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Tópico: COMPARATIVO:FORD MONDEO-PEUGEOT 407-TOYOTA AVENSIS

  1. #1
    G-Sat VIP Avatar de mcj231974
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    Padrão COMPARATIVO:FORD MONDEO-PEUGEOT 407-TOYOTA AVENSIS



    Com a chegada do novo Mondeo, surge o primeiro embate protagonizado pela versão SW, equipada com o Diesel mais acessível 1.8 TDCI de 125 cv, que enfrenta aqui um rival francês e um japonês. Carrinhas de clara vocação familiar, que convidam a viagens de longo curso
    Depois de duas apresentações internacionais e um anúncio televisivo onde automóveis sobem ao céu levados por balões, o Ford Mondeo chega finalmente a Portugal com a ambição de se tornar uma das referências da sua classe. A tarefa não é fácil, mas os responsáveis da marca têm consciência do desafio que este modelo tem pela frente.

    Das três carroçarias disponíveis, escolhemos a Station Wagon 1.8 TDCI de 125 cv - a configuração mais apetecida em Portugal: carrinha com o Diesel mais acessível - para um confronto com rivais de respeito, como são o Peugeot 407 2.0 HDI de 136 cv e o Toyota Avensis 2.0 D-4D, este último com a mesma potência do Mondeo. Um euro-americano, um francês e um japonês dão o mote para o principal comparativo desta edição.

    Estética, Construção, Segurança
    Criar um design que transmitisse na integra todos os atributos que, à partida, a carrinha Mondeo parece prometer, foi um dos pontos em que a Ford batalhou sem descanso . O aspecto é dinâmico, com os faróis dianteiros e traseiros mais afilados a contribuir para esta sensação. As jantes de liga leve e as saliências nas cavas das rodas dão o toque final no pose desportiva.

    O comportamentoé bom em qualquer das carrinhas,
    mas o grau de eficácia da Mondeo é superior



    Ford Mondeo 1.8 TDCI 1st Edition Solidez de construção e uma postura
    ao volante envolvente são garantias a bordo da nova carrinha Mondeo.
    O monitor no painel permite aceder às mais diversas funções. O bocal
    do depósito é à prova de enganos e evita que se suje as mãos
    O 407 também exibe uma frente agressiva, também pelo o desenho das ópticas, mas sobretudo pela generosa grelha inferior tipo "boca de tubarão".

    Já o Toyota Avensis adopta um estilo mais tradicional e, apesar da sua origem nipónica, não esconde, na nossa opinião, algumas influências de design americano, provavelmente oriundas da experiência da Lexus.

    Essa mesma experiência poderá ter influenciado os padrões de qualidade do Avensis, que apresenta bons materiais na concepção do habitáculo e um rigor apurado na montagem dos mais diversos elementos. É certo que o design interior, pelo menos para nós, é excessivamente sóbrio, o que já não acontece com o 407 que tem uma ambiente mais "espacial", apesar dos plásticos menos atraentes ao olhar e ao toque presentes na consola central. No caso do Mondeo, os materiais moles estão um pouco por todo o lado e as aplicações metalizadas estão bem integradas no conjunto.

    O equipamento de segurança das três carrinhas não defrauda as expectativas de qualquer potencial cliente, pois todas oferecem de série sete airbags (frontais, laterais, de cortina e para os joelhos do condutor), travagem com todos os dispositivos que potenciam a eficácia e o equilíbrio da mesma, controlo de tracção e de estabilidade, além dos cintos com pré-tensores e limitadores de esforço, estrutura reforçada em pontos chave e zonas de deformação programada para melhorar a absorção de um impacto violento. Felizmente, só podemos comprovar a eficácia de algumas das tecnologias mencionadas...

    O Ford e o Toyota ainda acrescentam o sistema de desprendimento dos pedais e da coluna de direcção em caso de colisão, enquanto o Peugeot é o único com pontos Isofix no banco do passageiro.

