lhe atender os telefonemas.”
    Numa outra ocasião, com um antigo colega de trabalho, a noite de copos prolongou-se e terminou em casa dele: “O Zé era bem mais carinhoso, mas faltava-lhe alguma sensibilidade. Perdia pouco tempo com os preliminares e recusava-se, por exemplo, a fazer sexo oral, porque lhe fazia impressão”, explica Rita, no meio de uma gargalhada. Depois desta situação, outras tantas fizeram-na perceber que “conversa é o que não falta aos homens”, mas quando chega a hora da verdade, nem todos têm aquela performance do “macho latino”, que tanto publicitam.

    Actualmente, Rita encontrou o equilíbrio. Assumiu uma relação estável com Pedro, um agente de viagens sete anos mais novo que ela, com quem partilha uma vida sexual e psicológica feliz. Para ela, o segredo para alcançar um bom entendimento, a todos os níveis, passa pela sinceridade. A existência de diálogo é extremamente importante num casal, desde os pormenores mais banais da relação aos gostos pessoais relativos à sexualidade: “Penso que as gerações mais novas estão mais abertas ao diálogo. Vivem a sexualidade de uma forma mais natural e preocupam-se também em agradar à mulher.”

    Os preconceitos e o pudor impedem frequentemente um diálogo franco e aberto, que se revela essencial numa relação sexual saudável e duradoura.




    A maioria dos homens não se apercebe de que o corpo feminino é um terreno com muito por explorar. Um complexo mistério, difícil de desvendar, se pensarmos que cada mulher tem diferentes maneiras de pensar, sentir e agir.

    Ao contrário do que acontecia há alguns anos, a mulher tem vindo a libertar-se dos preconceitos que a amarravam a um comportamento moralista. E exige cada vez mais. Tem a vantagem – ao contrário dos homens – de ter nascido com um instrumento sexual, o clítoris, que apenas serve o intuito de dar prazer.

    Mas apesar da revolução sexual, imposta pela evolução dos tempos, existem muitos casos como o de Isabel, de 40 anos, economista, que nunca teve coragem de conversar abertamente com o marido sobre as questões relativas à sua sexualidade. Para ela, só lhe trouxe desvantagens: em 15 anos de casamento, nunca sentiu um orgasmo.
    “Gostava de sentir que lhe estava a dar prazer e isso bastava para me sentir feliz”, confessa. Proveniente de uma família conservadora, Isabel sempre foi o protótipo da menina bem comportada. Em casa dos pais, sexo era tema tabu. Por essa razão, nunca se atreveu a falar sobre o assunto. Com as amigas, dadas ao moralismo, também não compartilhava as suas dúvidas.

    Um dia, quando menos esperava, o destino pregou-lhe uma partida. Durante um almoço com uma amiga, reencontrou no restaurante um antigo colega da universidade com quem sempre havia partilhado grandes afinidades. Retomaram a amizade e, durante meses, também eles se encontraram periodicamente para almoçar, já que ambos descobriram que traba-lhavam perto um do outro. Até que o amor começou a surgir.

    “Quando o Manuel me tocou pela primeira vez, nem quis acreditar. Explorou o meu corpo à procura dos meus pontos mais sensíveis e perguntava o que é que eu desejava. O orgasmo acabou por surgir naturalmente. Percebi nessa altura o quanto o meu marido sempre fora sexualmente egoísta e o quanto eu havia perdido até então.”
    Apesar da culpa sentida inicialmente por ter traído o marido, Isabel manteve a relação extraconjugal, descobrindo em pleno a sua sexualidade. Passados uns meses, reuniu coragem e pôs fim ao casamento.

    Outra situação – cómica, no real sentido da palavra – foi a vivida por Joana, de 27 anos, enfermeira, que sempre preferiu namorar com homens mais velhos por alimentar a teoria de que tinham mais experiência psicológica e sexual.
    Quando namorou com o Tomás, um professor universitário 12 anos mais velho que ela, o tiro saiu-lhe pela culatra: “Ele beijava muito mal, não conseguíamos acertar com as línguas e ele acabava por me lambuzar toda... Dificilmente inovava nas posições e, para cúmulo, ficava sempre de meias, porque só assim se sentia confortável, dizia.” Joana limitou-se a não abordar o assunto durante as primeiras semanas. Tomás era inteligente e agradava-lhe o facto de ter finalmente encontrado alguém com uma conversa interessante.

    Passados dois meses, quando a intimidade parecia ter-se instalado na relação, Joana decidiu falar abertamente sobre os aspectos sexuais que, na sua opinião, precisavam de ser alterados: “Ele ouviu tudo em silêncio. No final, disse-me que também não estava satisfeito com a minha performance sexual, levantou-se do sofá e saiu. Sumiu-se literalmente do mapa! Foi a situação mais surreal que vivi até hoje.”
    Estes casos demonstram a evolução sentimental e sexual feminina. E a má aceitação de críticas por parte dos homens. Embora a mulher continue a dar importância a aspectos mais subjectivos do que o homem – como a intimidade emocional, a troca de afectos, o desejo sexual, entre outros – agora, também valoriza a sua genitalidade.
    Estarão os homens preparados para reagir às novas exigências femininas? “As mulheres, embora sem descurar a procura da sintonia afectiva, tornaram-se mais reivindicativas em relação ao parceiro sexual, principalmente no que concerne à exigência da reciprocidade orgásmica”, confirma Jorge Cardoso, especialista em Sexologia Clínica. “Esta demanda de satisfação, equilibrada no par sexual, pode ser encarada de uma forma positiva quando existe uma boa comunicação sexual e flexibilidade na melhoria das técnicas sexuais. Ou, pelo contrário, pode ser um factor gerador de ansiedade no homem, que deste modo se vê posto em causa.”

    Curiosamente, nas consultas de Sexologia de Jorge Cardoso, vão surgindo cada vez mais homens com falta de desejo sexual, quando, no passado, esta era uma queixa predominantemente feminina: “Aparentemente, o percurso da sexualidade feminina tem-se aproximado das características mais conotadas com a sexualidade masculina, criando por vezes nos homens sentimentos de inadequação, susceptíveis de condicionar negativamente a sua performance.
    Procura-se um reequilíbrio.”

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  3. #2
    G-Sat VIP Avatar de Kanuka
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    Grande verdade...

    + uma tabu da nossa sociedade...

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