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Tópico: A MANIPULAÇÃO da OPINIÃO PÚBLICA sobre a luta dos trabalhadores da autoeuropa e o papel do “expresso”

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    Padrão A MANIPULAÇÃO da OPINIÃO PÚBLICA sobre a luta dos trabalhadores da autoeuropa e o papel do “expresso”

     

    Tem-se assistido na última semana a uma campanha vergonhosa de manipulação e de pressão da opinião pública contra os trabalhadores da Autoeuropa levada a cabo pelos principais media, de que é exemplo o Expresso. Para os meios de comunicação ditos “independentes”, e para os seus jornalistas/comentadores “objetivos”, a luta dos trabalhadores contra condições desumanas de trabalho que a administração da Autoeuropa pretende impor resume-se a uma luta entre o sindicato da CGTP e a Comissão de Trabalhadores que até há pouco tempo controlada por um membro do BE.


    Quem tenha dado ao trabalho de desfolhar, por ex, o Expresso de 2.9.2017, certamente ficará espantado com a profusão de comentários sobre a greve na Autoeuropa, todos eles coincidentes, como tivessem a origem a mesma central de informação.

    Para Nicolau dos Santos “há um assalto ao castelo na Autoeuropa e só não vê quem não quer”; para João Duque, “a situação atual está a delapidar o património numa guerra que os portugueses não entendem (até chega ao desplante de se eleger representante dos portugueses) e a que os trabalhadores da Volkswagen na República esfregam as mãos” (lá vem a ameaça do papão da deslocalização numa tentativa de submeter pelo medo os trabalhadores); para o autoconvencido Daniel Bessa “um sindicato da CGTP resolveu, esta semana, minar a confiança na Autoeuropa”. Falando de cátedra e sem se dar ao trabalho de estudar a situação, como é habitual, Miguel Sousa Tavares não deixa de dar também o seu palpite sobre a luta dos trabalhadores da Autoeuropa escrevendo, entre outras coisas, o seguinte: “Durante décadas, o PCP e a CGTP viveram com uma espinha atravessada na garganta: a Autoeuropa…a CGTP conseguiu finalmente conquistar o apoio da maioria dos trabalhadores … deitou ao lixo o clima de confiança entre trabalhadores e administração”. Até o editorial do “Expresso”, a negro para chamar a atenção, refere que a greve na Autoeuropa é “Mais do que uma greve….É a tentativa clara de um sindicato afeto à CGTP passar a controlar uma das maiores e mais importantes empresas”. É uma autêntica santa aliança a que se juntaram outros media e também o ex-coordenador da Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa, que da sua situação de reformado, veio em defesa da administração alimentando a campanha.

    Todos estes comentadores e jornalistas ditos independentes e objetivos não se deram ao trabalho de sair do conforto das seus gabinetes, de procurar saber junto dos próprios trabalhadores como os horários e as folgas que a administração da Autoeuropa pretende unilateralmente impor, afetaria as suas vidas e a das suas famílias. Para esses senhores não há contraditório, a vida dos trabalhadores, a vida da família dos trabalhadores, a dignidade dos trabalhadores não contam, não têm importância, não são dignos para ser considerados e respeitados, o que é importante é assegurar a competitividade e os lucros da Autoeuropa. Uma empresa de um grupo que enganou durante anos os seus clientes em todo o mundo e que agora está a se virar contra os seus próprios trabalhadores. Para o Expresso e para outros “expressos”, os trabalhadores devem ajoelhar-se e aceitar obedientemente os ditames de uma empresa que tem altamente lucrado com o seu trabalho e empenhamento, mesmo que isso seja à custa da sua vida pessoal e familiar.

    Mas assim vai o jornalismo sem contraditório dito “independente” em Portugal, assim vão os comentadores bem pagos que são escolhidos a dedo e proliferam nos principais media no nosso país, e assim vai a submissão dos media, dos jornalistas e comentadores ao estrangeiro. A greve da Autoeuropa também teve a virtude de destapar tudo isto para reflexão dos portugueses sobre o jornalismo de “catavento”sem contraditório que se faz em Portugal e sobre os comentadores escolhidos a dedo pelo poder económico que proliferam nos media e que interesses defendem.


    Eugénio Rosa, edr2@netcabo.pt

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