    Conforto, Habitáculo, Equipamento
    O espaço interior é amplo nos três modelos, mas a carrinha Mondeo consegue ser ligeiramente mais desafogada em todos os sentidos. Além disso, é a que apresenta a maior mala, com 554 litros (mais do que um BMW Série 5), seguida de perto pela Avensis que também é generosa no espaço para bagagens. Nesta avaliação, o 407 fica aquém dos seus rivais, com o problema acrescido de ter uma chapeleira surreal de manusear. Destaque para o compartimento sob o piso da mala do modelo japonês que pode oferecer utilidade extra.

    Quando se olha para estas carrinhas, pensa-se imediatamente em viagem, e quem viaja com frequência sabe a importância de ter zonas práticas de arrumação para pequenos objectos. O Peugeot tem um porta-luvas amplo, mas é o único que não oferece um espaço na consola central para pousar um telemóvel. Ou vai para o compartimento sob o apoio de braços (comum a todos) ou fica na bolsa da porta.

    Este tipo de pormenores não foi descurado na carrinha da Ford, nem na da Toyota.

    Como é um modelo novo, esta versão Mondeo designa-se 1st Edition e vai ser limitada às primeira unidades. Curiosamente, os adversários também efectuaram alguns ajustes nas respectivas gamas. No caso da Peugeot foi o realinhamento dos níveis, entre os quais o Griffe, encarado para este comparativo, apesar do modelo usado nas fotos ser um Sport, designação que desaparece com esta novidade. A Toyota também fez alguns ajustes na gama Avensis, nomedamente uma ligeira redução de preços, novas cores, jantes e a inclusão de alguns extras na versão Sol, como o sistema de navegação com ecrã táctil (que lê CD com ficheiros digitais WMA) presente na unidade ensaiada que custa 900 euros. Um valor mais simpático do que a maioria dos GPS disponibilizados pelas marcas.

    O Toyota é o único com faróis de Xénon de série e o Peugeot com alarme e sensores de pressão dos pneus. O radar de estacionamento dianteiro só se encontra no Mondeo, com o traseiro a estar presente nas três carrinhas.

    O modelo francês tem o motor mais potente
    e um nível de equipamento muito completo

    Peugeot 407 2.0 HDI Griffe A posição de condução é correcta,
    mas a colocação dos pedais podia ser melhor. O tecto panorâmico
    em vidro é um exclusivo da Peugeot
    Posto de condução, Comportamento
    A condução é provavelmente o tema mais interessante para quem compra por razões emocionais e pretende tirar pleno partido da dinâmica. Para estes, podemos adiantar que a carrinha Mondeo tem a melhor e mais envolvente posição de condução. No 407 são os pedais que não têm a colocação ideal, no Avensis a postura é mais alta e a amplitude de regulações (apesar dos bancos eléctricos) é menor. Mesmo assim, nada que ponha em causa um nível de comodidade mais do que razoável.

    Os bancos do Ford têm o melhor apoio lateral, o revestimento é em alcântara, e os do Avensis (em pele) são claramente os mais confortáveis.

    A condução de qualquer destas carrinhas é fácil e todas revelam de imediato boas qualidades dinâmicas. Todas menos a Mondeo, pelo menos no início. É que a falta de ânimo que o motor 1.8 TDCI de 125 cv, o único com cabeça de oito válvulas, revela abaixo das 2000 rpm, chega a causar alguns embaraços quando se pretende arrancar com decisão, num cruzamento. Se a aceleração não for suficiente, é normal ter de voltar a "dar à chave". Acima desta marca, a Ford move-se sem problemas com a energia necessária para se conseguir pôr à prova as qualidades do chassis.

