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Tópico: TÉCNICO DE ANATOMIA PATOLÓGICA, CITOLÓGICA E TANATOLÓGICA

  1. #1
    G-Sat VIP Avatar de nina5000
    Data de Inscrição
    Oct 2006
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    algarve
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    Padrão TÉCNICO DE ANATOMIA PATOLÓGICA, CITOLÓGICA E TANATOLÓGICA

     

    Natureza do trabalho



    Os técnicos de anatomia patológica, citológica e tanatológica são profissionais de saúde cujas actividades principais consistem em avaliar, planear e processar amostras de tecidos e de células isoladas, colhidas em organismos vivos e mortos, para a sua observação óptica ou electrónica, a nível macroscópico e microscópico. O seu trabalho visa, sobretudo, o diagnóstico e o prognóstico de patologias na espécie humana, destacando-se como suas principais áreas de intervenção a histologia e a citologia.




    A histologia consiste no estudo macroscópico e microscópico de amostras de tecidos como fragmentos de tecidos colhidos numa autópsia, peças cirúrgicas e biópsias. Em organismos vivos, são os exames histológicos que permitem identificar, por exemplo, uma cirrose hepática – através da biópsia de um fígado – ou um cancro ósseo – através da biópsia de um osso. Em organismos mortos, a histologia permite identificar a causa de morte e é, por isso, utilizada quer no âmbito das autópsias clínicas (por exemplo, de pessoas que morrem em hospitais mas cuja causa de morte suscita dúvidas), quer no âmbito das autópsias médico-legais (por exemplo, de pessoas que se suspeita terem sido assassinadas).

    Para a concretização deste estudo, estes técnicos seguem uma metodologia muito específica. Em primeiro lugar, começam por fixar, desidratar e diafanizar (tornar transparente) o tecido a analisar, incluindo-o, em seguida, em parafina (um tipo de cera). Em seguida, cortam em secções ultrafinas o bloco formado - com a ajuda de um aparelho designado por micrótomo -, as quais são colocadas em lâminas e coradas com substâncias corantes que permitem evidenciar a estrutura dos tecidos, conjunto de células, pigmentos e microorganismos. Como última etapa, observam as lâminas ao microscópio e avaliam os resultados obtidos, comunicando-os ao médico anatomo-patologista.

    A citologia é o estudo - feito através da observação microscópica - de células que se destacam dos tecidos espontaneamente ou por técnicas próprias. Algumas das amostras citológicas mais frequentes são a expectoração, as secreções brônquicas, a urina, o esfregaço cervico-vaginal e o material celular obtido através de punções (por exemplo, líquidos presentes no interior de quistos). A citologia constitui um meio de diagnóstico precoce de lesões malignas ao permitir a identificação de células neoplásicas (tumores). Além disso, serve para realizar estudos hormonais e detectar processos inflamatórios e infecciosos provocados por microrganismos.

    O estudo das amostras citológicas é feito através da aplicação de técnicas de fixação, centrifugação, citocentrifugação, esfregaço e coloração, após o qual as mesmas são observadas ao microscópio pelos técnicos. Em seguida, analisam e avaliam os resultados obtidos e identificam e separam as citologias negativas das positivas para células neoplásicas (isto é, que acusam a existência de tumor), enviando estas últimas ao médico anatomo-patologista.




    Para além destas áreas, a intervenção destes profissionais pode estender-se a outras mais específicas. No âmbito da biologia molecular, estes técnicos estudam o núcleo de células com vista a, por exemplo, averiguar anomalias do feto (diagnóstico pré-natal), detectar e quantificar cargas virais (no caso de doenças como a hepatite B) ou estudar patologias tumorais (sobretudo o cancro). No contexto da toxicologia forense (legal), procedem ao estudo de tecidos de cadáveres para averiguar, por exemplo, se houve a ingestão de produtos químicos na hipótese de um envenenamento. No domínio da imunocitoquímica, determinam num tumor maligno, por exemplo, qual o seu tipo, grau de evolução e de gravidade, pois deste conhecimento depende o prognóstico da doença e a terapêutica a administrar. A sua intervenção pode também acontecer no domínio veterinário: por exemplo, um médico veterinário pode recorrer à ajuda destes técnicos, caso se depare com um cão portador de uma doença que não consegue identificar. Para além da área de diagnóstico, estes profissionais podem, ainda, trabalhar no domínio da promoção da saúde (participando em programas de educação para a saúde), na docência e na investigação.




