Eleutério Fenita
Correspondente da BBC em Maputo
A capital moçambicana, Maputo, tem estado nos últimos a conhecer oscilações no fornecimento e disponibilização de combustível, com longa filas de viaturas a caracterizarem o cenário junto às bombas de gasolina.
A situação deve-se ao contínuo braço de ferro negocial entre o governo e as gasolineiras que defendem o agravamento dos preços actualmente em vigor.
É o regresso de imagens que já se viam há muitos anos e que para muitos haviam ficado para a história.
Por um lado há os postos de abastecimento de combustível sem o gasóleo ou gasolina de que depende o parque automóvel do país, incluindo os transportes públicos.
Por outro lado há as longas filas de viaturas junto às bombas. Enquanto isso há que pautar pela paciência mas sempre com algumas reclamações à mistura.
Plano de emergência
A situação já levou ao accionar de um plano de emergência pela companhia estatal de combustíveis, Petróleos de Moçambique, PETROMOC, que tem estado à frente dos esforços do governo para que a situação não resvale para um cenário de crise.
As oscilações de fornecimento de combustível na capital Moçambicana e arredores são tidas por observadores como deliberadas, calculadas.
A interpretação é que as mesmas surgem no contexto das pressões que gasolineiras têm estado a exercer perante o que afirmam serem prejuízos elevados, devido aos preços dos combustíveis estipulados, como manda a lei em Moçambique, pelo governo e actualmente em vigor.
Esta é uma possibilidade que acolhe o consenso do Executivo.
As explicações são várias, mas algumas delas são certamente as implicações óbvias que um eventual aumento teria no custo de vida assim como as feridas ainda por sarar provocadas pelas violentas manifestações contra o aumento dos transportes públicos do ano passado


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