    O motor D-4D da Toyota está sempre
    disponível, mesmo nos regimes mais baixos



    Toyota Avensis 2.0 D-4D Sol Os bancos em pele do Avensis
    são os mais confortáveis. A construção está em bom plano
    e os acabamentos exibem rigor
    O motor HDI do Peugeot é o mais potente, apesar do binário ser igual ao do Mondeo, o que torna a carrinha francesa isenta de problemas a subir de regime. Mesmo assim, o D-4D da Toyota, com a mesma potência do TDCI da Ford, tem uma disponibilidade em qualquer regime digna de elogios.

    O comportamento em curva está em bom plano em qualquer uma das carrinhas, mesmo a velocidades elevadas, mas é a Mondeo que demonstra o maior grau de eficácia quando a condução abandona a "filosofia" familiar. O nível de aderência é muito bom, os pneus mais largos também têm responsabilidades na matéria, e a direcção informativa contribui para o prazer ao volante.

    A SW da Peugeot tem uma atitude em curva competente, com um temperamento até mais reactivo, mas as oscilações da carroçaria são superiores e os ganhos em conforto não são notórios em relação à rival da Ford.

    O equilíbrio dinâmico do Toyota é uma certeza, as oscilações da carroçaria em ritmos mais rápidos também são superiores às do Mondeo, mas neste caso o conforto sai compensado. Basicamente, tudo depende do gosto de cada condutor, mas é inegável que o melhor chassis pertence ao modelo mais novo. Como o ESP está presente nas três carrinhas, explorar os limites dinâmicos de qualquer uma não constitui problema.

    Performances e Consumos
    A caixa do Avensis foi a que mais nos agradou, pela facilidade que oferece nas trocas de relação, no Peugeot a precisão é menor, ainda que o movimento do punho não apresente problemas. Ao contrário do Ford que tem um comando mais preciso, mas mais lento de manusear.


    Apesar da potência semelhante, Ford e Toyota, ocupam respectivamente o último e o primeiro lugar no "ranking" das acelerações medidas no primeiro quilómetro de arranque. O Peugeot acompanha o Avensis praticamente lado-a-lado, já que a diferença é marginal. Aliás, dos 0 aos 400 metros, ambos registaram o mesmo tempo. Já nas recuperações, o Avensis atrasa-se em todas, o que se justifica em parte pelo escalonamento mais longo da caixa. O Mondeo, por outro lado, consegue mesmo uma ou outra recuperação mais rápida que o seu rival francês, o que não deixa de ser relevante.

    Economia é sempre um dos maiores atractivos dos modelos a gasóleo, e os presentes não fogem à regra, com consumos interessantes. Em cidade o Mondeo gastou 8,5 litros ao fim de 100 km, enquanto o Avensis ficou-se pelos 7,9 litros. Na média ponderada, a diferença não chega a meio litro para a mesma distância.

    E por falar em distância, mas desta feita de travagem, a partir dos 90 km/h, nota menos para os 36 metros registados pelo 407 SW, um valor criticável, tendo em conta que a média ronda os 31 metros. Além disso, o tacto do pedal também não é o melhor.

    Conclusão
    O novo Ford, que até já foi estrela de cinema no último filme de James Bond (que a propósito, desilude...) ainda que por meros segundos, vence o primeiro confronto a que é submetido, na versão mais familiar e acessível da oferta Diesel.
    A Mondeo SW é bem construída, espaçosa, tem uma mala generosa, uma posição de condução muito boa, tudo aliado a um comportamento dinâmico eficaz, um nível de equipamento convincente e um preço competitivo. Foram argumentos suficientes para bater por dois pontos a proposta da Toyota, que tem inegáveis qualidades, entre as quais uma garantia mecânica de cinco anos (160 000 km), o que deixa de valorizar a carrinha Avensis.

    Qualidades também não faltam ao modelo francês, muito bem equipado na nova versão Griffe, mas não deixa de pecar pelo preço. São mais de 3500 euros de diferença para os seus adversários de ocasião, os quais até nem estão nada mal equipados.

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    Data de Inscrição
    03-10-2006
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    G-Sat
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