    A natureza da sua actividade exige destes técnicos grande destreza e rapidez manual, aliada a uma grande capacidade de concentração, gosto pela actividade científica e uma forma de trabalhar meticulosa, pois têm de agir com rigor durante todo o processamento das amostras. Estas competências são muito importantes, pois delas pode depender, por exemplo, o diagnóstico precoce de um cancro e, consequentemente, a vida da pessoa que o tem. Em alguns casos, os erros de preparação e tratamento dos tecidos podem ter consequências graves e irreversíveis, designadamente a inutilização de um fragmento que constituía peça única (por exemplo, um sinal de pele que se retirou) ou quando não é possível fazer nova colheita no doente.

    Não obstante a sua autonomia e responsabilidade, estes profissionais trabalham sempre em estreita colaboração com médicos anatomo-patologistas, nomeadamente no acto da colheita do produto biológico, na clarificação do tipo de observação que se pretende efectuar e na análise e selecção das amostras processadas.



    Emprego



    A maioria destes profissionais trabalha no sector público, sobretudo em hospitais, mas também em laboratórios de investigação criminal, institutos de patologia e investigação (como os Institutos Portugueses de Oncologia e os Institutos de Medicina Legal de Coimbra, Lisboa e do Porto), maternidades, laboratórios de anatomia animal, estabelecimentos de ensino politécnico e universitário e, pontualmente, centros de saúde. No sector privado, trabalham em laboratórios que realizam análises de anatomia-patológica, quer por conta de outrem, quer por conta própria (sempre sob direcção técnica de um médico anatomo-patologista).




    A recente abertura de várias escolas que ministram este curso veio provocar um aumento do número de licenciados, levando a que a oferta seja superior à procura: apesar de esta ser uma profissão em constante evolução técnico-científica, com novas áreas de intervenção e com uma afirmação positiva no mercado de trabalho, o excesso de oferta de formação é uma realidade e aumenta a competição entre recém-licenciados.




    Geograficamente, a maioria destes profissionais trabalha nos grandes centros urbanos, com destaque para Lisboa e Porto, ainda que a sua procura se verifique por todo o território nacional.



    Formação e Evolução na Carreira



    Para se exercer esta profissão, é necessário ter um curso em Anatomia Patológica, Citológica e Tanatológica (v. [Somente os Membros podem ver links. ]). Regra geral, esta formação compreende aulas teóricas, teórico-práticas, práticas e períodos de estágio. No seu início, integra normalmente disciplinas gerais como anatomia, fisiologia, anatomia patológica (o estudo da doença), bioquímica e biofísica. À medida que o curso prossegue, aumentam o número de disciplinas especificamente relacionadas com esta profissão: a nível científico, histologia, imunologia, genética/biologia molecular, citologia e tanatologia médica e forense; e a nível técnico e/ou processual, métodos e técnicas histoquímicas e citológicas, técnicas laboratoriais e metodologias de investigação. Além disso, é habitual incluir disciplinas complementares, tais como sociologia, ética ou deontologia.




    A evolução profissional destes técnicos depende do tipo de entidade para a qual trabalham. Os que trabalham nos serviços públicos de saúde estão integrados na carreira de Técnico de Diagnóstico e Terapêutica, progredindo de acordo com o que está legalmente estipulado (Técnico de 2.ª Classe, Técnico de 1.ª Classe, etc.). Os critérios considerados para esta evolução, dependendo da categoria em questão, incluem número de anos e qualidade do serviço prestado, avaliação curricular e prestação de provas públicas. A progressão na carreira implica competências acrescidas, por exemplo, no âmbito da gestão dos recursos humanos e materiais, da coordenação e da avaliação das necessidades de um serviço hospitalar ou até da investigação. No decorrer da carreira, podem ocupar cargos de direcção de serviço ou de departamento. Caso exerçam funções de docência ou investigação em estabelecimentos públicos, evoluem, grosso modo, de acordo com os critérios definidos para a generalidade dos funcionários públicos, ou seja, com base no mérito evidenciado, no tempo mínimo de serviço e na existência de vagas (v. [Somente os Membros podem ver links. ]).




    No sector privado, a evolução profissional depende da entidade empregadora e a sua dinâmica relaciona-se, em grande parte, com o nível de rendimentos auferidos e a formação adquirida ao longo da sua carreira. A evolução dos que trabalham por conta própria, nomeadamente explorando um laboratório de análises seu, é sobretudo avaliada pelo reconhecimento profissional, número de clientes e ganhos obtidos.

