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Tópico: PROFESSORES DO ENSINO BÁSICO E SECUNDÁRIO

  1. #1
    G-Sat VIP Avatar de nina5000
    Data de Inscrição
    Oct 2006
    Localização
    algarve
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    Em 8 tópicos

    Padrão PROFESSORES DO ENSINO BÁSICO E SECUNDÁRIO

     

    Natureza do trabalho



    Os professores do ensino básico e secundário promovem o desenvolvimento integrado de conhecimentos, atitudes e competências em crianças e jovens (e, por vezes, adultos), tendo em vista a sua realização individual como cidadãos, a integração harmoniosa na sociedade e a preparação para a inserção no mundo do trabalho. Para tal, promovem a aprendizagem de conhecimentos relativos a várias matérias, bem como a valorização das dimensões relacionais da aprendizagem e dos princípios éticos que regulam o relacionamento com o saber e com os outros, recorrendo a metodologias e técnicas pedagógicas adequadas e a materiais didácticos de natureza diversa.




    Os objectivos do seu trabalho e os métodos e as técnicas que utilizam variam consoante o nível de escolaridade em que leccionam. No 1.º ciclo do ensino básico, os professores abordam de forma integrada e articulada as diferentes áreas disciplinares e não disciplinares que fazem parte do currículo, contribuindo, assim, para a formação geral dos alunos. Neste sentido, a sua actividade visa fundamentalmente proporcionar aos alunos experiências de aprendizagem que lhes permitam desenvolver competências de comunicação ao nível da oralidade e da escrita, da literacia matemática e, ainda, ao nível do estudo do meio, das expressões artísticas (dramática, musical e plástica) e físico-motora.




    Entre as suas principais funções, conta-se a organização, o desenvolvimento e a monitorização do processo de ensino/aprendizagem assentes na análise de cada situação concreta, tendo em conta, nomeadamente, a diversidade de conhecimentos, de capacidades e de experiências com que cada aluno inicia ou prossegue as aprendizagens. Avalia, com instrumentos adequados, as aprendizagens dos alunos em articulação com o processo de ensino, de forma a garantir a sua monitorização, e promove nos alunos o desenvolvimento de hábitos de auto-regulação da aprendizagem. Desempenha ainda um papel fundamental no desenvolvimento pessoal e social dos alunos, contribuindo para a aquisição de conceitos de cidadania, adequados ao nível etário, sobretudo no âmbito dos projectos desenvolvidos nas várias áreas curriculares. Neste nível de ensino, os docentes podem leccionar no ensino recorrente, modalidade especial de educação para adultos, no âmbito dos cursos de alfabetização e da educação extra-escolar. Uma das diferenças entre estes professores e os de outros níveis de ensino prende-se com o facto de ensinarem em regime de monodocência (único professor da turma, por vezes durante os quatro anos de escolaridade), podendo, no entanto, ser coadjuvados por outros docentes em determinadas áreas específicas, nomeadamente nas expressões artísticas e na educação físico-motora, ou ainda na iniciação à língua estrangeira, nos casos em que o projecto educativo da escola contempla a aprendizagem precoce de uma língua estrangeira.




    Os professores do ensino básico dos 2.º e 3.º ciclos e do ensino secundário leccionam as disciplinas ou áreas disciplinares para que possuem habilitações, bem como as áreas curriculares não disciplinares (Área de Projecto, Estudo Acompanhado e Educação para a Cidadania) ou as TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação). A sua acção implica um trabalho de planificação em articulação com os restantes professores da turma e do grupo disciplinar. Como tal, acompanham e orientam o processo educativo dos alunos, recorrendo a diversas modalidades e instrumentos de avaliação que contemplam as várias dimensões da aprendizagem. Nestes ciclos de ensino, o professor continua a desempenhar um papel fundamental no desenvolvimento de competências pessoais e sociais dos alunos que conduzam à formação de cidadãos autónomos, participativos e civicamente responsáveis. Tanto ao nível do 3.º ciclo do ensino básico, como do ensino secundário, reveste-se da maior importância o papel de orientação vocacional, em que participam todos os professores e em especial o director de turma, em colaboração com profissionais de orientação vocacional.