    A formação contínua no decorrer da vida profissional deve constituir uma preocupação constante para estes técnicos, quer porque os conhecimentos na área da saúde evoluem rapidamente, quer devido à evolução científica e tecnológica especificamente relacionada com a sua actividade. Para actualizarem os seus conhecimentos técnicos e científicos, estes profissionais devem, assim, frequentar acções de formação, seminários, reuniões científicas e outros encontros profissionais, nomeadamente os organizados pelas escolas superiores de tecnologia de saúde, pelos hospitais e pela associação representativa.



    Condições de Trabalho



    No sector público, a carga horária normal destes profissionais é de 35 horas semanais, ainda que haja regimes de horário especial de 42, 24 e 20 horas semanais. No sector privado, a carga horária praticada é, regra geral, idêntica à da função pública, excepto entre aqueles que trabalham por conta própria (que é maior porque necessitam de realizar tarefas relacionadas com a gestão do negócio). Aqueles que possuem duplo emprego possuem, necessariamente, uma carga horária semanal mais pesada.




    As condições físicas de trabalho são variáveis, dependendo da qualidade ambiental e da sofisticação tecnológica dos estabelecimentos onde trabalham. Os laboratórios em que desenvolvem a sua actividade são constituídos normalmente por espaços equipados com os aparelhos necessários para a realização dos diversos exames (microscópios ópticos, electrónicos e de fluorescência, micrótomos, câmaras diversas, etc.) e com condições que permitem cumprir as normas mínimas de segurança, higiene e saúde, estipuladas legalmente.

    Tal como a maioria dos profissionais de saúde, estes técnicos estão expostos a algumas situações de risco, uma vez que lidam directamente com tecidos que poderão estar infectados (com tuberculose, HIV, viroses, etc.) e utilizam regularmente produtos irritantes, inflamáveis, tóxicos e/ou cancerígenos. Devem ter, por isso, uma preocupação constante com a sua protecção, por exemplo, através do uso de luvas e máscaras. Alguns destes técnicos chegam a deixar de executar algumas das suas funções ao longo da carreira, devido ao desenvolvimento de doenças profissionais graves. Por outro lado, existem condicionalismos que trazem algum stress ao seu quotidiano, nomeadamente quando são pressionados pela urgência na entrega de relatórios ou quando trabalham no domínio do exame de fragmentos de cadáveres (tanatologia).






    Perspectivas



    O quadro futuro desta profissão afigura-se moderadamente optimista. Para aqueles que já a exercem, este optimismo decorre do facto desta ser uma profissão relativamente recente no nosso país e apresentar grandes potencialidades de desenvolvimento, designadamente através do alargamento de campo de intervenção nas áreas da genética (fertilização in vitro), imunocitoquímica, biologia molecular, medicina veterinária e medicina forense, por exemplo. Para aqueles que pretendem enveredar por esta profissão, os próximos anos não garantem uma facilitada inserção na vida activa, porque embora as necessidades actuais sejam elevadas, o número de licenciados parece ser excessivo. O sector público poderá apresentar algumas potencialidades de crescimento, nomeadamente se estes profissionais passarem a ser necessários nos centros de saúde para a realização de rastreios oncológicos junto das comunidades.




    O facto da formação destes profissionais ser actualmente uma licenciatura constitui um factor de desenvolvimento, pois dele poderá decorrer o aumento da investigação nesta área e aumento do corpo docente no domínio científico das técnicas de anatomia patológica. O próprio avanço contínuo das ciências da saúde garante um desenvolvimento constante destes profissionais, que deverão ter sempre a preocupação de actualizar os seus conhecimentos técnicos e científicos, a todos os níveis. Outra evolução previsível diz respeito à crescente automatização e informatização dos equipamentos, que exigirá destes profissionais maiores conhecimentos de informática na óptica do utilizador.

  2. # ADS
    ========
    Data de Inscrição
    03-10-2006
    Localização
    G-Sat
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    6
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  3. #2
    G-Sat Iniciado Avatar de Natasha Ferreira Pó
    Data de Inscrição
    Jul 2009
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    1
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    Padrão Re: TÉCNICO DE ANATOMIA PATOLÓGICA, CITOLÓGICA E TANATOLÓGICA

    Será que sabe de algum curso parecido no Brasil?

    Mesmo que não seja graduação, licenciatura... Pode até ser técnico, livre.

    Estou estudando pra concurso que preciso ter prática em anatomia e não consigo encontrar um curso livre de anatomia.

    Obrigada

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