    No ensino secundário, a principal função dos professores consiste em proporcionar aos alunos situações de aprendizagem que promovam a apropriação de métodos e técnicas de estudo, favorecendo o desenvolvimento da autonomia na realização das aprendizagens. Destacam-se, de entre os vários objectivos da função docente, o desenvolvimento do raciocínio, da reflexão e da curiosidade científica, o fomento da aquisição de saberes progressivamente mais aprofundados e sua aplicação na resolução de problemas, bem como o desenvolvimento de hábitos de trabalho individual e em grupo. A educação para a cidadania – nas suas diversas vertentes, incluindo, entre outras, a educação para os direitos humanos, a educação ambiental, a educação para a saúde, para a prevenção rodoviária e para o consumo – continua a ocupar um espaço importante no ensino secundário, ainda que não lhe seja atribuída carga horária lectiva, sendo abordada de forma transversal no âmbito das várias disciplinas. Este nível de ensino organiza-se segundo formas diferenciadas, contemplando a existência de cursos predominantemente orientados para o prosseguimento de estudos no ensino superior ou para a vida activa. Neste sentido, constitui também tarefa do professor o desenvolvimento de contactos e parcerias com entidades do tecido social e económico, de forma a facilitar o encaminhamento dos jovens após a conclusão do ensino secundário.




    Para além da actividade lectiva, os professores podem, no contexto da escola ou do agrupamento, desempenhar outras funções não lectivas, para as quais são eleitos ou designados, nomeadamente de administração e gestão em órgãos como a Assembleia de Escola, a Direcção Executiva e o Conselho Pedagógico e de coordenação de conselhos de docentes, de departamentos curriculares, de conselhos de turma, de conselhos de directores de turma. Assim, intervêm na definição das linhas orientadoras da acção educativa.

    Os professores devem ser igualmente capazes de articular o seu trabalho com um grande leque de profissionais, nomeadamente, psicólogos, assistentes sociais, profissionais de saúde e auxiliares de acção educativa, pois essa interacção é fundamental para o sucesso do seu trabalho. Também a capacidade de interagir com os familiares dos alunos é de primordial importância, dada a influência preponderante do contexto familiar no desenvolvimento psicossocial das crianças e dos jovens e, consequentemente, no seu aproveitamento escolar e no seu percurso formativo e profissional.




    A profissão de professor é, de uma forma geral, complexa, pois implica a execução de funções simultaneamente educativas e formativas: é não só necessário que se promova a aprendizagem de conhecimentos e conteúdos programáticos, mas que se contribua também para a sua formação pessoal e social, de modo a que cada aluno descubra os seus próprios interesses e aptidões e desenvolva as suas capacidades de raciocínio, memória, pensamento crítico, sensibilidade estética e criatividade.

    As grandes mudanças que se têm operado na sociedade reflectem-se necessariamente na escola, colocando novos desafios aos profissionais de educação. A globalização e a evolução tecnológica, por exemplo, requerem da escola e dos professores uma enorme capacidade de adaptação. As novas tecnologias de informação e comunicação alteraram profundamente os processos de ensino/aprendizagem e a própria natureza da relação professor–aluno. Actualmente, o professor deixou de constituir a única fonte de saber perante o aluno, dado que as novas tecnologias permitem que este construa o seu percurso de aprendizagem de forma progressivamente mais autónoma. Assim, o professor terá de se apetrechar psicológica e pedagogicamente para "competir" com outras fontes de aquisição de conhecimentos e assumir sobretudo um papel de facilitador e mediador da aprendizagem. Por outro lado, a massificação do ensino, o alargamento progressivo da escolaridade obrigatória e, ainda, as modificações sociais decorrentes de fluxos migratórios cada vez mais intensos têm tornado mais complexa a função do professor, que é agora chamado a trabalhar com turmas mais heterogéneas, requerendo estratégias diferenciadas.



    Emprego



    O maior empregador dos professores é o Ministério da Educação, a quem compete a sua colocação na rede de escolas públicas. Ainda no sector público, estes profissionais podem também trabalhar, por requisição ou destacamento, em hospitais, prisões ou outras instituições em que o ensino seja facultado aos indivíduos que as integram. No sector privado, podem trabalhar em estabelecimentos do ensino particular e cooperativo e em instituições particulares de solidariedade social (IPSS).




    No sector privado, o recrutamento de professores é feito mediante a assinatura de um contrato individual de trabalho, recorrendo estes profissionais aos métodos tradicionais de procura de emprego (anúncios em jornais, envio de currículo para estabelecimentos de ensino, etc.). No sector público, o recrutamento é feito através de concurso, da responsabilidade do Ministério da Educação (cf. [Somente os Membros podem ver links. ]).

    No que diz respeito à procura no mercado de trabalho, este sector profissional tem características bastante específicas. No 1.º ciclo do ensino básico, são admitidos a concurso os licenciados em cursos especificamente vocacionados para a docência neste nível de ensino. Nos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e no ensino secundário, a colocação nas escolas varia em função do nível de habilitação e da(s) área(s) disciplinar(es) dos candidatos.




    Atendendo a esta situação, quem decida enveredar por esta profissão deve optar por um curso superior especificamente orientado para o ensino, de modo a terminar a sua formação como docente profissionalizado. Esta opção facilita a inserção na vida activa, pois são os docentes profissionalizados os primeiros a ser considerados nos concursos de preenchimento das vagas nas escolas.

    Grande parte dos professores trabalha nas áreas urbanas do litoral, pois é aí que se distribui maioritariamente a população e, consequentemente, a maioria dos estabelecimentos de ensino da rede pública. O mesmo sucede no sector privado, dado que grande parte dos estabelecimentos de ensino particular e cooperativo se concentram nas cidades ou em zonas com maior concentração populacional. Os docentes podem ainda candidatar-se a escolas no estrangeiro, através de concurso no âmbito do ensino de Português no estrangeiro.



    Formação e Evolução na Carreira



    A formação destes profissionais é, por excelência, uma licenciatura vocacionada para o ensino e organizada de acordo com as características do respectivo nível de ensino (1.º, 2.º, 3.º ciclos do ensino básico; ensino secundário). As ofertas formativas existentes neste domínio são bastante diversas: Ensino Básico – 1.º ciclo, Professores do 2.º ciclo do Ensino Básico (com diversas variantes), para além das diferentes licenciaturas em Ensino de... e licenciaturas que integram nos seus planos curriculares uma variante em educação ou ensino (v. [Somente os Membros podem ver links. ] superior.pt). O Ministério da Educação admite também candidatos com habilitações próprias para o ensino, ou seja, licenciados em cursos que conferem a qualificação científica necessária, não obstante não serem vocacionados para o ensino. Para a obtenção de informações sobre as ofertas formativas que conferem qualificação profissional ou habilitações próprias para a docência, dever-se-á contactar o CIREP – Centro de Informação e Relações Públicas do Ministério da Educação (v. [Somente os Membros podem ver links. ]).




    Os planos curriculares dos cursos vocacionados para o ensino incluem diversas disciplinas na área da pedagogia, da educação e do desenvolvimento, da psicologia e da sociologia, para além das disciplinas relacionadas com os conhecimentos a transmitir aos alunos. Ao nível das formações para professores do 1.º ciclo do ensino básico, esses conhecimentos abrangem diversas áreas (matemática, língua portuguesa, história, geografia, ciências da natureza, estudo do meio, expressão e educação físico-motora, musical, dramática e plástica) e nos restantes níveis de ensino, variam consoante a área de especialização dos professores.




    Ao longo da carreira, a formação contínua e a formação pós-graduada é de grande relevância e comum entre estes profissionais, visando quer a actualização e aperfeiçoamento de conhecimentos, quer a progressão na carreira. Para esse efeito, os professores podem optar entre acções de formação, cursos de especialização, mestrados e doutoramentos, no domínio das ciências da educação e que possibilitam o desempenho de outras funções nas escolas, nas mais diversas áreas: educação especial, administração escolar, animação sócio-cultural, educação de adultos, etc. Não é, porém, apenas ao nível dos conhecimentos científicos que o professor deve manter-se actualizado, factor significativo na função docente num mundo em que o avanço do conhecimento científico é tão acelerado, mas também ao nível pedagógico e psicossocial. A natureza da actividade exige, pois, por parte dos professores disponibilidade para uma actualização constante, que lhes facilitará a adaptação a contextos diferenciados. Neste sentido, o Estatuto da Carreira Docente prevê e acautela as necessidades de formação deste sector profissional, ao estabelecer como condição para a progressão na carreira a exigência de frequência de acções de formação contínua acreditadas pelo Conselho Científico para a Formação Contínua.

    A evolução profissional daqueles que estão integrados na administração pública respeita a progressão na carreira prevista na lei: uma carreira única, com 10 escalões definidos pelo tempo de serviço – cada escalão tem uma duração de 2 a 5 anos – e diferentes níveis remuneratórios. Esta evolução processa-se de acordo com o tempo de serviço efectivo, a avaliação de desempenho e frequência de acções de formação creditadas, podendo ser acelerada pela obtenção de qualificações acrescidas, tais como cursos de especialização, mestrados, etc. (v. os cursos de pós-graduação disponíveis nos estabelecimentos de ensino superior que ministram formação nesta área em [Somente os Membros podem ver links. ]). Os professores do 1.º ciclo, por leccionarem em regime de monodocência, podem aposentar-se mais cedo do que os docentes dos outros níveis de ensino, atendendo a que estes últimos usufruem de redução progressiva do horário lectivo semanal ao longo da carreira. No sector privado, a progressão na carreira é maioritariamente determinada pelo tempo de serviço efectivo, de acordo com os critérios definidos nas convenções colectivas de trabalho para o sector (cf. [Somente os Membros podem ver links. ] e [Somente os Membros podem ver links. ]).



    Condições de Trabalho



    A actividade destes profissionais é exercida na escola/agrupamento, em salas de aula, regulares ou especializadas para determinada área (laboratórios, ginásios, educação visual e educação tecnológica), ou outros espaços exteriores ao estabelecimento de ensino, designadamente quando se preparam e realizam visitas de estudo. Podem também desenvolver acções junto dos agentes locais (municípios, associações recreativas e culturais, etc.) relacionadas com a escola ou com os alunos.




    No ensino público, estes professores têm uma carga horária normal semanal de 35 horas, que integra uma componente lectiva (trabalho directo com alunos) e uma não lectiva (destinada à preparação das aulas e de actividades), diferenciadas em função do nível de ensino que ministram: a componente lectiva é de 25 horas para os professores do 1.º ciclo, de 22 horas para os dos 2.º e 3.º ciclos e de 20 para os do ensino secundário. No ensino particular e cooperativo, os professores do 1.º ciclo têm um horário de 25 horas de trabalho lectivo semanal (acrescidas de 3 horas de trabalho não lectivo) e os dos 2.º e 3.º ciclos e do ensino secundário trabalham directamente com os alunos entre 22 a 25 horas lectivas semanais (acrescidas de 4 horas mensais destinadas a reuniões) - cf. [Somente os Membros podem ver links. ] e [Somente os Membros podem ver links. ].

    Quer no ensino público quer no privado, a componente lectiva pode ser reduzida para os professores dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário, a quem são atribuídas funções de director de turma, coordenador dos directores de turma, director de instalações, delegado de grupo disciplinar, coordenador do departamento curricular ou outras funções de coordenação pedagógica. No caso do 1.º ciclo, o professor que exerça funções de coordenação de conselho de docentes ou de presidente de Assembleia recebe um subsídio, não usufruindo de redução da componente lectiva.






    Perspectivas



    A evolução desta profissão depende, em grande parte, das medidas políticas que venham a ser tomadas nos próximos anos no sector da educação, em diferentes domínios: sistema de recrutamento e selecção de docentes, conteúdos programáticos ou curriculares dos cursos, estrutura e funcionamento das escolas, etc. Todavia, têm-se vindo a registar algumas tendências cuja ocorrência é esperada. Por exemplo, é de prever que o papel do professor como educador e formador venha a ser reforçado, na medida em que cada vez mais se exige à escola que intervenha na educação – e não apenas no ensino – das crianças e jovens, dado o pouco tempo de que as famílias dispõem. Assim, poderá assistir-se ao aumento das actividades de enriquecimento curricular ou extracurricular nas escolas e ao consequente aumento da participação dos professores neste domínio. Por outro lado, a crescente preocupação com a educação ao longo da vida e a necessidade de elevar as habilitações literárias médias dos portugueses, podem levar a que estes profissionais sejam cada vez mais chamados a intervir junto de adultos. É, ainda, possível que o número de escolas profissionais venha a aumentar e, nesse caso, poderá assistir-se ao crescimento da procura de professores para este segmento do ensino secundário.




    A situação destes profissionais no mercado de trabalho está também relacionada com a evolução demográfica da população portuguesa, dado que a sua procura é tanto maior quanto maior for o número de crianças e jovens, designadamente os que se mantêm no sistema de ensino. Considerando a evolução registada nos últimos anos, verifica-se que a população estudantil do ensino básico e secundário tem vindo a diminuir de forma acentuada, pelo que não é previsível, a curto prazo, um aumento da procura de professores.

    Quem decida ser professor deve ter em conta que esta profissão continuará a ter um forte papel social, decorrente da sua influência na educação e formação de futuros cidadãos e, nessa medida, continuará a ser uma actividade potencialmente gratificante. Por outro lado, deverá considerar que a docência continuará também, dadas as suas características, a ser uma actividade desgastante e que exige um constante esforço de actualização de conhecimentos, sobretudo no âmbito dos métodos e das práticas pedagógicas e dos recursos didácticos.

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    Data de Inscrição
    03-10-2006
    Localização
    G-Sat
    Idade
    6
    Mensagens
    Muitas

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